sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O DISCÍPULO E SUA FAMÍLIA ESPIRITUAL: A IGREJA


LIÇÃO 19: O Discípulo e sua família espiritual: A igreja.

Objetivo: Mostrar ao Novo Convertido que a Igreja foi fundada por Jesus Cristo, não sendo, portanto uma instituição meramente humana, uma organização. Antes, é o povo de Deus e ao fazermos parte dela, não somos apenas parte de uma instituição humana, mas sim, fazemos parte da família de Deus.

Texto base: Mateus 16.18; Efésios 5.25; Efésios 1.22-23.

A igreja é a comunidade de todos os cristãos de todos os tempos. Em Efésios 5.25, o termo “igreja” é usado para referir-se a todos aqueles pelos quais Cristo morreu para redimir, todos os salvos pela morte de Jesus Cristo. O próprio Jesus Cristo é quem edifica a igreja chamando o seu povo a si mesmo (Mt 16.18; At 2.47).

A palavra “igreja” quer dizer “uma reunião de pessoas chamadas para fora”, ou seja, um grupo de pessoas que saíram de dentro do mundo (espiritual e não fisicamente), para seguir a Cristo.  Embora a palavra “igreja” seja empregada, em primeiro lugar, para descrever a totalidade de crentes que vivem em todo o mundo, você pode usá-la também para se referir aos cristãos de um determinado lugar, isto é, “a igreja local”.

Alguns Símbolos da Igreja
a.       Corpo: Colossenses 1.18. Isso significa que a Igreja é um organismo vivo, cuja vida vem de Jesus Cristo. É um organismo, algo que tem existência tal como corpo humano que é composto de muitos órgãos que funcionam em prol de uma vida comum. E a cabeça deste corpo é Jesus. Isso quer dizer que Ele é o chefe, guia, o Principal e o Príncipe da Igreja (Efésios 1.22,23 e Colossenses 1.18).
b.      Noiva: Apocalipse 22.17. por causa da sua união e comunhão com Cristo, a igreja é simbolizada pela figura de uma noiva (2 Corintios 11.2; Efésios 5.25).
c.       Templo: Fala da habitação de Deus no meio de seu povo, para ser adorado, louvado. Cada crente é um templo de Deus. (1 Corintios 3.16, 17; 1 Pe 2.5)

Os objetivos da Igreja

O senhor Jesus fundou a igreja com as seguintes finalidades:

a.       Evangelização: É a principal atividade dos cristãos (Mateus 28.19,20)
b.      Lugar para o crente adorar a Deus: O culto é o momento de oração, meditação na Palavra de Deus, louvor, edificação dos cristãos. Também é exercida a comunhão, quando todas as diferenças são eliminadas e nos tornamos irmãos em Cristo.
c.       Prática do serviço Cristão: Ajudamos a manutenção da obra de Deus através do dízimo e das ofertas, bem como aos necessitados através da evangelização (Malaquias 3.10, 1Corintios 16.2; 2 Corintios 8.12)
d.      Lugar para ensino da Palavra de Deus e modo de vida Cristã. É nela que o crente aprende a Palavra de Deus.

 As duas ordenanças da Igreja
                As duas ordenanças que o Senhor Jesus ordenou que os crentes a pratiquem são o batismo em águas, onde simboliza a ingressão do novo crente a igreja e o início de sua nova vida espiritual e a ceia do senhor, onde não apenas lembramos a sua morte, mas também a proclamamos até que Ele volte.
              
  Podemos estabelecer alvos para trazer outras pessoas a Igreja, participando na evangelização. Podemos também fazer parte de um grupo da igreja para podermos usar nossos talentos. Existe um lugar na obra de Deus para cada um de nós.

Referências:
Novos convertidos, revista ed. Betel.
Discipulado Aluno 1, revista CPAD.
Teologia Sistemática, Wayne Grudem. Editora Vida Nova.

O DISCIPULO E A SUA DECISÃO CONSCIENTE PARA O BATISMO


LIÇÃO 18: O Discípulo e sua decisão consciente para o Batismo

OBJETIVO: Mostrar para o novo discípulo de Jesus a importância do Batismo, sua base bíblica. O que se espera do Novo convertido, antes e após o Batismo.

Textos Base: Mateus 3.13-17; Mateus 28.19; Marcos 16.16; Atos 2.37-41; Atos 22.16.

