segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Satanás: O que a Bíblia fala sobre ele?


LIÇÃO 23: Satanás: O que a Bíblia fala sobre nosso inimigo espiritual.

Objetivo: Mostrar a realidade da existência de nosso inimigo espiritual, e as orientações bíblicas para não dar oportunidade para ele agir em nossas vidas.


                Esta carta foi escrita pelo apóstolo Paulo aos cristãos de Éfeso, que era o mais importante centro comercial da Ásia Menor (atual Turquia). Além de possuir um comércio regional importante e possuir um belo porto natural, a cidade de Éfeso possuía um magnífico templo da deusa Ártemis (Diana para os romanos), conhecido no mundo da época como um centro de adoração pagã e de artes mágicas (At 19.35). Da prisão de Paulo em Roma (provavelmente no ano 60 d.C, ver Atos 28.16-31), dentre outras coisas, Paulo enfatiza sobre os recursos espirituais que os crentes receberam a fim de cumprirem o propósito final de Deus para sua Igreja: oferecer honra e glória ao seu Santo Nome (ver o Capítulo 1 de Éfesios). Em seguida, ele explica como Deus reconciliou os crentes consigo mesmo e uns com os outros como membros do Corpo de Cristo, a Igreja (Efésios capítulos 2 e 3). O apóstolo Paulo também exorta os crentes de Éfeso a permanecerem nesses recursos para assim viverem em amor e unidade crescente uns com os outros em comunhão na igreja, na família e na arena da batalha espiritual (ver os capítulos 4 ao 6 de Efésios).
                Portanto, é para crentes que Paulo inspirado por Deus traz à Igreja a seguinte exortação: “Não deis lugar ao diabo” (Ef. 4.27).

O QUE SIGNIFICA “DAR LUGAR”?

                “Dar lugar” é uma linguagem metafórica que quer dizer “dar ocasião” ou “dar oportunidade” para algo ou alguém. E baseado no capítulo 4 de Efésios, bem como em outros textos das Escrituras, podemos definir que damos ocasião ou oportunidade para o diabo agir em nossas vidas quando deixamos de levar a Palavra de Deus a sério. Quando deixamos de andar em santidade, de acordo com os ensinamentos da Palavra do Senhor para nossas vidas. Agindo assim, saímos da posição de crentes em Cristo Jesus e damos oportunidade, damos ocasião para um agir do inimigo contra nós.

NÃO DEVEMOS SUBESTIMAR NOSSO ADVERSÁRIO. QUEM É ELE?

“Satanás tá derrotado”, “Satanás esta debaixo dos nossos pés” e outras afirmações semelhantes a estas são afirmações triunfalistas que de bíblicas não tem nada. Eu mesmo não quero ter “Satanás debaixo de meus pés”, mas antes quero ter eles firmados na Rocha, que é Jesus Cristo, e é isto que procuro ensinar às pessoas que evangelizo e discípulo. Apesar de Satanás ter sido derrotado por Jesus Cristo na cruz (Colossenses 2.13-15), e de em breve colocar todos os inimigos debaixo dos pés dEle (1 Coríntios 15. 24-27; Salmos 110.1), em nenhum lugar a Bíblia nos incentiva a subestimá-lo. Nem o arcanjo Miguel se atreveu a proferi juízo infamatório contra ele (Judas v.9).
            
    Devemos resistir a ele e sujeitar-nos a Deus (Tiago 4.6-7). Ele anda como leão buscando a quem possa tragar (1 Pedro 5.9). Assim como o leão anda buscando uma presa despercebida para devorar, assim o inimigo anda ao derredor buscando uma pessoa despercebida para através de uma ocasião buscar alguém para tragar e destruir. Ele é enganador, pai da mentira e homicida (João 8.44). Se pedirmos visão espiritual para Deus é possível vermos como ele através da história da humanidade, desde Eva e Adão até os dias de hoje, tem enganado e destruído pessoas de todas as classes sociais, das mais elevadas posições, homens de Deus, líderes de nações, famílias, os bons costumes, a moralidade, lançando toda sorte de novidades para levar as pessoas para longe de Deus e de Cristo. Realmente o “deus deste século” (como ele é chamado) “cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” ( 2 Corintios 4.4)

                Ele não age sozinho. Ele possui um reino altamente organizado (Efésios 6.12). É este o ser que nos odeia e quer nos destruir fisicamente e espiritualmente, bem como atoda a humanidade.

