sexta-feira, 30 de novembro de 2012

FÉ NA TEMPESTADE

Meu Senhor muitas lutas, nessa vida passei
Momentos de angústias que eu nunca esquecerei
Momentos de dor, que me fizeram chorar
Mas em Ti sempre encontrei forças para caminhar

De joelhos no chão começo a orar
Sua face, venho buscar
Pois só assim eu posso lutar
Buscando em Ti forças para a minha prova passar

Eu venho buscar sua presença meu Deus
Mesmo no momento de provas eu sei
que de joelhos vou voar... vou voar ao céu do meu Deus
Como a águia que voa, na tempestade renova suas forças
Nas tempestades da vida vou voar... vou voar... ao céu do meu Deus

Pois eu sei que Tu provas a quem amas
E que seu poder se aperfeiçoa na fraqueza
E quando provas a mim, Tu queres mostrar
Que me amas e quer me ensinar a voar
Como a águia que faz seu ninho no alto monte
Assim bem perto de Ti eu quero estar

Os espinhos da vida me fazem lembrar
Que este mundo não é o meu lugar
E quando eles me machucam sei
Que é para que possa voar... voar ao céu do meu Deus Jeová

Eu venho buscar sua presença meu Deus
Mesmo no momento de provas eu sei
que de joelhos vou voar... vou voar ao céu do meu Deus
Como a águia que voa, na tempestade renova suas forças
Nas tempestades da vida vou voar... vou voar... ao céu do meu Deus

Na tempestade eu vou voar
Para perto de Ti meu Deus
Em seus braços Jesus encontrar
Perdão para os erros meus
E como a águia que voa, na tempestade renova suas forças
De joelhos vou voar... Vou voar ao céu do meu Deus.

Alan

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O CASAMENTO SEGUNDO A PALAVRA DE DEUS

POR QUE ME CASAR?


(Gênesis 2.18-24)

Em meio ao relativismo moral e inversão de valores de nossos dias, essa é uma importante questão que devemos considerar, que influência na vida de toda a sociedade: “Por que me casar?”. Segue uma breve reflexão sobre o tema, que tive a alegria e privilégio de compartilhar em um casamento celebrado em 2011. Que Deus possa abençoar sua vida!


Diante deste momento especial de felicidade dos noivos aqui presentes, podemos meditar um pouco na seguinte pergunta que foi com certeza feita pelos noivos aqui presentes, e com certeza, pode estar presente na mente de alguns: “Por que me casar?”
Antes de buscarmos a resposta desta questão na filosofia ou psicologia, ou até mesmo nas religiões, devemos buscar a resposta desta pergunta nas Sagradas Escrituras, na Palavra de Deus.
Este texto que acabamos de ler (Gênesis 2.18-24) faz parte do livro chamado Gênesis, que fala das “origens” da criação de Deus de todas as coisas e de seu propósito original na criação de todas as coisas. E, em particular, podemos ver o seu propósito inicial para o casamento.
É importante que todos nós, principalmente os noivos, tenhamos claros em nossas mentes que o casamento de acordo com a vontade de Deus deve trazer alegria e satisfação a ambos, mesmo nas dificuldades. Haverá, porém tristezas e lamentações, se um dos dois, ou ambos, saírem do propósito original de Deus para o casamento. Podemos então refletir nas respostas desta questão: “Por que me casar?”
1º PORQUE É DA VONTADE DE DEUS (Gn 2.18)
“Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele”
Deus havia dado ao homem uma posição de autoridade diante da criação, porém ainda lhe faltava algo, uma companheira que o ajudasse e o completasse.
Sobre esse texto, um livro judaico (Talmud) comenta: “Quem não tem esposa, vive sem alegria e sem benção” (Talmud, Iebamot, 62).
Sr. Noivo, mesmo que consiga na vida muitas conquistas e uma alta posição, jamais se sentirá feliz e completamente realizado sem o amor de sua esposa. Desde o inicio, Deus procurou deixar claro que o homem precisava de uma esposa (Gn 2.18). Entretanto, Ele também deixou claro a necessidade da mulher em ter o amor de seu marido.
2º PORQUE É APENAS NESTE AMBIENTE QUE DEUS APROVA A RELAÇÃO ÍNTIMA E A SATISFAÇÃO CONJUGAL.
“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula, porém aos que se dão a prostituição e aos adúlteros, Deus os julgará” (Hebreus 13.4)
A sexualidade não é apenas para a procriação. É um presente de Deus, para a alegria do homem e da mulher, dentro do contexto do casamento. Entretanto, quando a Bíblia diz: “Portanto, deixará o homem o seu pai e sua mãe, e unir-se-á a sua mulher e serão uma carne.” (Gênesis 2.24), Não fala apenas de uma união física, mas de algo mais profundo:
·         Ao casar, estão se unindo legalmente e publicamente. Se não é dada a devida importância ao aspecto legal, é como se fosse um “roubo”, de um contra o outro e contra Deus.


·         É uma união de almas. Noivos é importante compartilhar entre vocês seus sentimentos, desejos, medos, que seus corações sejam abertos um ao outro.


·         É uma união de virtudes. Como humanos, não somos perfeitos. Não devemos destacar os defeitos de nossa esposa ou marido, mas antes, devemos usar as nossas virtudes para completa-lo (a).
3º PORQUE DEUS USA O AMBIENTE FAMILIAR COMO UM MEIO DE EXPRESSAR O AMOR QUE ELE TEM POR NÓS.
Nós cristãos, cremos que a maior expressão do amor de Deus está em Jesus Cristo (João 3.16).
Porém a família é um meio que Deus usa para expressar o amor de Deus por nós, através do amor dos pais aos filhos, entre o marido e a mulher.
Para Deus o casamento é algo tão especial, que Ele compara ao relacionamento que o Senhor Jesus Cristo tem pelo seu povo, a igreja. (Efésios 5.25, 32-33).
Que o Senhor Jesus esteja sempre presente em vosso lar e em vossa vida.
Que o Senhor Jesus faça com que cada alegria prometida aos que o seguem e fazem a sua vontade se cumpra no vosso lar, em vossa vida. Amém.
Ev. Alan G. Sá

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CONSCIENTIZAÇÃO MISSIONÁRIA

CONSCIENTIZAÇÃO MISSIONÁRIA
(João 4.31-37)


Como você tem cumprido a Grande Comissão?
 Através desta breve reflexão, Jesus nos conscientiza sobre a necessidade de evangelismo e missões, não apenas no Brasil, mas também no mundo:

Com essas palavras ditas aos discípulos quando eles o viram conversar com a mulher Samaritana, Jesus queria conscientizá-los, e também a nós, sobre a sua obra. Jesus nos traz, com essas Palavras, uma conscientização missionária:

1. Jesus nos conscientiza sobre o tamanho da obra: (Mateus 9.37; 13.38)A Seara é grande. Há muito trabalho para fazer!!!

*Estima-se que a terra tem uma população superior a 6,2 bilhões de habitantes;

*6.500 línguas distintas;

*12.000 etnias (grupo biológico e culturalmente homogêneo);

*200 países organizados;

*HÁ A PREOCUPAÇÃO EM SABER QUE MAIS DE 2 BILHÕES DE PESSOAS NUNCA OUVIRAM FALAR DE JESUS CRISTO UMA ÚNICA VEZ;

*MUITOS POVOS NÃO TÊM A BÍBLIA EM SUA LÍNGUA E OUTROS POVOS TEM APENAS PORÇÕES DAS ESCRITURAS;

*Além disso há o CRESCIMENTO DAS RELIGIÕES NO MUNDO!