                O Batismo é uma ordenança bíblica. Porém deve ser feita de forma consciente, por parte daquele que toma a decisão de se batizar. Certa vez conheci uma pessoa, que na ocasião disse-me que havia se batizado há três meses, porém vivia um conflito naquele momento, pois ele tinha sido “obrigado” a se batizar, porém não havia mudado de vidada e agora se via em um conflito porque estava ainda preso em vícios e em uma vida errada. Acredito que quando alguém toma a decisão de se batizar, porém inconsciente da sua importância e significado, Deus não recebe. Essa é a razão pela qual nós evangélicos não batizamos crianças. Então, diante da perguntaquem deve ser batizado?”, podemos responder com a definição de Wayne Grudem, que diz que o batismo é devidamente administrado apenas aos que fazem uma profissão de fé em Jesus Cristo digna de crédito. Vamos ver o que a Bíblia ensina sobre este importante mandamento, o Batismo?

A Forma e o Significado da palavra “Batismo”

                A prática do batismo no Novo Testamento era realizada de um modo: a pessoa que era batizada era imersa, colocada completamente dentro da água e em seguida retirada. O Batismo bíblico era por imersão. Assim era realizado no Novo Testamento.
                A Palavra grega baptizo significa “mergulhar, afundar, imergir” algo na água. É nesse sentido que podemos entender a leitura de textos como Mc 1.5,10, Jo 3.23, At 8.36-39. Esses textos deixam claro, juntamente com outros, que o batismo era por imersão e não por aspersão.

Batismo, sua necessidade e significado espiritual.

                Existem situações que é impossível à realização do batismo, vemos, por exemplo, o Ladrão, crucificado ao lado de Jesus, que o recebeu como Senhor e Salvador, mas, no entanto, não foi batizado (Lucas 23.42,43). É comum isso no caso de pessoas que se convertem a ele em situações como estados severos de enfermidade, que são impossibilitadas de saírem de uma cama ou leito de hospital. Entretanto, é muito difícil uma pessoa que teve um verdadeiro encontro com o Senhor Jesus Cristo não querer se batizar. É uma ordenança de Jesus, seguida pela igreja desde o princípio, portanto uma necessidade (Mateus 28.19; Marcos 16.16; Atos 2.37-41; Atos 22.16).

                O significado espiritual do batismo é algo que toda a igreja, não apenas os novos convertidos deveriam ter em mente, pois ele tem um significado espiritual grandioso e eterno, que deveria ser motivo para toda a igreja louvar e glorificar a Deus. Vejamos os textos de Romanos 6.3-4; Colossenses 2.11-12; Tito 3.5; Atos 22.16. Estes textos mostram a verdade de que quando o candidato ao batismo desce às águas, vemos uma figura do descer as sepultura e do sepultamento, do “morrer e enterrar” o velho homem que vivia uma vida de pecados, longe de Deus e ao sair da água, simboliza a ressurreição com Cristo Jesus, para uma nova vida pelo Seu poder, na qual Ele é o Senhor desta nova vida e para Ele vivemos, para glória de Seu nome. Simboliza também o perdão e a purificação de nossos pecados por Ele.

Quem deve então ser batizado?

                Conforme ensino do Novo Testamento, devem ser batizados apenas aqueles que fizeram uma confissão de fé em Jesus Cristo digna de crédito, porque o batismo é um símbolo do início da vida cristã, deve ser ministrado apenas aos que de fato iniciaram a vida cristã (Atos 2.41; 8.12; 10.44-48; 16.14-15; 16.32-33; 1 Coríntios 1.16.

                Pode-se dizer então que a confissão de fé digna de crédito para alguém ser batizado se manifesta através da confissão e arrependimento de pecados (Mt 3.8). O arrependimento é a aversão ao pecado, mudança de vida, que deve ser antes do batismo. (Tiago 4.4, Efésios 4.1).

O batismo é um símbolo externo de uma regeneração interna (Gl 3.27). Portanto, nós como discipuladores não podemos obrigar ninguém a se batizar, mas expor a Palavra de Deus claramente, e deixar que o Espírito Santo através dela transforme a vida do Novo Convertido para que de modo consciente ele decida se batizar, como sinal de uma nova vida em que Jesus Cristo é o seu Senhor e Mestre.