PORÉM EXISTE UM QUE TEM “TODO O PODER” E QUE PODE DETÊ-LO: JESUS CRISTO, O SENHOR.

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3.8)

                A mensagem do evangelho de Jesus Cristo é poderosa e libertadora, pois através do perdão dos pecados em Jesus Cristo, Deus nos “abre os olhos e nos converte das trevas para a luz e da potestade de Satanás a Deus, a fim de que recebam eles a remissão de pecados e herança entre os que são santificados” pela fé em Jesus Cristo. (Atos 26.17-18).

                Devemos, como crentes estarmos firmes em Jesus Cristo, revestidos da nossa armadura de Deus (Efésios 6.10-20), bem como ensinar as pessoas que visitamos, evangelizamos e discipulamos a fazerem o mesmo. Pois só assim estaremos na presença do Senhor e não daremos “lugar, ocasião, oportunidade” ao diabo. Amém.

Ev. Alan G. de Sá

O Discípulo de Cristo e a Tentação

LIÇÃO 22: O Discípulo e a tentação

Objetivo: Levar o Novo Discípulo de Cristo a compreender o que é a tentação e que diante dela, ele pode se refugiar em Jesus Cristo, e ter vitória sobre ela.

JESUS É O NOSSO SOCORRO NA HORA DA TENTAÇÃO
(Hb. 2.17-18; 4.14-16)

Essa carta aos Hebreus foi provavelmente escrita para um grupo de cristãos judeus que se reunia em algum domicílio e tinha se separado do corpo central de cristãos da localidade que vivia, agora correndo o perigo de retornar ao judaísmo para evitar as perseguições. Eles estavam sendo tentados a se apostatar, a se afastarem da fé em Jesus Cristo. Porém, o autor dessa carta não só mostra que Jesus é maior que o judaísmo, seus principais fundadores e suas instituições, mas que Jesus é o nosso socorro na tentação.
A tentação faz parte da vida de todos nós. Todos estamos sujeitos a ela, do maior ao menor, do rico ao pobre, ao pastor e ao membro, a mim e a você leitor.

Mas o que é Tentação?

“Tentação” vem do hebraico “Massah” (teste, provação) e do grego “Peirasmós” (Teste, prova), e peirázo, (testar, submeter à prova). É quando o nosso amor a Deus e à sua palavra é testado, podendo ter origem em nossa “carne”, nossa natureza corrompida pelo pecado (Tg 1.13-15) ou do próprio diabo (Mt 4.3 o chama de “tentador”).
Entretanto, a tentação não é pecado, mas PECADO, é ceder a tentação. Agostinho, pai da igreja disse: “A função do inimigo é sugestionar, mas a do cristão, é não ceder.”
A Palavra de Deus nos mostra que diante da tentação temos duas escolhas: Ou ceder diante dela, dando à luz ao pecado e conseqüentemente, se não houver arrependimento, levando à condenação e a morte, ou corrermos ao trono da graça, onde está Jesus Cristo, nosso Sumo Sacerdote, eterno redentor e intercessor nos céus, que, “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.15, 5.1), e que se compadece das nossas fraquezas, sendo o nosso socorro na tentação.
Jesus Cristo, mesmo sendo Deus, Ele consumou toda a sua obra redentora, seu ministério terrestre como homem, cheio do Espírito Santo, para ser nosso representante, nosso intercessor entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). E ele, como homem, O Cristo, O Messias (Ungido) usou três meios durante todo o seu ministério e são através deles que Ele nos socorre na hora da tentação.

I - JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DO ESPÍRITO SANTO.

Jesus era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1,18). Ele foi conduzido pelo Espírito ao deserto a através do deserto, durante a sua tentação pelo diabo. Nosso salvador esteve sustentado pelo Espírito durante toda a sua obra Redentora (Hb 9.14). Por meio do Espírito Santo Jesus pôde dizer “está consumado” e entregar seu espírito ao Pai.
Ao subir aos céus, Jesus enviou o seu Espírito Santo para nos guiar em toda a verdade (Jo 16.13). Jesus Cristo é a verdade (João 14.6). A Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). O Espírito Santo sempre nos levará a Jesus Cristo e à Sua Palavra.
Portanto devemos andar no Espírito (Gl 5.16), isto é, deixar que Ele nos guie em todas as áreas da nossa vida, de acordo com a vontade de Jesus, e assim não cumpriremos os desejos desenfreados da nossa carne, da nossa natureza pecaminosa, livrando-nos da tentação e do pecado.
O Espírito nos auxilia na hora da tentação testificando com nosso Espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.14-16), intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis, nas nossas fraquezas (Rm 8.26). Quando estamos fracos, e a esperança desvanecendo, ele intercede por nós diante de Deus e testifica dentro de nós que somos seus filhos, nos fazendo lembrar e desejá-lo mais a Ele, e da nossa eterna morada com Jesus Cristo, do que do temporal desejo em satisfazer a nossa carne e ao pecado.
Portanto, vamos nos encher do Espírito (Ef. 5.18)! Deixemos que Ele guie a nossa vida!

II - JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DA NOSSA SUBMISSÃO A PALAVRA DE DEUS. (Mt 4.1-11; Lc 4.1-13).

Jesus era submisso, obediente à Palavra de Deus (Hb 5.8). Respondia à tentação e ao sofrimento sempre confiante na Palavra de Deus. Durante a tentação no deserto nos 40 dias, Jesus respondeu ao diabo em cada tentação usando textos de Deuteronômio Cap. 6-8 que, conforme a tradição judaica são os capítulos do amor à Deus, tendo como texto base Dt 6.5, que diz: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” O amor de Jesus Cristo à Deus, foi testado ao máximo.

Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra...” (Jo 14.23). Em guardar a Palavra de Deus, demonstramos amor a Jesus Cristo e teremos refúgio, socorro na tentação! Lutero, O grande reformador alemão, falando de sua teologia, disse: “Não aprendi a minha teologia toda de uma vez, mas tive de buscá-la a fundo onde minhas tentações me levaram. Não é a compreensão, a leitura ou a especulação que fazem um teólogo, mas o viver, o morrer, e, se necessário, o ser condenado”. Ele, assim como nós devemos fazer, buscava refúgio na Palavra de Deus diante das suas tentações.
O Pão (Mt 4.4): Jesus amava a Deus de todo o coração? Ou usaria seu poder para satisfazer a sua necessidade? Seus desejos interiores seriam submissos a Palavra de Deus?
O Pináculo do templo: Jesus amava a Deus com toda a sua alma, ou seja, com toda a sua vida? Ainda o inimigo usou a Palavra distorcida contra Jesus.
Diante das riquezas fáceis deste mundo, Jesus amaria a Deus com todas a suas forças?
Nós também somos assim tentados em cada uma dessas áreas em nossas vidas, na submissão aos nossos desejos internos a Palavra de Deus, ou quando nossa vida é posta em risco, ou se para conseguirmos as riquezas deste mundo, venderíamos o nosso amor e a honra, glória que deve ser tributada só a Deus.

III – JESUS NOS SOCORRE NA TENTAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSAS ORAÇÕES.

Jesus orava (Lc 5.16). Retirava-se para os desertos para orar. Antes da sua prisão ele orava com intensidade para suportar o sofrimento e a cruz (Lc 22.39-46; Hb 5.7)
Devemos chegar ao trono da graça através de nossas orações dirigidas a Jesus Cristo. E por ele compadecer-se das nossas fraquezas, alcançarmos graça e misericórdia na tentação (Hb 4.15-16).
Discípulos de Jesus Cristo, não esqueçamos jamais que aqui neste mundo sempre enfrentaremos tentações, mas sempre o Filho de Deus, Jesus Cristo será sempre nosso socorro na tentação. Amém.
  
Por Alan G. de Sá

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O DISCÍPULO E SUA FAMÍLIA ESPIRITUAL: A IGREJA


LIÇÃO 19: O Discípulo e sua família espiritual: A igreja.

Objetivo: Mostrar ao Novo Convertido que a Igreja foi fundada por Jesus Cristo, não sendo, portanto uma instituição meramente humana, uma organização. Antes, é o povo de Deus e ao fazermos parte dela, não somos apenas parte de uma instituição humana, mas sim, fazemos parte da família de Deus.

Texto base: Mateus 16.18; Efésios 5.25; Efésios 1.22-23.

A igreja é a comunidade de todos os cristãos de todos os tempos. Em Efésios 5.25, o termo “igreja” é usado para referir-se a todos aqueles pelos quais Cristo morreu para redimir, todos os salvos pela morte de Jesus Cristo. O próprio Jesus Cristo é quem edifica a igreja chamando o seu povo a si mesmo (Mt 16.18; At 2.47).

