sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O DISCIPULO CONHECENDO JESUS. Lição 16.

LIÇÃO 16: O Discípulo Conhecendo seu mestre: Jesus Cristo
 
OBJETIVO: Mostrar ao novo discípulo de Cristo que O Senhor Jesus é o Filho de Deus, O Messias prometido. O único caminho que leva a Deus e que Jesus ressuscitou dos mortos sendo possível cada discípulo dele ter comunhão com Ele.

TEXTO DE REFERÊNCIA: Mateus 16.13.
 

“E chegando Jesus às partes de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. (Mt 16.13)

Essa pergunta de Jesus registrada nos evangelhos, feita aos discípulos na antiga cidade de Paneas, localizada em Dã, uns quarenta quilômetros ao norte do mar da Galiléia, ainda ecoa na mente e nos corações dos homens mesmo depois de passados dois mil anos. Ele existiu? Tudo que foi falado sobre ele é real? O mesmo Jesus da Bíblia é de fato o Jesus da história? É Jesus o Messias, o Salvador do mundo?
Como disse Deus, através destes versículos (Is 55.8-11), Ele estava realizando em Jesus Cristo a reconciliação entre Deus e os homens. Quem olhava para aquele carpinteiro de Nazaré não imaginava que em Jesus Cristo não estava apenas um homem extraordinário, não imaginava que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9), não imaginava que “Deus se manifestou em carne” (1 Tm. 3.16). Em Jesus Cristo, a eternidade entrou na história humana. Deus andou entre os homens. (Mq. 5.2; Jo 1.10). Como disse Wayne Grudem, podemos resumir da seguinte maneira o ensino bíblico acerca da pessoa de Cristo: Jesus Cristo foi plenamente Deus e plenamente homem em uma só pessoa e assim o será para sempre.

I. CONDIÇÕES DO MUNDO PARA A VINDA DE JESUS CRISTO.

Antes de falar da sua influência na história da humanidade, é importante ressaltar que foi necessário Deus conduzir a história da humanidade de modo a criar as condições propícias, favoráveis para a vinda de Jesus Cristo. É isso que Paulo diz quando escreve aos Gálatas, conforme vemos em 4.4, 5:
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.
Foi quando chegou a plenitude dos tempos, no tempo certo, em que Deus havia preparado o mundo, ele enviou Seu Filho Jesus Cristo, para o mundo. Deus conduz a história da humanidade. Vejamos como era a situação do mundo na época do nascimento de Jesus Cristo:
A) Contribuição dos Romanos: (Lucas 2.1-2). Quando Jesus nasceu, os romanos dominavam o mundo da época e eles contribuíram para o ambiente dos dias do nascimento e ministério de Jesus com:
- Uma Lei universal;
- Pax Romana – que garantia movimentação livre;
- Sistema de estradas, que facilitoua movimentação dos primeiros discípulos e missionáios;
- Exército Romano, Organização universal (segurança da sociedade e controle das guerras)
- Conquistas Romanas. Antigamente os povos conquistadores atribuíam as suas vitórias aos deuses. Com as conquistas dos romanos, houve um enfraquecimento da fé nos deuses.
B) Os Gregos, também contribuíram Intelectualmente para este movimento que marcaria a história da humanidade para sempre:
- Trouxeram uma língua universal- o grego
- Filosofia: a antiga filosofia não trouxera as respostas satisfatórias para as pessoas.
- Religião- Preparação para uma religião mais pessoal. As pessoas se sentiam indefesas ante a sorte ditada pelas estrelas e pelos planetas, considerados seres angélico-demoníacos. Prevalecia uma atitude de desepero ou, pelo menos, de pessimismo.
C) Não poderíamos deixar de falar dos judeus, de onde nasceu Jesus Cristo, que contribuiu com:
- O monoteísmo – a crença em um único que Deus;
- A Esperança Messiânica. Havia no judeu a esperança de um salvador. Vemos em Mt 1.1 como ele inicia dizendo que Jesus é o cumprimento da esperança messiânica. Diz que Jesus é o Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.
- O Sistema Ético: Os 10 mandamentos que influenciaram na história da humanidade;
- O antigo Testamento. Mostra que Deus controla a história da humanidade.

