sexta-feira, 8 de maio de 2009

JESUS É O NOSSO SOCORRO NA HORA DA TENTAÇÃO

JESUS É O NOSSO SOCORRO NA HORA DA TENTAÇÃO
(Hb. 2.17-18; 4.14-16)

Essa carta aos Hebreus foi provavelmente escrita para um grupo de cristãos judeus que se reunia em algum domicílio e tinha se separado do corpo central de cristãos da localidade que vivia, agora correndo o perigo de retornar ao judaísmo para evitar as perseguições. Eles estavam sendo tentados a se apostatar, a se afastarem da fé em Jesus Cristo. Porém, o autor dessa carta não só mostra que Jesus é maior que o judaísmo, seus principais fundadores e suas instituições, mas que Jesus é o nosso socorro na tentação.
A tentação faz parte da vida de todos nós. Todos estamos sujeitos a ela, do maior ao menor, do rico ao pobre, ao pastor e ao membro, a mim e a você leitor.

Mas o que é Tentação?

“Tentação” vem do hebraico “Massah” (teste, provação) e do grego “Peirasmós” (Teste, prova), e peirázo, (testar, submeter à prova). É quando o nosso amor a Deus e à sua palavra é testado, podendo ter origem em nossa “carne”, nossa natureza corrompida pelo pecado (Tg 1.13-15) ou do próprio diabo (Mt 4.3 o chama de “tentador”).
Entretanto, a tentação não é pecado, mas PECADO, é ceder a tentação. Agostinho, pai da igreja disse: “A função do inimigo é sugestionar, mas a do cristão, é não ceder.”


A Palavra de Deus nos mostra que diante da tentação temos duas escolhas: Ou ceder diante dela, dando à luz ao pecado e conseqüentemente, se não houver arrependimento, levando à condenação e a morte, ou corrermos ao trono da graça, onde está Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote, eterno redentor e intercessor nos céus, que, “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15, 5.1), e que se compadece das nossas fraquezas, sendo o nosso socorro na tentação.
Jesus Cristo, mesmo sendo Deus, Ele consumou toda a sua obra redentora, seu ministério terrestre como homem, cheio do Espírito Santo, para ser nosso representante, nosso intercessor entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). E ele, como homem, O Cristo, O Messias (Ungido) usou três meios durante todo o seu ministério e são através deles que Ele nos socorre na hora da tentação.

I - JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DO ESPÍRITO SANTO.

Jesus era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1,18). Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto a através do deserto, durante a sua tentação pelo diabo. Nosso salvador esteve sustentado pelo Espírito durante toda a sua obra Redentora (Hb 9.14). Por meio do Espírito Santo Jesus pôde dizer “está consumado” e entregar seu espírito ao Pai.
Ao subir aos céus, Jesus enviou o seu Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade (Jo 16.13). Jesus Cristo é a verdade (João 14.6). A Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). O Espírito Santo sempre nos levará a Jesus Cristo e à Sua Palavra.
Portanto devemos andar no Espírito (Gl 5.16), isto é, deixar que Ele nos guie em todas as áreas da nossa vida, de acordo com a vontade de Jesus, e assim não cumpriremos os desejos desenfreados da nossa carne, da nossa natureza pecaminosa, livrando-nos da tentação e do pecado.
O Espírito nos auxilia na hora da tentação testificando com nosso Espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.14-16), intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis, nas nossas fraquezas (Rm 8.26). Quando estamos fracos, e a esperança desvanecendo, ele intercede por nós diante de Deus e testifica dentro de nós que somos seus filhos, nos fazendo lembrar e desejá-lo mais a Ele, e da nossa eterna morada com Jesus Cristo, do que do temporal desejo em satisfazer a nossa carne e ao pecado.
Portanto, vamos nos encher do Espírito (Ef. 5.18)! Deixemos que Ele guie a nossa vida!

II - JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DA NOSSA SUBMISSÃO A PALAVRA DE DEUS. (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13).



Jesus era submisso, obediente à Palavra de Deus (Hb 5.8). Respondia à tentação e ao sofrimento sempre confiante na Palavra de Deus. Durante a tentação no deserto nos 40 dias, Jesus respondeu ao diabo em cada tentação usando textos de Deuteronômio Cap. 6-8 que, conforme a tradição judaica são os capítulos do amor à Deus, tendo como texto base Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” O amor de Jesus Cristo à Deus, foi testado ao máximo.
Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra...” (Jo 14.23). Em guardar a Palavra de Deus, demonstramos amor a Jesus Cristo e teremos refúgio, socorro na tentação! Lutero, O grande reformador alemão, falando de sua teologia, disse: “Não aprendi a minha teologia toda de uma vez, mas tive de buscá-la a fundo onde minhas tentações me levaram. Não é a compreensão, a leitura ou a especulação que fazem um teólogo, mas o viver, o morrer, e, se necessário, o ser condenado”. Ele, assim como nós devemos fazer, buscava refúgio na Palavra de Deus diante das suas tentações.
O Pão (Mt 4.4): Jesus amava a Deus de todo o coração? Ou usaria seu poder para satisfazer a sua necessidade? Seus desejos interiores seriam submissos a Palavra de Deus?
O Pináculo do templo: Jesus amava a Deus com toda a sua alma, ou seja, com toda a sua vida? Ainda o inimigo usou a Palavra distorcida contra Jesus.
Diante das riquezas fáceis deste mundo, Jesus amaria a Deus com toda a suas forças?
Nós também somos assim tentados em cada uma dessas áreas em nossas vidas, na submissão aos nossos desejos internos a Palavra de Deus, ou quando nossa vida é posta em risco, ou se para conseguirmos as riquezas deste mundo, venderíamos o nosso amor e a honra, glória que deve ser tributada só a Deus.

III – JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSAS ORAÇÕES.

Jesus orava (Lc 5.16). Retirava-se para os desertos para orar. Antes da sua prisão ele orava com intensidade para suportar o sofrimento e a cruz (Lc 22.39-46; Hb 5.7)
Devemos chegar ao trono da graça através de nossas orações dirigidas a Jesus Cristo. E por ele compadecer-se das nossas fraquezas, alcançarmos graça e misericórdia na tentação (Hb 4.15-16).
Discípulos de Jesus Cristo, não esqueçamos jamais que aqui neste mundo sempre enfrentaremos tentações, mas sempre o Filho de Deus, Jesus Cristo será sempre nosso socorro na tentação. Amém. Por Alan G. de Sá

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