Antecedentes ao BatismoCUR

                Lecionando para Novos Convertidos no trabalho com discipulado, fui chamado à atenção através da revista da Betel de Novos Convertidos para Atos 8.26-38.  Nestes versículos podemos listar alguns “antecedentes” ao batismo daquele eunuco, que devem estar presentes para que alguém seja batizado:
  • Existe atuação divina na conversão (Atos 8.26, 29, 39);
  • Há interesse por parte do Convertido. Ele vinha de Jerusalém e lia a Palavra de Deus (Atos 8.27, 28);
  • Deve haver estudo, entendimento e aprendizado da Palavra de Deus antes de ser batizado (Atos 8.28, 30);
  • O novo convertido deve ser discipulado por alguém experiente, interessado em discipular o novo convertido, explicando-lhe a Bíblia (Atos 8.31, 35).
  • Tem que haver espontaneidade do candidato para ele mesmo pedir o Batismo (Atos 8.36)
  • O novo convertido deve tornar pública sua fé em Jesus Cristo (Atos 8.37). Crer em Jesus é a exigência principal, devendo ser de coração.
  • Deve haver gesto de obediência (Atos 8.38).
Conclusão

                Através deste ensino podemos ver o qual importante é evangelizarmos conforme a Palavra de Deus ensina, pois apenas através do evangelismo e discipulado consistente é que haverá uma decisão consciente do novo discípulo de Cristo para esta importante decisão, que é o Batismo bíblico.

O DISCIPULO CONHECENDO AO DEUS VERDADEIRO. Lição 15 Curso Para Discipuladores


LIÇÃO 15: O DISCIPULO CONHECENDO AO DEUS VERDADEIRO

OBJETIVO: Levar o novo discipulo de Jesus Cristo a compreender que apesar de Deus não poder ser compreendido plenamente, pois é ilimitado e muito além de nossa compreensão, tudo o que dele podemos conhecer ele revelou através de Sua Palavra e plenamente na Pessoa de seu Filho Jesus Cristo.

Textos: Oséias 4.6; 6.3; Hebreus 11.6.
               
Apesar de todo debate histórico sobre a existência de Deus, a Bíblia trata disso como um fato: "No principio Deus" (Gn 1.1). Tudo vem dele, foi feito por ele e é sustentado por Ele. Ele não é só criador, mas também participa ativamente da história da humanidade e tem um propósito para ela e para sua criação (Ap. 21.1ss). O que a Bíblia fala a respeito de Deus? o que ele Escrituras?

A PESSOA DE DEUS
                 
Quando vamos falar sobre Deus,  ou qualquer outro assunto relacionado a Ele e ao seu Reino, devemos ter em mente o texto de Deuteronômio 29.29.  Questões sobre "de onde veio Deus" ou "quem criou Deus" devem ser rejeitadas por nós. Isso não é uma fuga para não pensarmos nestas questões, porém toda e qualquer resposta não sairá do campo da especulação, visto que em nenhum lugar a Bíblia trata delas. Porém, como diz o versículo: "as coisas ... reveladas são para nós e para nossos filhos, sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei. O que Deus revelou sobre sí mesmo?
                
 Como é Deus? como Billy Graham uma vez disse, a resposta a essa pergunta é muito dificil de ser dada, a menos que consideremos o que a própria Biblia fala sobre isso: Ele é exatamente como Jesus Cristo (João 1.18; 14.7-9). Além disso a Bíblia mostra que Deus se revela como:

Vivo e auto existente: João 5.26.
Espírito: João 4.24. Deus não é limitado as limitações humanas.
Tem personalidade: Êx 3.13,14;
Onipotente : Ele pode fazer tudo que esteja de acordo com sua vontade e natureza (Gn 17.1; Is 43.11-13. Fala da sua soberania. É um Deus presente e que age. Lucas 1.37.
Onisciente: Ele sabe de tudo, passado, presente e principalmente futuro. Samo 139; Is 41.21-23; Is 46. 9-10
Onipresente; Esta em todos os lugares ao mesmo tempo (salmo 139; Hb 4.13).
Ele é imutável: (Malaquias 3.6; Hb 13.8).
 Além destes, podemos listar outros atributos como bondade, amor, misericórdia, Santidade, retidão, zelo, justiça. Grande é o desejo do Senhor que o conheçamos! (Jeremias 9.23-24; Oséias 4.6; 6.3).