II. A MAGNITUDE DA INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO.

“Nesse mesmo tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em serem instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus,. Mas também por muitos gentios. Ele era o Cristo. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram seu nome” (HISTÓRIA DOS HEBREUS, CPAD; p.832)
Esta é a notícia extrabíblica mais famosa e longa sobre Jesus. Apesar de alguns negarem a sua autenticidade, ela é crida por muitos e nos traz a imagem de como Jesus Cristo era impactante em seus dias. Existem outras fontes não-cristãs sobre Jesus, como dos escritores romanos Plínio Jovem, Tácito, Suetônio e Luciano. Apesar de breves, confirmam que ele realmente viveu, tornou-se uma figura pública e morreu sobre o governo de Pôncio Pilatos, e, no espaço de doze anos após sua morte, a adoração a ele já havia chegado a lugares tão distantes quanto Roma.
Típicas das breves notícias sobre Jesus feitas por escritores romanos é a explicação de Tácito (c. 110 d.C.) de que o nome cristão originou-se de Christus (Cristo em latim), que “havia sofrido a pena de morte no reinado de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos” (Anais 15.44).
Jesus ao que sabemos nada escreveu, apesar de muitos se interessarem em escrever a respeito dele. Jesus, com exceção da ocasião em que esteve em Tiro e Sidom, não deixou as áreas da Palestina, mas seu nome é conhecido em toda parte do mundo. Os historiadores falam que antes do fim do século II d.C., vinte distintos grupos religiosos tinham saltado à existência todos afirmando que tiveram origem e autoridade em Jesus, embora apresentando definições diferentes e contraditórias acerca dele e de seu ministério. Antes do fim do século IV d.C., havia mais de oitenta destes grupos; mas hoje é difícil contar todos os grupos que supostamente são alicerçados nele e em sua autoridade. Realmente, vemos hoje se cumprir as suas palavras:
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35)

 III. A REALIDADE HISTÓRICA DE JESUS CRISTO CONFORME NARRADA NOS EVANGELHOS

Nos últimos tempos, descobertas arqueológicas tem dado nova luz a estas questões e vem provando a veracidade dos escritos da Bíblia, do N. T. e sobre Jesus Cristo, eventos e pessoas ligadas a ele, através de seus achados. Por exemplo:

Em 07 de maio de 2007, a Universidade Hebraica de Jerusalém, anunciou a descoberta do Herodium a 12 km de Jerusalém, o túmulo de Herodes o grande que ordenou a matança dos inocentes por medo de perder o seu trono, conforme conta Mateus (Mt 2.13-18). Esta descoberta foi feita pelo professor Ehud Netzer, que escava o local desde 1972, tendo seu trabalho interrompido algumas vezes por guerras locais e atos de terrorismo.

Um outro achado aconteceu em 1990, quando trabalhadores que estavam construindo um parque aquático na Floresta da paz em Jerusalém, que fica ao sul do monte do templo, acidentalmente encontraram uma câmara mortuária com 12 ossuários de calcário. Um dos ossuários era bem ornamentado e decorado com rosáceas talhadas, mostrando que pertencia a alguém rico ou de alta posição. Em dois lugares lia-se: Qaifa e Yosef bar Qaifa (“Caifás, José, filho de Caifás”). O Novo testamento o chama apenas de Caifás, mas Josefo apresenta o seu nome completo: “José, que era chamado Caifás do sumo sacerdócio”. Dentro havia os ossos de seis pessoas diferentes, inclusive de um homem de 60 anos, que provavelmente seja os de Caifás. Caifás é conhecido nos relatos dos evangelhos como aquele que profetizou que Jesus morreria pela nação, pondo em andamento o plano de matá-lo e presidindo o julgamento de Jesus, condenando-o após Jesus ter afirmado ser o Messias (João 11.49-53; 18.14; Mt 26.57-68).

Poderíamos acrescentar outros achados comprovando a realidade do cenário dos dias vividos por Jesus e os personagens do N.T., porém, para objetivo de nosso estudo, podemos concluir com o mais contundente e comovente de todos:

Em 1968, foi descoberto os restos mortais de um homem crucificado em regiões de em subúrbio do norte de Jerusalém, em um ossuário da época de Jesus. O seu nome “Yohanan bem Ha’galgol” foi baseado na escrita em aramaico do ossuário. A evidência significativa da crucificação deste homem foi um osso de tornozelo ainda perfurado por um cravo de crucificação, tendo 17,7 cm de comprimento e ligado a um pedaço de madeira de cruz encontrado neste ossuário.