Em Março de 2008 foi noticiado que o número de muçulmanos chegou

a tal ponto que ultrapassou os católicos. (19,2% contra 17,4%). Se não houver uma reação evangélica na Europa, em 30 anos,

Quase 100% da Europa será islâmica. Lá não será mais permitido pregar o Evangelho !!!

Enquanto isso no Brasil:

*Há ainda uma inclinação nos círculos governamentais a favor do catolicismo;

* O Nordeste tem a menor porcentagem de evangélicos do Brasil. Em torno de

15 milhões vivem no sertão pobre, mas apenas 3% são evangélicos;

*Existe a necessidade do evangelismo infantil:

*Aproximadamente 10 milhões de crianças ganham a vida nas ruas;

*7 milhões de crianças trabalham;

*Aproximadamente 500.000 envolvidas em prostituição;

*Em 1999 já havia aproximadamente 540.000 já infectadas pelo vírus da AIDS;

* Os escândalos e fraquezas morais envolvendo grandes personalidades evangélicas e líderes têm atrapalhado a pregação do evangelho e sua credibilidade.

Diante de tudo isso me parece ver o Senhor Jesus Cristo clamando ainda hoje:


“A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros” (Mt 9.37).

2. Jesus nos conscientiza sobre a urgência da obra.

(Os campos já estão brancos – prontos - para a colheita !)

Jesus viu as multidões como ovelhas que não tem pastor (Mt 9.36). Sem alguém para cuidar delas, suprir suas necessidades e protegê-las do perigo.

Hoje ainda há um clamor mundial. Nunca na sua história o mundo clamou tanto por uma solução nas suas áreas religiosas, econômicas, familiares, sociais, por libertação, salvação. O mundo sofre por causa do pecado!

A Humanidade tem depositado a sua esperança em homens.

As nações clamam por alguém que irá dar-lhes uma solução para as suas necessidades e conflitos!

O único que pode atender a todas as necessidades do mundo e tirar o seu pecado

É JESUS CRISTO! (João 1.29; Atos 4.12) E Ele nos chama para sermos suas testemunhas. Em todas as nações! (Atos 1.8)

3. Jesus nos conscientiza sobre a Sua visão e de Sua prioridade.

* Hoje existe uma crise de visão em muitas lideranças e pregadores evangélicos.

MUITOS DE NÓS CRISTÃOS ESTAMOS VENDO NOSSAS PRÓPRIAS NECESSIDADES, FECHANDO-NOS EM NOSSO MUNDO E EM NOSSOS PRÓPRIOS PROBLEMAS.


A CRUZ DE CRISTO NÃO SERVIU E NUNCA SERVIRÁ PARA ENRIQUCER AS PESSOAS, MAS PARA SALVAR-LHES DA MORTE E DA CONDENÇÃO ETERNA RECONCILIANDO A HUMANIDADE PERDIDA COM DEUS. (2 CORÍNTIOS 5.19-20)

*Para o diabo não é problema para ele a igreja ter muitos eventos. É problema para ele quando os cristãos levantam-se para testemunhar e pregar o evangelho a toda criatura.

*João 4.33-34: A Prioridade de Jesus é buscar salvar o pecador (Lc 19.10).

*Mateus 28.18-20. As Quatro plenitudes da Missão:

Todo o Poder: Plenitude de poder;

Todas as nações: Plenitude da extensão; Jesus quer alcançar todas as nações.

Jesus estará conosco todo o tempo: Plenitude dos tempos. (Mt 28.20; Mc 16.20; 2 Co 6.1)

SE NÓS TIVERMOS A CONSCIÊNCIA DE QUE A VISÃO E PRIORIDADE DE JESUS É BUSCAR E SALVAR O PECADOR E RESTAURA-LO, NÓS NÃO TRABALHAREMOS APENAS PARA ELE MAS SIM, COM ELE!!!

4. Jesus nos conscientiza que cada vida é importante para Ele.

Vemos Jesus falando não só diante das multidões, mas com diversos tipos de pessoas individualmente.

*NICODEMOS: (João 3)Um erudito; Respeitado; Teologicamente preparado.

*A MULHER SAMARITANA: (João 4) Ela era inculta; Sem influência; Desprezada no meio do seu próprio povo;

Os dois tinham uma coisa em comum: Ambos precisavam de Jesus Cristo

Todos pecaram (Romanos 3.23).Mas o amor de Deus é para Todos. (João 3.16)

5. Jesus nos conscientiza de que haverá uma recompensa e uma grande festa no fim da colheita.

*Podemos participar da alegria de Cristo ao ver uma vida se arrepender de seus pecados e vir até JESUS hoje mesmo! (Lc 15.7; Is 53.11);

*Mas haverá uma festa no final da colheita quando uma multidão de todas as nações adorarão a Deus no final dos tempos, Durante toda a eternidade celebrando a salvação dada por Deus em Jesus Cristo. (Apocalipse 7.9-10).

Jesus Cristo nos conscientiza da necessidade do mundo em ser alcançado com a mensagem do seu evangelho de amor e perdão à toda humanidade.

ELE TE CHAMA PARA SER UM


PESCADOR DE ALMAS.


VOCÊ ACEITA O SEU CHAMADO?

Quem observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará.


(Eclesiastes 11.4)

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.19-20).


Por: Alan G. de Sá

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O MESTRE E O APRENDIZ

O Mestre e o Aprendiz

Certa vez eu a Deus orei
Foi num momento de luta que eu passei
De joelhos comecei a lhe falar
Que aquela situação eu não agüentava mais passar
Perguntei-lhe o por que
De tanto sofrer em meu viver
E o porque de parecer Deus minha oração não escutar

Foi quando que já sem palavras e terminando a oração
Senti Jesus acalmar meu coração
E dentro do peito escutei sua voz doce que falava assim:

Nunca deixei de escutar sua oração
E venho aqui pra lhe dizer que vejo sim o seu sofrer
Mas provo a quem amo e amo vc

É na prova que o crente aprende a confiar no poder de Deus
Mesmo na luta deve seguir em frente confiante no poder de Deus

Deus é o mestre e o crente o aprendiz
Ele é o oleiro e o crente o barro
Pra fazer um vaso tem de ser moldado
Mas Deus mesmo cura qualquer dor

Ele é o Senhor e o crente o servo
Ele é o Pai e o crente o filho
Jesus é o bom amigo em quem devemos confiar
É o que Deus ensina quando o crente prova!

Alan

sábado, 17 de novembro de 2012

O PLANO DE DEUS PARA VOCÊ!