A TRINDADE
               
Apesar de não estar na Bíblia o nome "trindade", a realidade deste assunto é presente em toda a Bíblia Sagrada, tornando-se clara porém, no Novo Testamento. Trindade significa "tri-unidade" ou "três-em-unidade". É usada para resumir o ensinamento de que Deus é três pessoas, porém um único Deus, e não três deuses (Dt 6.4). Alguns textos que corroboram este ensino tanto no Antigo como no Novo Testamento: Gn 1.26; 3.22 ; 11.7, Is 6.8. Samos 45.6-7; Salmos 110.1-Mt 22.46; Mateus 3.13-17; 2 Corintios 13.13; Jo 1.1-3; At 5.3-4.
               
É um assunto que está além da capacidade humana de compreensão, porém isso não nega a veracidade deste ensino, que é claramente reve do nas Escrituras. 1 João 5.7.

JESUS É A MAIOR REVELAÇÃO DE DEUS.
                 
Podemos concluir este breve estudo mostrando que Jesus Cristo é a maior revelação da pessoa de Deus (Hb 1.1-3; Jo 1.1-3, 14,18; 14.8-9.
“Como é Deus?” “Será que Deus existe?” “Será que Ele é real?” são tipos de perguntas que todos nós já fizemos em algum momento de nossas vidas, quando ficamos perplexos diante de uma tragédia ou sem resposta para algo injusto que vemos ou acontece conosco. Porém a Bíblia Sagrada nos mostra que Deus é real e Ele deseja se relacionar com cada um de nós.

Para isso, depois da queda do homem, Deus tem se revelado de diversas formas, buscando um relacionamento pessoal com a humanidade, se revelando através dos profetas bíblicos (Hebreus 1.1), através de sua criação (Sl 19), através da sua lei em nossas consciências (Romanos 2.14-16). Porém, ainda não estava clara a resposta para essas questões relacionadas à existência e ao caráter de Deus. Então, Deus, o próprio Deus se manifestou em carne na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo (João 1.18). Em Jesus, Deus se revela para nós como um Deus de amor e compaixão, que deseja perdoar os nossos pecados e se relacionar conosco, que nos ama, demonstrando este amor quando deu a sua vida na cruz. Jesus Cristo é a maior revelação de Deus. (Hb 1.1-3)

“Deus mostra o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8)

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16)

Deus existe, é real, e através de Jesus Cristo, deseja se relacionar com você, perdoar nossos pecados e dar-nos vida eterna. Vamos seguir o conselho de Oséias 6.3.

BIBLIOGRAFIA:

BÍBLIA SAGRADA, revista e Atualizada. SBB
GRAHAM, Billy. O Cristão fiel, ed. proclamação.
Novos Convertidos. Ed. Betel
Discipulado 1, aluno. Ed. CPAD.
http://manejandobemapalavradaverdade.blogspot.com/2009/04/maior-revelacao-de-deus.html

O DISCIPULO E O ESPIRITO SANTO

LIÇÃO 17: O Discípulo Conhecendo o seu Consolador: O Espírito Santo.

Objetivo: Conhecer o que a Bíblia fala sobre o Espírito Santo e Sua obra em nós.

Texto: João 14.16; 16.7,8,13-15.

    Jesus, ao se referir ao Espírito Santo, ele não se referiu a Ele como uma influência, ou uma energia, mas se referiu a Ele como uma pessoa. E a Bíblia o apresenta como uma pessoa divina.

Ele é inteligente: Rm 8.27
Tem vontade: 1 Co 12.11
Ama: Rm 15.30
Tem tristeza: Ef 4.30
Fala: Atos 13.2
Intercede: Rm 8.6
Ensina: João 14.26
Guia: Rm 8.14.
ELE é Divino, Ele é Deus: Santo (Lc 11.13); Eterno (Hebreus 9.14), Deus (1 Corintios 3.16); Jeová (Isaias 61.1); Espírito de Deus e de Cristo (Rm 8.9).

SUAS OBRAS NO MUNDO E NA IGREJA:

Convence os homens e à eles testifica sobre Jesus (Gn 6.3, João 15.26, 16.8).
Ele regenera, faz nascer de novo (João 3.3-6)
Ele habita no crente: (1 Co 6.19).
Ele prepara a igreja para o arrebatamento: Santificação (Ap. 22.14 , Hb 12.14). O arrebatamento (I Tess 4.17; Ap. 22.17).

 É possível uma pessoa ofender o Espírito Santo de tal maneira que sua Obra de convencimento não seja mais aplicada na vida dela. (Mt 12.31-32; Mc 3.29; Lc 12.10)

    Devemos andar segundo a direção do Espírito Santo (Rm 8.12-16; Gl 5.16-26) e concentrar nossa mente nas coisas do Espírito Santo (Rm 8.4-6).