  Osso de calcanhar encontrado em 1968, que comprova a pratica da crucificação pelos romanos nos dia de Jesus, conforme relato dos evangelhos.

Esses e outros achados arqueológicos comprovam a veracidade do Novo Testamento, assim como a realidade histórica de Jesus Cristo. A partir da verdade da realidade histórica de Jesus, conforme narrada nos evangelhos, podemos afirmar que este Jesus é o Messias prometido através das profecias contidas nas Escrituras Sagradas.

IV. JESUS CRISTO ATRAVÉS DE SUA VIDA PROVOU SER O MESSIAS PROFETIZADO NAS ESCRITURAS HEBRAICAS.
Nenhum dos discípulos de Jesus nem João Batista poderiam crer que Jesus, o Messias, seria crucificado. Na verdade, essas profecias eram ignoradas, pois a morte dele até parecia uma prova de que ele não era o Messias. As profecias referentes a sua morte como por exemplo Sl 22.16; Is 53.5,8-10; Zc 12.10, etc, eram evitadas pelos judeus, pois afinal como poderia o Messias subir ao trono de Davi e estabelecer um reino e uma paz sem fim (Isaías 9.7) e ao mesmo tempo ser rejeitado e crucificado pelo povo?
A verdade é que a morte de Cristo segundo as profecias ocorreu para pagar a penalidade de nossos pecados. Porém existia uma maneira de reconciliar essas aparentes contradições: O Messias deveria vir duas vezes, sendo que na primeira vez ele viria para morrer pelos nossos pecados e a sua segunda vinda, para reinar assentado sobre o trono de Davi.

Porém essas verdades se tornaram claras para os discípulos apenas após a ressurreição de Jesus Cristo. (Lucas 24.25-27, 44-45). Que ensinos maravilhosos, terem as Escrituras interpretadas pelo próprio Senhor!

Em suas pregações seguintes, vemos que os apóstolos pregavam baseados nestas interpretações das profecias dadas por Jesus a seu respeito, profetizadas nas Escrituras:
Atos 2.22-31. Nesta passagem, Pedro faz a citação de Salmo 16.8-11, como cumprimento de uma profecia sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Vemos principalmente na pregação de Paulo que ele, através das profecias do Antigo testamento referentes ao Messias, provava que Jesus era o Messias, o Salvador do mundo: “Paulo... por três sábados arrazoou com eles (os judeus em sua sinagoga) acerca das Escrituras... que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos... é o Cristo (Messias), Jesus, que vos anuncio”.
(Atos 17.2-3). Os judeus esperavam que o messias fosse “Filho de Davi”. Isaías 11.1. Também esperavam que ele fosse “Filho de Abraão. Gênesis 12.1-3, Deus diz a Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Paulo afirma em Gálatas 3.8 que “Deus sabendo que havia de justificar pela fé, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.” Ver também Gálatas 3.16. Mateus ao escrever para judeus o seu evangelho de Jesus Cristo, ele parte da seguinte verdade bíblica: “Livro da geração de Jesus Cristo, FILHO DE DAVI, FILHO DE ABRAÃO”.(Mt 1.1).

São muitas as profecias referentes a Jesus Cristo no Antigo Testamento, mas podemos citar algumas principais:

Gênesis 49.9,10: O cetro foi arredado de Judá depois do nascimento de Jesus Cristo, por volta do ano 7, quando os judeus perderam o direito de decretar a pena de morte por causa do domínio romano. Essa profecia diz que enquanto aquele a quem pertence o cetro não viesse, o cetro não seria tirado de Judá. Por isso Jesus é chamado de o Leão da Tribo de Judá, ressaltando sua realeza (Ap.5.5).
Isaías 7.14 e 9.6,7: as palavras de abertura e encerramento de um simples oráculo predizendo que uma virgem geraria um filho cujo caráter seria divino (Mt. 1-18-25; Lc. 1.30-35).
Isaías 61.1-3: A unção do Messias e seu ministério de libertação (Lc. 4.17-21).
Daniel 9.25,26ª: A única previsão de uma data para a vinda do Messias. 69 semanas de anos, isto é 483 anos) a partir do decreto para a reconstrução dos muros de Jerusalém no reinado de Atarxerxes (Ed 7.11-13 e resultado Ne 2.1-8;3.1), até a chegada do messias em Jerusalém como Príncipe (cf. Jo 12.12-15).Em Zacarias 9.9 mostra como ele cumpriu esta profecia montado em um jumentinho, segundo alguns estudiosos no ano 32, em 6 e abril (10 de Nissan). Alguns dias depois disso, Jesus foi morto na cruz, exatamente como diz a profecia de Daniel: depois disso o Messias será tirado (Morto)!
Miquéias 5.2: fala do local de seu nascimento. Era muito difícil de se cumprir esta previsão do nascimento do Messias, levando-se em conta que sua mãe vivia mais de 150 Km ao norte em Nazaré (Mateus 2.4-6; Lucas 1.16; 2.1-7)
Isaías 52.13-53.12 Fala de seus sofrimentos e da sua morte pelos pecadores.
Essas e outras profecias cumpridas na primeira vinda de Jesus Cristo, comprovam que ele é o Messias prometido por Deus e que assim como estas profecias relacionadas a sua primeira vinda se cumpriram literalmente, sua segunda vinda é certa. Você já entregou seu coração para Jesus Cristo, convidando-o para perdoar o seu pecado, e ser o seu Senhor e Salvador?