O PLANO DE DEUS PARA SALVAÇÃO DA HUMANIDADE.
(João 3.16)

“Jesus te ama”. Esta talvez seja uma das frases que mais usamos na evangelização. Porém por não entendermos ou não explicarmos o significado deste amor, esta frase é recebida com muito descaso por muitas pessoas. Quando vemos o plano de Deus para nosso salvação, em sua Palavra, passamos a entender o significado desse amor.  Os tópicos a seguir, apesar de serem discutidos e desacreditados pelos homens, são tidos como fato pela Palavra de Deus:

1ºFATO: SOMOS CRIADOS POR DEUS (Gn 1.26-27)
Esse Deus nos ama, não quer que nenhum de nós se perca, mas que todos tenhamos a vida eterna.

2ºFATO: TODOS NÓS SOMOS PECADORES (Gn 3.1ss; Rm 3.23-24; 5.12-21; 6.23.
)
Os nossos pecados precisam ser removidos para que tenhamos a vida eterna com Deus.
Pecado é qualquer coisa que Deus nos disse para não fazer, A Bíblia diz que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.23).Nossos pecados nos separam de Deus.

3º FATO: JESUS CRISTO É A PROVISÃO DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DA HUMANIDADEDeus nos amou tanto que enviou à terra Seu Único Filho Jesus Cristo, em forma de homem (João 3.16). Deus fez com que Jesus morresse na cruz para pagar os nossos pecados com o Seu sangue. Ele levou sobre Seu corpo os nossos pecados na cruz para que pudéssemos chegar até Deus (1 Pe 2.24; 3.18).
A Bíblia diz: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). A Bíblia também diz: ”Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

4º FATO: JESUS CRISTO RESSUSCITOU DOS MORTOS (1 Corintios 15. 3-8)
A sua ressurreição mostra que Ele é quem dizia ser: O Filho de Deus! As pessoas sepultaram Jesus numa tumba. Puseram uma enorme pedra como porta, para fechar o sepulcro. Soldados vigiavam o sepulcro. Deus enviou um anjo para retirar a grande pedra e assustar os soldados. Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos! Pouco depois, Deus levou Jesus de volta para os céus. Jesus pagou o preço pelos nossos pecados e venceu a morte.

5º FATO: JESUS É O ÚNICO CAMINHO QUE NOS LEVA A DEUS (ATOS 4.12; 1 TIMÓTEO 2.5,6)

Jesus disse na Bíblia: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). Através de Jesus, podemos obter o perdão de todos os nossos pecados e ficar com Deus para sempre.

6º FATO: PRECISAMOS NOS ENTREGAR À JESUS CRISTO PARA TERMOS VIDA ETERNA
Entretanto, somente saber estas coisas não é suficiente! Devemos decidir colocar nossa fé em Jesus – confiar que Ele pode nos salvar dos nossos pecados. DEVEMOS NOS ARREPENDER DE NOSSOS PECADOS!

Se não tomarmos o passo de confiar em Jesus, os nossos pecados não serão perdoados (Hb 4.2). A Bíblia diz que quem crê em Jesus tem a vida eterna e não é condenado. Mas quem não crê em Jesus já está condenado, e a ira de Deus está sobre ele (Jo 3.16,18,36).  O castigo do pecado é a morte, mas a vida eterna através de Jesus é um presente gratuito de Deus (Romanos 6.23; 8.1).
 
A Bíblia diz: "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" (Rm 10.9).

 Eu posso ajudar você a fazer uma oração a Deus. Mas lembre-se: não é pelo fato de dizer estas palavras que você estará salvo. Deus está olhando para o seu coração, para ver a verdadeira fé em Jesus. 

Se você tomar este passo de crer em Jesus Cristo hoje, o que a Bíblia diz a seu respeito é: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo 1.12).  Jesus disse também: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.27,28). Ver também João 5.24.

QUANDO SEGUIMOS A CRISTO, ELE ESPERA DE NÓS ALGUMAS ATITUDES DIFERENTES:

AME
a Deus e a todas as pessoas.
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-40).

ESTUDE
a Bíblia (a Palavra de Deus) diariamente.
Comece com o Evangelho de João. Leia um capítulo por dia.
"Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação" (1 Pe 2.2).
"Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23).

ORE a Deus constantemente.
Em oração, você pode agradecer, adorar a Deus e pedir Sua ajuda. Pode também confessar seus pecados e orar por outros.
"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Fp 4.6,7).

REÚNA-SE regularmente com outros cristãos.
Deus manda que os cristãos se reúnam regularmente para adorá-lo, orar, estudar a Bíblia e ajudar aos outros.
"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações..." (Hb 10.25).

CONTE a outros as boas noticias de Jesus Cristo.
Deus quer que contemos às outras pessoas como podem ter a vida eterna com Deus ao confiar em Jesus Cristo para salvá-los dos seus pecados. "E disse-lhes [Jesus]: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15).

Deus te abençoe e prossigamos em conhecer ao Senhor Jesus Cristo, Amém!

 Alan.

www.manejandobemapalavradaverdade.blogspot.com
www.evangelismoitaquerao.blogspot.com

Referências:

BIBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, CPAD.
www.e3resources.org /Editora Elim www.editoraelim.com.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O PERIGO DA APOSTASIA

O PERIGO DA APOSTASIA (CARTA AOS GÁLATAS)
(por Alan g. Sá-publicado originalmente em http://www.ebditaquerao.blogspot.com/)
 
 
É perigoso quando nós, cristãos, tendo experimentado a suficiência de Cristo, nos entregarmos aos nossos antigos caminhos de pecado e práticas antigas, como pretexto de liberdade cristã. O crente não é livre para fazer o que quer, mas sim o que deve. 