O DISCIPULO CONHECENDO JESUS. Lição 16.

LIÇÃO 16: O Discípulo Conhecendo seu mestre: Jesus Cristo
 
OBJETIVO: Mostrar ao novo discípulo de Cristo que O Senhor Jesus é o Filho de Deus, O Messias prometido. O único caminho que leva a Deus e que Jesus ressuscitou dos mortos sendo possível cada discípulo dele ter comunhão com Ele.

TEXTO DE REFERÊNCIA: Mateus 16.13.
 

“E chegando Jesus às partes de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. (Mt 16.13)

Essa pergunta de Jesus registrada nos evangelhos, feita aos discípulos na antiga cidade de Paneas, localizada em Dã, uns quarenta quilômetros ao norte do mar da Galiléia, ainda ecoa na mente e nos corações dos homens mesmo depois de passados dois mil anos. Ele existiu? Tudo que foi falado sobre ele é real? O mesmo Jesus da Bíblia é de fato o Jesus da história? É Jesus o Messias, o Salvador do mundo?
Como disse Deus, através destes versículos (Is 55.8-11), Ele estava realizando em Jesus Cristo a reconciliação entre Deus e os homens. Quem olhava para aquele carpinteiro de Nazaré não imaginava que em Jesus Cristo não estava apenas um homem extraordinário, não imaginava que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9), não imaginava que “Deus se manifestou em carne” (1 Tm. 3.16). Em Jesus Cristo, a eternidade entrou na história humana. Deus andou entre os homens. (Mq. 5.2; Jo 1.10). Como disse Wayne Grudem, podemos resumir da seguinte maneira o ensino bíblico acerca da pessoa de Cristo: Jesus Cristo foi plenamente Deus e plenamente homem em uma só pessoa e assim o será para sempre.

I. CONDIÇÕES DO MUNDO PARA A VINDA DE JESUS CRISTO.

Antes de falar da sua influência na história da humanidade, é importante ressaltar que foi necessário Deus conduzir a história da humanidade de modo a criar as condições propícias, favoráveis para a vinda de Jesus Cristo. É isso que Paulo diz quando escreve aos Gálatas, conforme vemos em 4.4, 5:
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.
Foi quando chegou a plenitude dos tempos, no tempo certo, em que Deus havia preparado o mundo, ele enviou Seu Filho Jesus Cristo, para o mundo. Deus conduz a história da humanidade. Vejamos como era a situação do mundo na época do nascimento de Jesus Cristo:
A) Contribuição dos Romanos: (Lucas 2.1-2). Quando Jesus nasceu, os romanos dominavam o mundo da época e eles contribuíram para o ambiente dos dias do nascimento e ministério de Jesus com:
- Uma Lei universal;
- Pax Romana – que garantia movimentação livre;
- Sistema de estradas, que facilitoua movimentação dos primeiros discípulos e missionáios;
- Exército Romano, Organização universal (segurança da sociedade e controle das guerras)
- Conquistas Romanas. Antigamente os povos conquistadores atribuíam as suas vitórias aos deuses. Com as conquistas dos romanos, houve um enfraquecimento da fé nos deuses.
B) Os Gregos, também contribuíram Intelectualmente para este movimento que marcaria a história da humanidade para sempre:
- Trouxeram uma língua universal- o grego
- Filosofia: a antiga filosofia não trouxera as respostas satisfatórias para as pessoas.
- Religião- Preparação para uma religião mais pessoal. As pessoas se sentiam indefesas ante a sorte ditada pelas estrelas e pelos planetas, considerados seres angélico-demoníacos. Prevalecia uma atitude de desepero ou, pelo menos, de pessimismo.
C) Não poderíamos deixar de falar dos judeus, de onde nasceu Jesus Cristo, que contribuiu com:
- O monoteísmo – a crença em um único que Deus;
- A Esperança Messiânica. Havia no judeu a esperança de um salvador. Vemos em Mt 1.1 como ele inicia dizendo que Jesus é o cumprimento da esperança messiânica. Diz que Jesus é o Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.
- O Sistema Ético: Os 10 mandamentos que influenciaram na história da humanidade;
- O antigo Testamento. Mostra que Deus controla a história da humanidade.

