quinta-feira, 28 de outubro de 2010

JOSUÉ YRION - DISCIPULADO RADICAL

É POSSÍVEL SER CRISTÃO SEM SER DISCÍPULO ?

É POSSÍVEL SER CRISTÃO SEM SER DISCÍPULO? O DIA DA DECEPÇÃO

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (Mateus 7.23)

            Discipulado cristão. Apesar de sua importância registrada nas Escrituras, é um tema que tem estado ausente de grande parte da pregação e ensino evangélico, atual, proclamado por grande parte da igreja moderna. Entretanto, durante a história do cristianismo, todos aqueles que seguiram os ensinos das escrituras relacionados a este tema, desfrutaram de uma satisfação dada pelo próprio Senhor no ato de segui-lo, bem como também no ato de fazer discípulos. A ausência desta observação trouxe apenas confusão, frieza, religiosidade sem vida de Deus, morte espiritual.

            Porém fica um alerta para todos nós que temos a responsabilidade de “ir e anunciar o evangelho para toda criatura” dado pelo próprio Senhor Jesus, em relação e este tema, tão importante: De que haverá um dia de decepção para todos aqueles que o seguiram sem a intenção de se tornarem de fato seus discípulos.

            “Naquele Dia” (Mateus 7.22) será um dia de decepção para todos aqueles que jamais pensaram que Jesus iria julgar alguém. Com certeza, ver o Cordeiro de Deus assentado sobre um trono como Leão trará decepção para muitos que imaginaram apenas um Jesus compassivo, que aceita não só os pecadores, mas também os seus pecados, que para justificar os seus atos contrários a palavra de Deus, se esquivam dizendo que “O Senhor é bom”. Realmente será decepcionante no dia do juízo final para muitos que iam à igreja sem um compromisso real com Jesus, esquecendo-se que Deus “tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-os dos mortos”.[1]

            Certamente, será um dia de decepção àqueles que acreditavam que em apenas confessar ao Senhor Jesus como Senhor, seria suficiente para serem salvos. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus” (Mateus 7.21). Não é de fato assustador, principalmente vendo como a igreja moderna tem em sua grande parte, ajuntado uma multidão de seguidores, diluindo o evangelho em meio à conveniência social ou política, ou da paz religiosa, que se baseia em dizer que “Deus ama a todos, portanto venham e fiquem como estão!” Jesus, ao dizer que era o caminho[2], deu uma grande declaração exclusivista, tirando toda possibilidade de qualquer um torná-lo apenas em uma mera opção religiosa, tirando de sua posição real que é a escolha que todo homem deve ter diante de Deus em decidir através de Cristo entre vida ou morte eterna. A mensagem da cruz de Cristo deve levar o ser humano a uma decisão em relação a Deus que leva a uma mudança de vida, ingressando-o no caminho do discipulado cristão. “Deus não quererá saber se fomos evangélicos, mas se fizemos a sua vontade”. [3]

            Para aqueles que acreditavam na suficiência dos milagres como sinal de aprovação divina, também será o dia da decepção. Dons espirituais também não podem ser tidos como credenciais para entrar no céu:

Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então vos direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.[4]

            Para não termos a responsabilidade de guiarmos uma multidão enganados para a decepção do dia do juízo, devemos seguir o conselho de cristo: Formar discípulos que o “conhecem”, que verdadeiramente tem experiência pessoal com  Ele pautada em sua Palavra. Praticar a iniqüidade[5], não é cometer atos impiedosos, mas ignorar o que Cristo ensinou. Quão grande é a nossa responsabilidade em fazer discípulos! Que Deus nos ajude e desperte grande parte da igreja evangélica moderna, para que se relembre e pratique de fato a grande comissão, como a Bíblia de fato a ensina.




[1] Atos 17.31, 32.
[2] João 14.6
[3] BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. Ed. Sinodal. p. 121
[4] Mateus 7.22,23.
[5]  Anomia (anomia), formado de a, como elemento de negação e nomos, que significa “lei”, literalmente ilegalidade. No contexto de Mateus, Jesus chama de praticantes da iniqüidade todos aqueles que professaram ser cristãos, porém viveram como se Jesus nunca tivesse deixado uma lei para eles seguirem, lei esta expressa no sermão do monte, que é a vontade do Pai que está nos céus para todos os seus discípulos, em todas as eras.

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