A epístola aos Gálatas tem sido corretamente intitulada de Declaração da Independência Cristã. No entanto, é ao mesmo tempo uma missiva que nos mostra a nossa completa dependência de Deus. Nela, Paulo procura nos mostrar que a liberação da obrigação da Lei mosaica é, ao mesmo tempo, um relacionamento com Jesus Cristo através do Espírito Santo, o que pressupõe que passa a haver uma nova regra de fé e de vida que é necessária ser seguida pelos cristãos, porquanto todos são regenerados do legalismo. Por essa razão, essa epístola, acima de todas as outras, com a única exceção da epístola aos Romanos, é a Carta Magna da fé Cristã.
Ela continua falando à alma humana, em todos os tempos, sobre a sua maior necessidade: a salvação em Jesus Cristo. Mostra que a salvação não é obtida por meio das obras da Lei mosaica, mas pela fé em Jesus Cristo e no relacionamento com ele através do Espírito Santo.
Essa controvérsia entre a salvação pela fé ou pelas obras foi tão importante no início da Igreja - assim como é hoje -, que foi tratada no primeiro concílio de Jerusalém e registrado em Atos 15. Esse concílio resultou num pronunciamento a favor de Paulo e de suas idéias de liberdade cristã, porém constantemente os judeus legalistas eram oposição aonde quer que Paulo fosse, acusando-o e distorcendo os seus ensinos e anunciando “outro evangelho”, que dizia que só a fé em Jesus não bastava, mas também havia a necessidade de guardar a Lei e os ritos mosaicos como a circuncisão, que iniciou com Abraão.
Podemos perceber que, pelo conteúdo da carta, Paulo era acusado pelos seus opositores judaicos de não ser um dos apóstolos originais e, portanto, desprovido de autoridade direta (1.1,7,12; 2.8,9), e que a sua mensagem era diferente da pregada em Jerusalém (1.9; 2.2-10), pois a mensagem de graça por ele pregada resultaria em uma vida iníqua (5.1,13,16,19,21).
De Éfeso, ou mais provavelmente da Antioquia da Síria, esta carta teria sido escrita em 49 d.C., fazendo dela a primeira carta paulina e o mais antigo escrito do Novo Testamento, após a sua primeira viagem missionária (At 13,14) e pouco antes do concílio de Jerusalém (At 15).
A ênfase que Paulo dá à sua chamada para o apostolado mostra que ele está na defensiva porque a sua autoridade como ministro de Cristo foi posta em dúvida, mesmo ele tendo sido o fundador dessa igreja durante sua primeira viagem missionária.
A introdução à carta é de um tom mais seco e duro do que a das outras cartas (não faz nenhum elogio aos Gálatas). Paulo mostra logo no início (vv. 1 e 4) os temas principais de sua carta: A defesa da sua missão de apóstolo (capítulos 1 e 2) e a exposição do seu evangelho da salvação em Jesus Cristo, o fundamento da liberdade cristã (capítulo 3 ao 6).
A carta de Paulo aos Gálatas é valiosa para nós, pois nela Deus nos mostra a preciosa verdade de que “o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo...” (2.16) e que “em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim, o ser uma nova criatura” (Gl 6.15).Que Deus, através de Sua Palavra e de seu Santo Espírito, nos ajude a compreender estas eternas verdades para que cada um de nós possa conduzir vidas a experimentarem da verdadeira salvação e liberdade que Ele nos oferece através de seu Filho Jesus Cristo.

A apostasia causa confusão e divisão na igreja

Como vimos, a questão com que Paulo tem de tratar em sua carta aos Gálatas é sobre a controvérsia judaizante em torno da qual se reuniria o concílio de Jerusalém em Atos 15.Muitos dos primeiros cristãos, por serem judeus, em grande medida continuaram a viver segundo os costumes e práticas judaicas, como ir ao templo de Jerusalém e oferecer holocaustos, observando a Lei mosaica e mantendo-se distantes dos gentios (At 15.1,2). Porém, a conversão dos gentios forçou a Igreja a enfrentar, pelo menos, três questões importantes:

1º - Deveriam os cristãos gentios ser obrigados a submeter-se á circuncisão e a praticar o modo de vida judaico, conforme exigido dos novos convertidos gentios que entravam no judaísmo?
2º - Para o caso daqueles gentios cristãos que não estavam dispostos a tornarem-se totalmente judeus, a igreja deveria conceder uma filiação de segunda classe, como ocorrida no caso dos gentios “tementes a Deus” dentro do judaísmo?
3º - E, mais importante ainda, o que é que faz alguém se tornar cristão: a fé exclusivamente em Cristo ou a fé em Cristo MAIS a adesão a princípios e práticas do judaísmo?

Toda essa situação causada pela conversão dos gentios e judeus aos cristianismo e também pelos judaizantes como aqueles citados em Atos 15.1-5, levou muitos cristãos a abandonarem o evangelho da graça pregado por Paulo e retornarem aos costumes judaicos.

Esses líderes e pregadores levaram o povo da Galácia e de outras partes a abandonarem a graça dada pelas boas novas de Jesus Cristo, perdendo sua liberdade cristã. Esses pregadores e seus seguidores entraram pelo perigoso - e muitas vezes sem volta - caminho da apostasia.

O QUE É APOSTASIA?

Apostasia vem do grego e significa “afastamento”, “um abandono ou deserção da fé”. Em forma nominal, encontra-se somente por duas vezes no Novo Testamento: Atos 21.21 e 2 Tessalonicenses 2.3. Apesar da definição parecer simples, não é tão simples a sua aplicação.

Conforme explica Russell N. Champlin, no Novo Testamento, há a distinção entre o apóstata e o herege.

Aos crentes, é ensinado que deve-se tentar preservar a comunhão com eles (Tt 3.10), porém a condição dos apóstatas é irreversível (II Ts 2.10-12; II Pe 2.17,21, Jd 11-15; Hb 6.1-6). Ela é caracterizada por uma rejeição à divindade de Cristo (1 Jo 2.22,23; Judas 4) e Sua morte expiatória (Fp 3.18; 2 Pe 2.1; Hb 10.29). Deus retira deles toda a possibilidade de salvação. A apostasia é uma catástrofe irreparável.

Entre os gálatas estavam acontecendo os dois extremos: uns voltaram às práticas do judaísmo, crendo que apenas a graça de Cristo não era suficiente para salvação; e outros estavam usando da liberdade em Cristo como pretexto para pecar.

São dois extremos condenáveis pela palavra de Deus, que nos exorta a vivermos no Espírito e na Palavra de Deus, assim ligados na videira verdadeira, que é Cristo (Jo 17.17; Gl 5.16-22).
Os Passos que levam a apostasia são:
a)O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47;8.46).
b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através de Cristo (4.16; 7.19,25;11.6)
c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1 Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão, nem odeia a iniquidade (Hb 1.9);
d)Por causa da dureza do seu coraçã (Hb 3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus (Hb 3.10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef 4.30; 1 Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
e)O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1 Ts 5.19) e seu templo é profanado (1 Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1 Co 3.16,17; Hb 3.14).
CONCLUSÃO
É perigoso quando nós, cristãos, tendo experimentado a suficiência de Cristo, nos entregarmos aos nossos antigos caminhos de pecado e práticas antigas, como pretexto de liberdade cristã. O crente não é livre para fazer o que quer, mas sim o que deve. A dispensação da graça é muito mais séria do que a da Lei:

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20)

Por outro lado, é perigoso quando agimos como se a fé em Jesus Cristo não fosse suficiente para salvação, presente e futura, e acrescentamos à Palavra de Deus modismos que não contêm nela.
Deus não disse, por exemplo: objetos ungidos com “unção especial” para purificar o ambiente, a ”água do Jordão”, “oração no monte Sinai”, e etc.

Fica para nós a única salvaguarda contra a apostasia extrema:

“Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração...” (Hb 3.8).

“Vós, portanto, amados, sabendo isso de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza; antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!” (2 Pe 3.17-18)

BIBLIOGRAFIA:

BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, ed. CPAD;
BÍBLIA DE JERUSALÉM, ed. PAULUS;
GUNDRY, Robert H. Panorama do Novo testamento. 3ª edição revisada e ampliada. Ed. Vida Nova;
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Teologia, Bíblia e Filosofia. Ed. Hagnos.
DICIONÁRIO BÍBLICO WYCLIFFE. Ed. CPAD.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O SANGUE DE JESUS TEM PODER

O SANGUE DE JESUS TEM PODER
 
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Assim na cruz clamou meu Senhor.
Não há quem o ajude, e mui grande é sua dor!

Transpassaram suas mãos e os seus pés
Como cera se derreteu e como água se derramou...