II. A MAGNITUDE DA INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO.

“Nesse mesmo tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em serem instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus,. Mas também por muitos gentios. Ele era o Cristo. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram seu nome” (HISTÓRIA DOS HEBREUS, CPAD; p.832)
Esta é a notícia extrabíblica mais famosa e longa sobre Jesus. Apesar de alguns negarem a sua autenticidade, ela é crida por muitos e nos traz a imagem de como Jesus Cristo era impactante em seus dias. Existem outras fontes não-cristãs sobre Jesus, como dos escritores romanos Plínio Jovem, Tácito, Suetônio e Luciano. Apesar de breves, confirmam que ele realmente viveu, tornou-se uma figura pública e morreu sobre o governo de Pôncio Pilatos, e, no espaço de doze anos após sua morte, a adoração a ele já havia chegado a lugares tão distantes quanto Roma.
Típicas das breves notícias sobre Jesus feitas por escritores romanos é a explicação de Tácito (c. 110 d.C.) de que o nome cristão originou-se de Christus (Cristo em latim), que “havia sofrido a pena de morte no reinado de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos” (Anais 15.44).
Jesus ao que sabemos nada escreveu, apesar de muitos se interessarem em escrever a respeito dele. Jesus, com exceção da ocasião em que esteve em Tiro e Sidom, não deixou as áreas da Palestina, mas seu nome é conhecido em toda parte do mundo. Os historiadores falam que antes do fim do século II d.C., vinte distintos grupos religiosos tinham saltado à existência todos afirmando que tiveram origem e autoridade em Jesus, embora apresentando definições diferentes e contraditórias acerca dele e de seu ministério. Antes do fim do século IV d.C., havia mais de oitenta destes grupos; mas hoje é difícil contar todos os grupos que supostamente são alicerçados nele e em sua autoridade. Realmente, vemos hoje se cumprir as suas palavras:
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35)

 III. A REALIDADE HISTÓRICA DE JESUS CRISTO CONFORME NARRADA NOS EVANGELHOS

Nos últimos tempos, descobertas arqueológicas tem dado nova luz a estas questões e vem provando a veracidade dos escritos da Bíblia, do N. T. e sobre Jesus Cristo, eventos e pessoas ligadas a ele, através de seus achados. Por exemplo:

Em 07 de maio de 2007, a Universidade Hebraica de Jerusalém, anunciou a descoberta do Herodium a 12 km de Jerusalém, o túmulo de Herodes o grande que ordenou a matança dos inocentes por medo de perder o seu trono, conforme conta Mateus (Mt 2.13-18). Esta descoberta foi feita pelo professor Ehud Netzer, que escava o local desde 1972, tendo seu trabalho interrompido algumas vezes por guerras locais e atos de terrorismo.

Um outro achado aconteceu em 1990, quando trabalhadores que estavam construindo um parque aquático na Floresta da paz em Jerusalém, que fica ao sul do monte do templo, acidentalmente encontraram uma câmara mortuária com 12 ossuários de calcário. Um dos ossuários era bem ornamentado e decorado com rosáceas talhadas, mostrando que pertencia a alguém rico ou de alta posição. Em dois lugares lia-se: Qaifa e Yosef bar Qaifa (“Caifás, José, filho de Caifás”). O Novo testamento o chama apenas de Caifás, mas Josefo apresenta o seu nome completo: “José, que era chamado Caifás do sumo sacerdócio”. Dentro havia os ossos de seis pessoas diferentes, inclusive de um homem de 60 anos, que provavelmente seja os de Caifás. Caifás é conhecido nos relatos dos evangelhos como aquele que profetizou que Jesus morreria pela nação, pondo em andamento o plano de matá-lo e presidindo o julgamento de Jesus, condenando-o após Jesus ter afirmado ser o Messias (João 11.49-53; 18.14; Mt 26.57-68).

Poderíamos acrescentar outros achados comprovando a realidade do cenário dos dias vividos por Jesus e os personagens do N.T., porém, para objetivo de nosso estudo, podemos concluir com o mais contundente e comovente de todos:

Em 1968, foi descoberto os restos mortais de um homem crucificado em regiões de em subúrbio do norte de Jerusalém, em um ossuário da época de Jesus. O seu nome “Yohanan bem Ha’galgol” foi baseado na escrita em aramaico do ossuário. A evidência significativa da crucificação deste homem foi um osso de tornozelo ainda perfurado por um cravo de crucificação, tendo 17,7 cm de comprimento e ligado a um pedaço de madeira de cruz encontrado neste ossuário.

