segunda-feira, 7 de junho de 2010

VALE A PENA LER ESTE LIVRO

TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ de Lawrence O. Richards, editora Vida Nova.

Nfile_178o livro “Teologia da Educação Cristã”, de Lawrence O. Richards, vemos uma nova proposta dada pelo autor para a prática da educação cristã. A proposta é nova, pois ela foge do esquema normal de aula dada na escola secular e até mesmo de algumas escolas bíblicas e seminários teológicos, porém não foge da instrução bíblica.

Richards enfatiza que o objetivo da educação cristã não é apenas levar conhecimento ao aluno, pois este conhecimento, mesmo sendo bíblico, não é a sua meta, mas através deste conhecimento, levar o aluno a uma transformação progressiva do crente no caráter, no valor, motivação e atitudes e entendimento da pessoa de Deus. Richard diz que “Cristo em mim” (Gl 2.20) é a única definição adequada do alvo da educação cristã.

Este alvo deve ser alcançado pela igreja, através da socialização dos crentes e discipulado. Ele diz: “Se nós queremos semelhança – se nossa meta é discipulado – então precisamos concentrar nossos esforços na educação não em verbalizações isoladas da Verdade, mas em formar uma comunidade em que a Verdade é vivida como realidade. Precisamos concentrar nossos esforços na educação em compreender e usar a Igreja, o Corpo de cristo, como cultura, dentro da qual as pessoas que recebem o dom da vida de Deus devem ser envolvidas, e nisto socializadas em tudo que significa tornar-se como Ele é.” (p.63)

Richard defende que esta transformação do cristão através da Igreja é levada a efeito através do ministério individual de cada crente, de cada “crente-sacerdote” como ele chama, que são edificados a esta posição através do papel do líder cristão. Este líder deve ser exemplo para os demais, segundo a regra bíblica de (1 Pe 5.1-5). Sua autoridade vem pelo exemplo, de servir aos demais, de ser um servo. Deus usa estes líderes como modelos para motivar aos demais a serem como eles.

Ao trazer esta visão de ministério cristão individual, de “crentes-sacerdotes”, ele vai contra a visão de hoje, de vida cristã e ministério cristão, pois ele defende que não há diferença essencial de um “ministério” pastoral e um ministério de um crente-sacerdote e também se choca com a visão de vida cristã atual dizer que cada crente tem um papel de serviço ativo no corpo de Cristo, e não passivo, de ser servido. (p.111).

Creio que se este resgate bíblico proposto pelo autor sobre educação e serviço cristão fosse hoje em dia colocado em prática, o cristianismo brasileiro (pois é importante lembrar que algumas lições são trazidas num contexto de vida americana) o cristianismo brasileiro seria mas relevante para a soiciedade e para o próprio Corpo de Cristo, que hoje sofre com uma mensagem individualista, materialista e triunfalista de alguns de seus principais expoentes e seus seguidores.

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