Assim estava Jesus Cristo na cruz
Sofrendo por que Ele nos amou!

Como ovelhas perdidas andávamos,
Seguindo nossos próprios caminhos.
Mas como ovelha muda Ele foi maltratado,
Rasgando o véu e nos mostrando o verdadeiro caminho.

Por mais que o diabo me acuse, hoje sou salvo.
A morte não pode mais me vencer.
Não foi com coisas vãs que fui resgatado...
Mas com o precioso sangue de Jesus que tem poder!

Ele levou sobre si nossas enfermidades, as nossas dores sobre si ele levou
Mas nem a morte pôde tirar sua vida, pois Ele é Deus, Jesus ressuscitou!
Nossos pecados ele levou sobre si, Ele foi homem de Dores.
Mas Ele triunfou sobre o mal e hoje é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores
E está pronto a salvar todo que nele crê
Que crê que no sangue de Jesus há poder!
Há poder e o inimigo sabe que ele não vencerá o crente firmado na verdade.
Pois esse sangue é mais que o aspergido por Moisés
É o Sangue de Jesus sobre os seus fiéis.

O Sangue de Jesus tem poder
Limpa as vestes, purifica de todo o pecado
Sangue puro, precioso derramado por ti e por mim
Sim, O Sangue de Jesus tem Poder!
Autor: Ev. Alan G. de Sá

O DIA DA EXPIAÇÃO

O DIA DA EXPIAÇÃO

O lugar santíssimo onde o sacerdote oferecia a expiação simbolizava o trono de Deus nos céu. Cristo entrou lá após sua morte e, com seu próprio sangue, fez expiação para o crente perante o trono de Deus (Êx 30.10; Hb 9.7,8,11,12,24-28)
Jesus efetuou o pagamento para Deus de nossos pecados de uma vez por todas
!


Foi instituído como estatuto permanente por Moisés, como dia de expiação pelos pecados no décimo dia do mês de Tirsri (setembro/outubro). Essa grande festividade, assim como as outras, começava ao pôr do sol do dia anterior, prolongando-se por 24 horas, até o pôr do sol do outro dia, conforme os rabinos recomendavam, até que três estrelas fossem vistas no horizonte.
O propósito que transparece neste dia é que este dia servia de lembrete de que os holocaustos diários, semanais e mensais, feitos sobre o altar das ofertas queimadas não eram suficientes para fazer a expiação pelo pecado. Até mesmo no caso das ofertas feitas sobre o altar das ofertas queimadas, o adorador mantinha-se afastado, incapaz de aproximar-se da santa presença de Deus, o qual se manifestava entre os querubins, sobre o propiciatório, nos Santos dos Santos. Somente neste dia era feita plena expiação, simbólica no interior dos Santos dos Santos.
Essa restrição também mostrava que o pecado é um obstáculo para se acessar a presença de Deus, com liberdade.
Havia neste dia uma série de normas e proibições para a execução de sua cerimônia, sobretudo para o sumo sacerdote. Elas estão escritas no capítulo 16 do livro de levítico. Ele tinha uma série de normas a serem observadas neste dia, pois era o único dia do ano que ele entraria no Santo dos Santos para fazer expiação pelo pecado dele, sua família e da nação (Lv 16.5, 6, 15; Hb 9.7) . De fato neste dia o sumo sacerdote entrava nos santos dos santos por quatro vezes:


1.Na primeira vez ele trazia o incensário de ouro e o vaso cheio de incenso. Após ter entrado ele colocava o incensário entre as duas extremidades dos Santos dos Santos e o incenso sobre os carvões acesos. Então, ele retirava-se de costas para nunca dar as costas para o Santo dos Santos. (Lv 16.12, 13);
2.Na segunda entrada ele levava consigo o sangue do animal oferecido em expiação pelos pecados por si e pelos demais sacerdotes; colocava-se entre as duas extremidades do Santo dos Santos, imergia um dedo no sangue e o aspergia por sete vezes em baixo e por uma vez em cima do propiciatório. Tendo feito isso, deixava a bacia e voltava novamente.
3.O sumo sacerdote entrava com o sangue do carneiro oferecido pelos pecados da nação, com o qual aspergia na direção do véu dos Santos dos Santos, nos chifres do altar de incenso, e após derramava no assoalho do altar das ofertas queimadas, após ter saído levando as bacias com sangue para fora.
4.Na quarta vez, o sumo sacerdote adentrava o Santo dos Santos meramente para buscar o incensário e o vaso de incenso. Isso fica claro em face da variedade dos ritos realizados, conforme relatado nas descrições de Levítico 16.12,14, 15. A expressão “uma vez por ano”, em Hb 9.7, mostra que ele entrava ali “uma vez por ano”, não dizendo respeito às várias entradas que constituíam a entrada neste dia.


O sumo sacerdote era a única pessoa que podia fazer isso e nos dias do Novo Testamento, a fim de não haver erro, ele era cuidadosamente vestido pelos anciãos e praticava diariamente o ritual na semana anterior.
As consciências ficavam limpas pelo bode remanescente, que recebia os pecados do povo pela imposição de mãos (Lv 16.21, 22). Ele era depois levado ao deserto e solto ali para simbolizar a remoção do pecado. Esse animal era conhecido como bode expiatório. As carcaças dos animais sacrificados eram então queimadas longe dali. O escritor de hebreus considerou toda a cerimônia deste dia como uma figura imperfeita do que Jesus fez por nós (Hb 9.7-14; 10.19-22; 13.11,12).

MAS, O QUE SIGNIFICA O TERMO EXPIAR?
A Palavra “expiar” (hebraico Kãphar) como verbo quer dizer “cobrir, reconciliar, propiciar, pacificar”. Esta raiz é encontrada no idioma hebraico em todos os períodos de sua história, e talvez seja mais bem conhecida do termo Yom Kippur, “Dia da Expiação”. Ocorre com mais freqüência no livro de Levítico. No capítulo 16 de Levítico, é encontrado pelo menos 16 vezes, como vemos, o grande capítulo relativo ao dia da expiação.
Como substantivo (kappõret) significa “propiciatório, assento da misericórdia, trono da clemência”. Esta forma do substantivo kãphar refere-se a uma laje de ouro que ficava em cima da arca do concerto, onde ficavam os querubins, um de frente para o outro. No dia da Expiação, o sumo sacerdote borrifava sobre ela o sangue da oferta pelo pecado, simbolizando a aceitação do sangue por Deus. Assim o Kappõret era o ponto central no qual Israel, por meio do seu sumo sacerdote, podia entrar na presença de Deus.
A idéia básica da expiação está ligada à reparação de um mal, à satisfação das exigências da justiça por meio do pagamento da penalidade.