  Osso de calcanhar encontrado em 1968, que comprova a pratica da crucificação pelos romanos nos dia de Jesus, conforme relato dos evangelhos.

Esses e outros achados arqueológicos comprovam a veracidade do Novo Testamento, assim como a realidade histórica de Jesus Cristo. A partir da verdade da realidade histórica de Jesus, conforme narrada nos evangelhos, podemos afirmar que este Jesus é o Messias prometido através das profecias contidas nas Escrituras Sagradas.

IV. JESUS CRISTO ATRAVÉS DE SUA VIDA PROVOU SER O MESSIAS PROFETIZADO NAS ESCRITURAS HEBRAICAS.
Nenhum dos discípulos de Jesus nem João Batista poderiam crer que Jesus, o Messias, seria crucificado. Na verdade, essas profecias eram ignoradas, pois a morte dele até parecia uma prova de que ele não era o Messias. As profecias referentes a sua morte como por exemplo Sl 22.16; Is 53.5,8-10; Zc 12.10, etc, eram evitadas pelos judeus, pois afinal como poderia o Messias subir ao trono de Davi e estabelecer um reino e uma paz sem fim (Isaías 9.7) e ao mesmo tempo ser rejeitado e crucificado pelo povo?
A verdade é que a morte de Cristo segundo as profecias ocorreu para pagar a penalidade de nossos pecados. Porém existia uma maneira de reconciliar essas aparentes contradições: O Messias deveria vir duas vezes, sendo que na primeira vez ele viria para morrer pelos nossos pecados e a sua segunda vinda, para reinar assentado sobre o trono de Davi.

Porém essas verdades se tornaram claras para os discípulos apenas após a ressurreição de Jesus Cristo. (Lucas 24.25-27, 44-45). Que ensinos maravilhosos, terem as Escrituras interpretadas pelo próprio Senhor!

Em suas pregações seguintes, vemos que os apóstolos pregavam baseados nestas interpretações das profecias dadas por Jesus a seu respeito, profetizadas nas Escrituras:
Atos 2.22-31. Nesta passagem, Pedro faz a citação de Salmo 16.8-11, como cumprimento de uma profecia sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Vemos principalmente na pregação de Paulo que ele, através das profecias do Antigo testamento referentes ao Messias, provava que Jesus era o Messias, o Salvador do mundo: “Paulo... por três sábados arrazoou com eles (os judeus em sua sinagoga) acerca das Escrituras... que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos... é o Cristo (Messias), Jesus, que vos anuncio”.
(Atos 17.2-3). Os judeus esperavam que o messias fosse “Filho de Davi”. Isaías 11.1. Também esperavam que ele fosse “Filho de Abraão. Gênesis 12.1-3, Deus diz a Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Paulo afirma em Gálatas 3.8 que “Deus sabendo que havia de justificar pela fé, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.” Ver também Gálatas 3.16. Mateus ao escrever para judeus o seu evangelho de Jesus Cristo, ele parte da seguinte verdade bíblica: “Livro da geração de Jesus Cristo, FILHO DE DAVI, FILHO DE ABRAÃO”.(Mt 1.1).

São muitas as profecias referentes a Jesus Cristo no Antigo Testamento, mas podemos citar algumas principais:

Gênesis 49.9,10: O cetro foi arredado de Judá depois do nascimento de Jesus Cristo, por volta do ano 7, quando os judeus perderam o direito de decretar a pena de morte por causa do domínio romano. Essa profecia diz que enquanto aquele a quem pertence o cetro não viesse, o cetro não seria tirado de Judá. Por isso Jesus é chamado de o Leão da Tribo de Judá, ressaltando sua realeza (Ap.5.5).
Isaías 7.14 e 9.6,7: as palavras de abertura e encerramento de um simples oráculo predizendo que uma virgem geraria um filho cujo caráter seria divino (Mt. 1-18-25; Lc. 1.30-35).
Isaías 61.1-3: A unção do Messias e seu ministério de libertação (Lc. 4.17-21).
Daniel 9.25,26ª: A única previsão de uma data para a vinda do Messias. 69 semanas de anos, isto é 483 anos) a partir do decreto para a reconstrução dos muros de Jerusalém no reinado de Atarxerxes (Ed 7.11-13 e resultado Ne 2.1-8;3.1), até a chegada do messias em Jerusalém como Príncipe (cf. Jo 12.12-15).Em Zacarias 9.9 mostra como ele cumpriu esta profecia montado em um jumentinho, segundo alguns estudiosos no ano 32, em 6 e abril (10 de Nissan). Alguns dias depois disso, Jesus foi morto na cruz, exatamente como diz a profecia de Daniel: depois disso o Messias será tirado (Morto)!
Miquéias 5.2: fala do local de seu nascimento. Era muito difícil de se cumprir esta previsão do nascimento do Messias, levando-se em conta que sua mãe vivia mais de 150 Km ao norte em Nazaré (Mateus 2.4-6; Lucas 1.16; 2.1-7)
Isaías 52.13-53.12 Fala de seus sofrimentos e da sua morte pelos pecadores.
Essas e outras profecias cumpridas na primeira vinda de Jesus Cristo, comprovam que ele é o Messias prometido por Deus e que assim como estas profecias relacionadas a sua primeira vinda se cumpriram literalmente, sua segunda vinda é certa. Você já entregou seu coração para Jesus Cristo, convidando-o para perdoar o seu pecado, e ser o seu Senhor e Salvador?