A palavra “igreja” quer dizer “uma reunião de pessoas chamadas para fora”, ou seja, um grupo de pessoas que saíram de dentro do mundo (espiritual e não fisicamente), para seguir a Cristo.  Embora a palavra “igreja” seja empregada, em primeiro lugar, para descrever a totalidade de crentes que vivem em todo o mundo, você pode usá-la também para se referir aos cristãos de um determinado lugar, isto é, “a igreja local”.

Alguns Símbolos da Igreja
a.       Corpo: Colossenses 1.18. Isso significa que a Igreja é um organismo vivo, cuja vida vem de Jesus Cristo. É um organismo, algo que tem existência tal como corpo humano que é composto de muitos órgãos que funcionam em prol de uma vida comum. E a cabeça deste corpo é Jesus. Isso quer dizer que Ele é o chefe, guia, o Principal e o Príncipe da Igreja (Efésios 1.22,23 e Colossenses 1.18).
b.      Noiva: Apocalipse 22.17. por causa da sua união e comunhão com Cristo, a igreja é simbolizada pela figura de uma noiva (2 Corintios 11.2; Efésios 5.25).
c.       Templo: Fala da habitação de Deus no meio de seu povo, para ser adorado, louvado. Cada crente é um templo de Deus. (1 Corintios 3.16, 17; 1 Pe 2.5)

Os objetivos da Igreja

O senhor Jesus fundou a igreja com as seguintes finalidades:

a.       Evangelização: É a principal atividade dos cristãos (Mateus 28.19,20)
b.      Lugar para o crente adorar a Deus: O culto é o momento de oração, meditação na Palavra de Deus, louvor, edificação dos cristãos. Também é exercida a comunhão, quando todas as diferenças são eliminadas e nos tornamos irmãos em Cristo.
c.       Prática do serviço Cristão: Ajudamos a manutenção da obra de Deus através do dízimo e das ofertas, bem como aos necessitados através da evangelização (Malaquias 3.10, 1Corintios 16.2; 2 Corintios 8.12)
d.      Lugar para ensino da Palavra de Deus e modo de vida Cristã. É nela que o crente aprende a Palavra de Deus.

 As duas ordenanças da Igreja
                As duas ordenanças que o Senhor Jesus ordenou que os crentes a pratiquem são o batismo em águas, onde simboliza a ingressão do novo crente a igreja e o início de sua nova vida espiritual e a ceia do senhor, onde não apenas lembramos a sua morte, mas também a proclamamos até que Ele volte.
              
  Podemos estabelecer alvos para trazer outras pessoas a Igreja, participando na evangelização. Podemos também fazer parte de um grupo da igreja para podermos usar nossos talentos. Existe um lugar na obra de Deus para cada um de nós.

Referências:
Novos convertidos, revista ed. Betel.
Discipulado Aluno 1, revista CPAD.
Teologia Sistemática, Wayne Grudem. Editora Vida Nova.

O DISCIPULO E A SUA DECISÃO CONSCIENTE PARA O BATISMO


LIÇÃO 18: O Discípulo e sua decisão consciente para o Batismo

OBJETIVO: Mostrar para o novo discípulo de Jesus a importância do Batismo, sua base bíblica. O que se espera do Novo convertido, antes e após o Batismo.

Textos Base: Mateus 3.13-17; Mateus 28.19; Marcos 16.16; Atos 2.37-41; Atos 22.16.

                O Batismo é uma ordenança bíblica. Porém deve ser feita de forma consciente, por parte daquele que toma a decisão de se batizar. Certa vez conheci uma pessoa, que na ocasião disse-me que havia se batizado há três meses, porém vivia um conflito naquele momento, pois ele tinha sido “obrigado” a se batizar, porém não havia mudado de vidada e agora se via em um conflito porque estava ainda preso em vícios e em uma vida errada. Acredito que quando alguém toma a decisão de se batizar, porém inconsciente da sua importância e significado, Deus não recebe. Essa é a razão pela qual nós evangélicos não batizamos crianças. Então, diante da perguntaquem deve ser batizado?”, podemos responder com a definição de Wayne Grudem, que diz que o batismo é devidamente administrado apenas aos que fazem uma profissão de fé em Jesus Cristo digna de crédito. Vamos ver o que a Bíblia ensina sobre este importante mandamento, o Batismo?

A Forma e o Significado da palavra “Batismo”

                A prática do batismo no Novo Testamento era realizada de um modo: a pessoa que era batizada era imersa, colocada completamente dentro da água e em seguida retirada. O Batismo bíblico era por imersão. Assim era realizado no Novo Testamento.
                A Palavra grega baptizo significa “mergulhar, afundar, imergir” algo na água. É nesse sentido que podemos entender a leitura de textos como Mc 1.5,10, Jo 3.23, At 8.36-39. Esses textos deixam claro, juntamente com outros, que o batismo era por imersão e não por aspersão.