A LIÇÃO DO “DIA DA EXPIAÇÃO” VALE APENAS PARA O POVO JUDEU?
Na verdade, não. Como vimos na palavra de Deus, o propósito deste dia era buscar o perdão dos pecados da nação Israelita e a sua aceitação por Deus. Esse desejo de ser perdoado e aceito por Deus na verdade, existe dentro de todo ser humano. Até na vida dos que se dizem ateus, este desejo se manifesta no vazio e na mera visão cíclica da vida “nascer-viver-morrer”. No fundo todo ser humano sabe que ele tem um destino eterno, porém ao mesmo tempo que ele tem esta consciência, ele também sabe que ele é indigno, de que alguma forma ele não está pronto para encarar tal destino. Por exemplo:
Don Richardson, em seu livro “O Fator Melquisedeque” fala-nos sobre um povo que vive na Indonésia, por nome Dyaks, de Bornéu. Esse povo, antigos caçadores de cabeças, e que agora por conflitos políticos tem retornado esta prática, que nunca ouviram falar de “Dia da Expiação” dos judeus, tinha um costume semelhante. Uma vez por ano toda a aldeia e seus anciões se reunia à beira de um rio. Os artesãos da tribo faziam um barco que era entregue nas mãos doa anciãos da tribo que cuidadosamente era colocado à margem do rio próximo da Aldeia onde moravam, chamada Anik. Estes escolhiam duas galinhas do bando da Aldeia, enquanto toda a aldeia olhava. Os anciãos, depois de verificarem se as duas galinhas estavam sadias, ele matava uma delas e colocava o seu sangue à margem do rio, e a outra era amarrada viva na extremidade do barco, junto com uma lâmpada amarrada na outra extremidade. Depois, cada habitante da Aldeia vinha e depositava algo invisível, que eles chamavam de “Dosaku!”, “meu pecado”. Depois os anciãos colocavam o barco no rio cuidadosamente e esperavam ele sumir na correnteza. Caso ele voltasse para a margem ou encalhasse em algo invisível, seria um ano de ansiedade, até o próximo ritual. Porém se o barquinho desaparecesse na curva do rio todo o povo gritava: “Selamat! Selamat! Selamat!” (Estamos salvos, Estamos salvos). Mas só até o próximo ano!
Toda essa conscientização em relação ao pecado, assim como ocorreu com o povo judeu, cremos que foi dada por Deus ao coração de todo ser humano. Qual a solução que Deus oferece então para judeus e gentios?


JESUS CRISTO É O CUMPRIMENTO DO DIA DA EXPIAÇÃO
O autor de Hebreus realça o cumprimento do dia da expiação em Jesus Cristo (Hb 9.6-10.18). Ele é tanto o cordeiro sacrificado como aquele que leva os pecados embora, Jesus é “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29).
Estes sacrifícios apontavam para Jesus, que ao contrário dos sumos sacerdotes anteriores que precisavam repetir anualmente estes sacrifícios tanto por eles mesmos, como pela nação, Cristo veio para remover permanentemente todo o pecado confessado (Hb 9.28; 10.10-18).
Os dois bodes representam o perdão, a expiação, a reconciliação e a purificação consumada por Cristo. O bode que era sacrificado representam a morte vicária (substituta) e sacrificial de Cristo pelos pecadores, para remissão dos seus pecados (Rm 3.24-26; Hb 9.11,12,24-26). O bode expiatório, conduzido para longe, levando os pecados da nação, tipifica o sacrifício de Cristo, que remove o pecado e a culpa de todos quantos se arrependem (Sl 103.12; Is 53.6,11,12; Jo 1.29; Hb 9.26)
O lugar santíssimo onde o sacerdote oferecia a expiação simbolizava o trono de Deus nos céu. Cristo entrou lá após sua morte e, com seu próprio sangue, fez expiação para o crente perante o trono de Deus (Êx 30.10; Hb 9.7,8,11,12,24-28)
Jesus efetuou o pagamento para Deus de nossos pecados de uma vez por todas!

Deus abençoe a todos e Bons estudos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

CHAMOLIN, Russel Norman. Enciclopédia de Teologia e Filosofia. Ed Hagnos
GOWER, Ralph. Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Ed. CPAD
DICIONÀRIO VINE. Ed CPAD
DICIONÁRIO WICLLIFF. Ed. CPAD
RICHARDSON, Don. O Fator Mesquisedeque. Ed. Vida Nova
BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL. Ed. CPAD

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

COMO PREPARAR UM ENCONTRO PARA ESTUDO BÍBLICO

LIÇÃO 9: COMO PREPARAR UM ENCONTRO PARA ESTUDO BÍBLICO: (1 Tm 4.15-16).
                As orientações a seguir têm como objetivo direcionar o visitante e discipulador a preparar um estudo bíblico para ministrar nos lares, ajudando os novos convertidos  e irmãos que estão se reconciliando a crescerem na graça e conhecimento do Senhor, alimentando as suas (e as nossas almas) com a Palavra de Deus. Para termos um estudo bíblico nos lares com a benção de Deus, precisamos seguir os passos como se seguem:
 
1.       Antes de prepararmos o estudo, precisamos orar. Devemos buscar direção e sabedoria do Senhor para interpretarmos a Palavra Dele de forma correta, para não dizermos e ensinarmos o que Ele não falou e ensinou.
 
2.       O bom visitante e discipulador ao meditar em um texto da Palavra de Deus, irá interpretar o texto perguntando sempre em que contexto ele foi escrito; à quem foi dirigido originalmente; qual era o contexto daquela situação que esta narrada nas escrituras; se possível, entender a situação política daquele texto, enfim seu contexto histórico, para podermos, direcionados pelo Senhor, aplicá-lo corretamente nas nossas vidas e de nossos irmãos; 
 
3.       Devemos ter em mente que uma ministração da Palavra nos lares é diferente de uma ministração na igreja. Enquanto na igreja os ouvintes têm uma atitude passiva, de apenas ouvir, nos lares há uma interação, onde não só apenas falamos, mas deixamos também espaço para a outra pessoa comentar e perguntar sobre o assunto estudado. Devemos deixar o ouvinte expor suas dúvidas, porém tomando sempre o cuidado de evitarmos o assunto mudar de rumo, ou inverter os papéis.
 
4.       Devemos, ao expor a Palavra nos lares, falarmos de modo mais claro e simples possível. De modo que não deixemos dúvidas. Não precisamos usar palavras difíceis. O evangelho é simples. Além disso, não estamos dando aula de teologia (embora a teologia seja necessária para preparar o estudo bíblico), mas expondo a Palavra de Deus para edificação dos irmãos e da nossa.
 
5.       Vale lembrar de que ao expor a Palavra de Deus nos lares, devemos ser o mais objetivo possível, pois não é pelo muito falar que alcançaremos o nosso objetivo. Também se falarmos muito, haverá muita coisa para a pessoa visitada ou discipulada guardar. Estamos alimentando com leite e depois, gradativamente vamos “mudando a dieta”. Apesar de todos estes conselhos, vale lembrar: fale apenas o que Deus te O direcionar.
 
6.       Relacionado aos temas de estudos: O bom pregador do evangelho observa, sensibilizado pelo Espírito de Deus, as necessidades do povo que está a sua volta. Apesar de importante, temas como “quantos versículos e capítulos têm a bíblia” ou “se a bíblia fala de dinossauros ou não” e etc, dificilmente vá salvar alguém. É melhor ficarmos com a mensagem de “Cristo e este crucificado.”
 