V. A DIVINDADE DE JESUS CRISTO.

    Não se pode falar biblicamente sobre o ensino acerca da pessoa de Jesus Cristo sem falar sobre o que a bíblia declara sobre sua divindade. A bíblia declara que Jesus era Deus em carne humana. A comprovação bíblica sobre a divindade de Cristo é bem ampla no Novo Testamento:
a.A Palavra Deus (theos) atribuída a Cristo. Essa palavra aplicada a Deus Pai, é aplicada a Jesus Cristo. Em toso esses trechos, a palavra “Deus” é aplicada a Jesus no sentido de criador de todas as coisas e governador e sustentador de tudo. (João 1.1; 1.18; 20.28; Romanos 9.5; Tito 2.13; Hebreus 1.8 citando Salmo 45.6; 2 Pedro 1.1. Um exemplo do Antigo Testamento em que Jesus é chamado de Deus é Isaías 9.6.
b. A Palavra Senhor (kyrios) atribuída a Cristo.
Esta palavra pode ser usada no sentido respeitoso de “patrão” ou a um superior. Mesmo assim, a palavra é também empregada na Septuaginta ( a tradução grega do Antigo Testamento de uso comum na época de Cristo) como uma tradução do hebraico yhwh, “Javé”, “o Senhor” ou “Jeová”. A Palavra Kyrios é empregada 6.814 vezes no Antigo Testamento grego. Assim qualquer leitor da época do Novo Testamento que conhecesse um pouco do Antigo Testamento grego entenderia que o uso dessa palavra no contexto apropriado se referia ao “Senhor”, o criador e mantenedor do céu e da terra, o Deus onipotente. Lc 1.13, 2.11, 18; Mateus 3.3 citando Isaías 40.3; Hebreus 1.10-12, citando o Salmo 102.

VI. AS OBRAS DE JESUS

Criador: citado acima falando de sua divindade
Redentor: Além de revelar a pessoa de Deus Pai, a obra central e principal de Jesus é sua morte na cruz para libertar os homens dos pecados e leva-los para Deus. É o assunto central da Bíblia Sagrada (1 Corintios 15.3,4; Hebreus 2.14; Apocalipse 5.9.
Intercessor: Após a sua ressureição, Jesus subiu para o céu (Atos 1.9-11). E lá, intercede por nós (João 14.6; 1 Timóteo 2.5; Hebreus 4.14-16).

CONCLUSÃO
 

Vemos através deste breve estudo que Jesus é grandioso, e ao entregarmos nossa vida para ele devemos conhece-lo melhor, nosso redentor e Salvador.

BIBLIOGRAFIA

Novos convertidos, revista ed. Betel.
PRICE, J. Randall. Pedras que Clamam. 1ª Edição. Rio de Janeiro, 2001.Ed. CPAD
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 7ª edição. São Paulo, 2004 Ed. Hagnos.
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Ed. CPAD;BÍBLIA NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Ed. VIDA.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. Ed. PAULUS; Teologia Sistemática Wayne Grudem.
LAHAYE, Tim. Bíblia de estudo profética. Editora Hagnos.
DICIONÁRIO BÍBLICO WICLIFFE, Ed. CPAD.
HUNT, Dave. A mulher montada na besta. A igreja católica romana e os últimos dias. Porto Alegre, 2001. Ed. Actual.

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