Batismo, sua necessidade e significado espiritual.

                Existem situações que é impossível à realização do batismo, vemos, por exemplo, o Ladrão, crucificado ao lado de Jesus, que o recebeu como Senhor e Salvador, mas, no entanto, não foi batizado (Lucas 23.42,43). É comum isso no caso de pessoas que se convertem a ele em situações como estados severos de enfermidade, que são impossibilitadas de saírem de uma cama ou leito de hospital. Entretanto, é muito difícil uma pessoa que teve um verdadeiro encontro com o Senhor Jesus Cristo não querer se batizar. É uma ordenança de Jesus, seguida pela igreja desde o princípio, portanto uma necessidade (Mateus 28.19; Marcos 16.16; Atos 2.37-41; Atos 22.16).

                O significado espiritual do batismo é algo que toda a igreja, não apenas os novos convertidos deveriam ter em mente, pois ele tem um significado espiritual grandioso e eterno, que deveria ser motivo para toda a igreja louvar e glorificar a Deus. Vejamos os textos de Romanos 6.3-4; Colossenses 2.11-12; Tito 3.5; Atos 22.16. Estes textos mostram a verdade de que quando o candidato ao batismo desce às águas, vemos uma figura do descer as sepultura e do sepultamento, do “morrer e enterrar” o velho homem que vivia uma vida de pecados, longe de Deus e ao sair da água, simboliza a ressurreição com Cristo Jesus, para uma nova vida pelo Seu poder, na qual Ele é o Senhor desta nova vida e para Ele vivemos, para glória de Seu nome. Simboliza também o perdão e a purificação de nossos pecados por Ele.

Quem deve então ser batizado?

                Conforme ensino do Novo Testamento, devem ser batizados apenas aqueles que fizeram uma confissão de fé em Jesus Cristo digna de crédito, porque o batismo é um símbolo do início da vida cristã, deve ser ministrado apenas aos que de fato iniciaram a vida cristã (Atos 2.41; 8.12; 10.44-48; 16.14-15; 16.32-33; 1 Coríntios 1.16.

                Pode-se dizer então que a confissão de fé digna de crédito para alguém ser batizado se manifesta através da confissão e arrependimento de pecados (Mt 3.8). O arrependimento é a aversão ao pecado, mudança de vida, que deve ser antes do batismo. (Tiago 4.4, Efésios 4.1).

O batismo é um símbolo externo de uma regeneração interna (Gl 3.27). Portanto, nós como discipuladores não podemos obrigar ninguém a se batizar, mas expor a Palavra de Deus claramente, e deixar que o Espírito Santo através dela transforme a vida do Novo Convertido para que de modo consciente ele decida se batizar, como sinal de uma nova vida em que Jesus Cristo é o seu Senhor e Mestre.

Antecedentes ao BatismoCUR

                Lecionando para Novos Convertidos no trabalho com discipulado, fui chamado à atenção através da revista da Betel de Novos Convertidos para Atos 8.26-38.  Nestes versículos podemos listar alguns “antecedentes” ao batismo daquele eunuco, que devem estar presentes para que alguém seja batizado:
  • Existe atuação divina na conversão (Atos 8.26, 29, 39);
  • Há interesse por parte do Convertido. Ele vinha de Jerusalém e lia a Palavra de Deus (Atos 8.27, 28);
  • Deve haver estudo, entendimento e aprendizado da Palavra de Deus antes de ser batizado (Atos 8.28, 30);
  • O novo convertido deve ser discipulado por alguém experiente, interessado em discipular o novo convertido, explicando-lhe a Bíblia (Atos 8.31, 35).
  • Tem que haver espontaneidade do candidato para ele mesmo pedir o Batismo (Atos 8.36)
  • O novo convertido deve tornar pública sua fé em Jesus Cristo (Atos 8.37). Crer em Jesus é a exigência principal, devendo ser de coração.
  • Deve haver gesto de obediência (Atos 8.38).
Conclusão

                Através deste ensino podemos ver o qual importante é evangelizarmos conforme a Palavra de Deus ensina, pois apenas através do evangelismo e discipulado consistente é que haverá uma decisão consciente do novo discípulo de Cristo para esta importante decisão, que é o Batismo bíblico.

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