7.       Além disso, há muitas necessidades entre as pessoas: libertação, tentação, depressão, problemas conjugais, comportamento sexual, etc. E a palavra de Deus fala sobre cada assunto. Qualquer dúvida, nós estamos aqui para ajudar e aprendermos juntos. Também aceitamos sugestões sobre temas para os encontros.
 
Deus continue vos abençoando e usando poderosamente para Sua glória;
Grupo de evangelismo, visita e discipulado Assembléia de Deus Jd. Helena.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

JESUS CRISTO O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE

JESUS CRISTO O MAIOR PERSONAGEM DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE.

 "Jesus ao que sabemos nada escreveu, apesar de muitos se interessarem em escrever a respeito dele. Jesus, com exceção da ocasião em que esteve em Tiro e Sidom, não deixou as áreas da Palestina, mas seu nome é conhecido em toda parte do mundo."

“E chegando Jesus às partes de Cesaréia de Felipe, interrogou os seus discípulos dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”. (Mt 16.13)

Essa pergunta de Jesus registrada nos evangelhos, feita aos discípulos na antiga cidade de Paneas, localizada em Dã, uns quarenta quilômetros ao norte do mar da Galiléia, ainda ecoa na mente e nos corações dos homens mesmo depois de passados dois mil anos. Ele existiu? Tudo que foi falado sobre ele é real? O mesmo Jesus da Bíblia é de fato o Jesus da história? É Jesus o Messias, o Salvador do mundo?

Como disse Deus, através destes versículos (Is 55.8-11), Ele estava realizando em Jesus Cristo a reconciliação entre Deus e os homens. Quem olhava para aquele carpinteiro de Nazaré não imaginava que em Jesus Cristo não estava apenas um homem extraordinário, não imaginava que “nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9), não imaginava que “Deus se manifestou em carne” (1 Tm. 3.16). Em Jesus Cristo, a eternidade entrou na história humana. Deus andou entre os homens. (Mq. 5.2; Jo 1.10)

I. CONDIÇÕES DO MUNDO PARA A VINDA DE JESUS CRISTO.
Antes de falar da sua influência na história da humanidade, é importante ressaltar que foi necessário Deus conduzir a história da humanidade de modo a criar as condições propícias, favoráveis para a vinda de Jesus Cristo. É isso que Paulo diz quando escreve aos Gálatas, conforme vemos em 4.4, 5:

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.

Foi quando chegou a plenitude dos tempos, no tempo certo, em que Deus havia preparado o mundo, ele enviou Seu Filho Jesus Cristo, para o mundo. Deus conduz a história da humanidade. Vejamos como era a situação do mundo na época do nascimento de Jesus Cristo:

A) Contribuição dos Romanos: (Lucas 2.1-2). Quando Jesus nasceu, os romanos dominavam o mundo da época e eles contribuíram para o ambiente dos dias do nascimento e ministério de Jesus com:
- Uma Lei universal;
- Pax Romana – que garantia movimentação livre;
- Sistema de estradas, que facilitoua movimentação dos primeiros discípulos e missionáios;
- Exército Romano, Organização universal (segurança da sociedade e controle das guerras)
- Conquistas Romanas. Antigamente os povos conquistadores atribuíam as suas vitórias aos deuses. Com as conquistas dos romanos, houve um enfraquecimento da fé nos deuses.

B) Os Gregos, também contribuíram Intelectualmente para este movimento que marcaria a história da humanidade para sempre:
- Trouxeram uma língua universal- o grego
- Filosofia: a antiga filosofia não trouxera as respostas satisfatórias para as pessoas.
- Religião- Preparação para uma religião mais pessoal. As pessoas se sentiam indefesas ante a sorte ditada pelas estrelas e pelos planetas, considerados seres angélico-demoníacos. Prevalecia uma atitude de desepero ou, pelo menos, de pessimismo.

C) Não poderíamos deixar de falar dos judeus, de onde nasceu Jesus Cristo, que contribuiu com:
- O monoteísmo – a crença em um único que Deus;
- A Esperança Messiânica. Havia no judeu a esperança de um salvador. Vemos em Mt 1.1 como ele inicia dizendo que Jesus é o cumprimento da esperança messiânica. Diz que Jesus é o Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.
- O Sistema Ético: Os 10 mandamentos que influenciaram na história da humanidade;
- O antigo Testamento. Mostra que Deus controla a história da humanidade.

II. A MAGNITUDE DA INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO.

“Nesse mesmo tempo, apareceu Jesus, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em serem instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus,. Mas também por muitos gentios. Ele era o Cristo. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram seu nome” (HISTÓRIA DOS HEBREUS, CPAD; p.832)

Esta é a notícia extrabíblica mais famosa e longa sobre Jesus. Apesar de alguns negarem a sua autenticidade, ela é crida por muitos e nos traz a imagem de como Jesus Cristo era impactante em seus dias. Existem outras fontes não-cristãs sobre Jesus, como dos escritores romanos Plínio Jovem, Tácito, Suetônio e Luciano. Apesar de breves, confirmam que ele realmente viveu, tornou-se uma figura pública e morreu sobre o governo de Pôncio Pilatos, e, no espaço de doze anos após sua morte, a adoração a ele já havia chegado a lugares tão distantes quanto Roma.

Típicas das breves notícias sobre Jesus feitas por escritores romanos é a explicação de Tácito (c. 110 d.C.) de que o nome cristão originou-se de Christus (Cristo em latim), que “havia sofrido a pena de morte no reinado de Tibério, por sentença do procurador Pôncio Pilatos” (Anais 15.44).

Jesus ao que sabemos nada escreveu, apesar de muitos se interessarem em escrever a respeito dele. Jesus, com exceção da ocasião em que esteve em Tiro e Sidom, não deixou as áreas da Palestina, mas seu nome é conhecido em toda parte do mundo. Os historiadores falam que antes do fim do século II d.C., vinte distintos grupos religiosos tinham saltado à existência todos afirmando que tiveram origem e autoridade em
 Jesus, embora apresentando definições diferentes e contraditórias acerca dele e de seu ministério. Antes do fim do século IV d.C., havia mais de oitenta destes grupos; mas hoje é difícil contar todos os grupos que supostamente são alicerçados nele e em sua autoridade.

Realmente, vemos hoje se cumprir as suas palavras:

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de pas­sar” (Mt 24.35)
antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém.” (2 Pe. 3.18)

domingo, 4 de novembro de 2012

O MAIOR MILAGRE NARRADO NAS ESCRITURAS

“No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1.1 ARC).