V. A DIVINDADE DE JESUS CRISTO.

    Não se pode falar biblicamente sobre o ensino acerca da pessoa de Jesus Cristo sem falar sobre o que a bíblia declara sobre sua divindade. A bíblia declara que Jesus era Deus em carne humana. A comprovação bíblica sobre a divindade de Cristo é bem ampla no Novo Testamento:
a.A Palavra Deus (theos) atribuída a Cristo. Essa palavra aplicada a Deus Pai, é aplicada a Jesus Cristo. Em toso esses trechos, a palavra “Deus” é aplicada a Jesus no sentido de criador de todas as coisas e governador e sustentador de tudo. (João 1.1; 1.18; 20.28; Romanos 9.5; Tito 2.13; Hebreus 1.8 citando Salmo 45.6; 2 Pedro 1.1. Um exemplo do Antigo Testamento em que Jesus é chamado de Deus é Isaías 9.6.
b. A Palavra Senhor (kyrios) atribuída a Cristo.
Esta palavra pode ser usada no sentido respeitoso de “patrão” ou a um superior. Mesmo assim, a palavra é também empregada na Septuaginta ( a tradução grega do Antigo Testamento de uso comum na época de Cristo) como uma tradução do hebraico yhwh, “Javé”, “o Senhor” ou “Jeová”. A Palavra Kyrios é empregada 6.814 vezes no Antigo Testamento grego. Assim qualquer leitor da época do Novo Testamento que conhecesse um pouco do Antigo Testamento grego entenderia que o uso dessa palavra no contexto apropriado se referia ao “Senhor”, o criador e mantenedor do céu e da terra, o Deus onipotente. Lc 1.13, 2.11, 18; Mateus 3.3 citando Isaías 40.3; Hebreus 1.10-12, citando o Salmo 102.

VI. AS OBRAS DE JESUS

Criador: citado acima falando de sua divindade
Redentor: Além de revelar a pessoa de Deus Pai, a obra central e principal de Jesus é sua morte na cruz para libertar os homens dos pecados e leva-los para Deus. É o assunto central da Bíblia Sagrada (1 Corintios 15.3,4; Hebreus 2.14; Apocalipse 5.9.
Intercessor: Após a sua ressureição, Jesus subiu para o céu (Atos 1.9-11). E lá, intercede por nós (João 14.6; 1 Timóteo 2.5; Hebreus 4.14-16).

CONCLUSÃO
 

Vemos através deste breve estudo que Jesus é grandioso, e ao entregarmos nossa vida para ele devemos conhece-lo melhor, nosso redentor e Salvador.

BIBLIOGRAFIA

Novos convertidos, revista ed. Betel.
PRICE, J. Randall. Pedras que Clamam. 1ª Edição. Rio de Janeiro, 2001.Ed. CPAD
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. 7ª edição. São Paulo, 2004 Ed. Hagnos.
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Ed. CPAD;BÍBLIA NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Ed. VIDA.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. Ed. PAULUS; Teologia Sistemática Wayne Grudem.
LAHAYE, Tim. Bíblia de estudo profética. Editora Hagnos.
DICIONÁRIO BÍBLICO WICLIFFE, Ed. CPAD.
HUNT, Dave. A mulher montada na besta. A igreja católica romana e os últimos dias. Porto Alegre, 2001. Ed. Actual.

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