O maior milagre narrado nas Sagradas Escrituras para mim, infelizmente é um dos que hoje tem sido esquecido em muitos sermões dos pregadores da atualidade. Não são os relatos como da passagem do mar vermelho e da formação do povo de Israel, curas milagrosas e ressurreições de mortos. Nem mesmo o Milagre da profecia bíblica. O maior milagre para mim é o nascimento de Jesus Cristo, o Senhor. As Escrituras afirmam claramente que Jesus Cristo é Deus encarnado. A Palavra encarnação não se encontra na Bíblia, porém esse termo é utilizado para referir-se ao fato de que Jesus era Deus em carne humana. Ou seja: O Deus cuja grandeza é imensurável, que os céus dos céus não podem conter (1 Rs 8.27,Is 66.1,2), se fez pequeno, e assumiu a forma humana (Fp 2.5-11), de modo milagroso. Falando a respeito disso em seu comentário sobre o prólogo do evangelho de João (1.1-18), D. A. Carson comenta:

“Mas, de forma suprema, o Prólogo resume como a ‘Palavra’, que estava junto com Deus no princípio, entrou na esfera do tempo, da história, da tangibilidade – em outras palavras, como o Filho de Deus foi enviado ao mundo para tornar-se o Jesus da história, de forma que a glória e graça de Deus pudessem ser manifestadas de modo singular e perfeito. O restante do livro não é nada mais que uma ampliação desse tema.”[1]

Esta afirmação de que Jesus Cristo é Deus é importante não apenas na questão da redenção, mas também na própria e maior revelação de Deus para nós, pois como o próprio evangelho de João diz no seu primeiro capítulo, versículo 18: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito que está no seio do Pai, este o fez conhecer”. Em Jesus Cristo, temos a maior revelação da pessoa de Deus para a humanidade. O próprio Jesus afirma: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim, vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

Vejamos então o testemunho da Palavra de Deus a respeito da divindade de Jesus:

No novo testamento as afirmações sobre a divindade de Cristo é bem ampla. Existem alegações bíblicas diretas de que Jesus é Deus:

A.      A palavra Deus (theos) é atribuída a Cristo. Essa palavra no Novo Testamento não é só atribuída a Deus Pai, mas também para Jesus, mostrando ele como criador e sustentador de todas as coisas: João 1.1, João 1.18, João 20.28; Romanos 9.5; Tito 2.13; Hebreus 1.8 citando Salmo 45.6 e 2 Pedro 1.1.

B.      A Palavra Senhor (Kyrios) atribuída a Cristo. Apesar desta palavra ser usada também em sentido respeitoso, ou para designar patrão, em relação a Jesus ela é usada para designar Jesus como criador e mantenedor de todas as coisas, pois esta palavra foi usada para traduzir “Javé” (yhwh) para “Senhor” ou “Jeová”, 6.814 vezes no Antigo Testamento grego, a Septuaginta, usada comumente nos dias de Jesus. (Mateus 3.13 citando Isaías 40.3; Mateus 22.44 citando Salmo 110.1; Lucas 1.43; 2.11; Apocalipse 19.16; e outras).

C.      Culto divino prestado a Cristo. (João 5.23; 13.13; 20.28; Mateus 14.33; Lucas 5.8) e orações são dirigidas para ele (1 Co 1.2; 2 Co 12.8,9, Atos 7.59).

O Uso da Palavra “Logos” em João 1.1:

                Existem algumas linhas de pensamento que atribuem o uso da palavra “logos” por João como influência da filosofia grega. Entretanto, entendo que não devemos acreditar que seja esse o objetivo de João nesta afirmação pela própria evidência do evangelho, onde vemos que João sempre se refere ao Antigo testamento como referência de suas afirmações. Lá no Antigo testamento, o “Logos” que quer dizer “Verbo” ou “Palavra” está ligada com a poderosa atividade de Deus na criação (Gn 1.3ss; Salmo 33.6), revelação (Jeremias 1.4; Isaías 9.8; Ezequiel 33.7; Amós 3.1,8), libertação (Salmo 107.20; Isaías 55.11).

Se Jesus não é Deus, não pode haver salvação e nem cristianismo, pois as Escrituras claramente mostram que nenhum ser criado, finito, poderia salvar o homem, carregar os pesos dos pecados da humanidade, revelar Deus de forma plena e ser mediador entre Deus Pai e a humanidade. Cristo é Deus. Portanto, podemos confiar no testemunho da escritura que diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10.13; Atos 4.12).
Ev. Alan G. Sá

CONHEÇA A HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DOS EVANGELHOS

CONHEÇA A HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DOS EVANGELHOS
(Por Alan G. de Sá)

O EVANGELHO SEGUNDO MATEUS

O Evangelho segundo Mateus, apesar de vários argumentos contra a autoria do apóstolo, com várias tradições e opiniões de evidência interna, foi escrito pelo próprio Mateus, argumento esse que favoreceu o seu rápido uso e aceitação pela igreja primitiva, por suas raízes remontarem ao apóstolo. Sua autoria e autoridade apostólicas contam com as seguintes confirmações antigas: Papias, Irineu, Orígenes, Eusébio.

Eusébio de Cesaréia fala que Mateus, tendo primeiro proclamado o evangelho em hebraico, quando estava para ir às outras nações para proclamar o evangelho, colocou - o por escrito em sua língua natal e assim por seus escritos, supriu a necessidade de sua presença entre eles.[1] Ele também faz uma outra associação deste evangelho com o apóstolo Mateus, com uma informação de Papias[2] sobre Mateus de ter reunido ditos de Jesus em um dialeto hebraico. Alguns, porém acreditam que Papias fazia uma citação de uma outra obra de Mateus, Oráculos do Senhor, escrita por ele em hebraico (isto é aramaico, o idioma da Palestina na época, pois o hebraico clássico não era mais usado popularmente).

As citações mais antigas de Mateus aparecem no início do século II com Inácio, que morreu por volta de 107. Em meados do século II, era o mais usado dos evangelhos, evidenciado pelo fato de que escritores cristãos desse século citam-no mais que qualquer outro evangelho. Irineu, em Contra as Heresias, nos livros III e IV, cita mais do evangelho de Mateus do que dos quatro evangelhos combinados. Irineu ainda afirmou que o evangelho foi escrito enquanto Pedro e Paulo estavam em Roma, fundando aquela igreja, situando-o o mais tardar na década de 60 e sugerindo que foi até mais cedo: “Mateus, de fato, produziu seu Evangelho escrito entre os hebreus no dialeto deles, enquanto Pedro e Paulo proclamavam entre os hebreus no dialeto deles, enquanto Pedro e Paulo proclamavam o evangelho em Roma”.[3] O quadro de intenso conflito com o judaísmo podia se enquadrar em qualquer época da primeira metade do século I, especialmente o período ligado a Nero na década de 60, por sua perseguição aos cristãos que os distinguiu dos judeus.

Também as suas evidências internas como se o templo estivesse ainda funcionando (Mt 5.23,24; 17.24-27), apontam para uma data na década de 60, alguns o colocando após o evangelho de Marcos, entre 64 e 68. Outros o colocam como o mais antigo, com a sua data de composição entre os anos de 45 e 55 d.C.
O Evangelho Segundo Mateus é o primeiro livro no cânon do Novo Testamento, porque quando a igreja veio a estabelecer o cânon pensava-se que esse evangelho foi o primeiro a ser escrito e era o mais ligado ao Antigo Testamento, sendo o mais popular entre os sinóticos por ser diretamente ligado aos apóstolos, dados que Marcos e Lucas não foram escritos por apóstolos. Porém seu evangelho foi, provavelmente o último dos quatro a ser escrito.


Sobre o Autor: Não há muitas informações sobre Mateus. Os historiadores bíblicos acreditam que ele fora funcionário do tetrarca Herodes Ântipas e trabalhara perto de Cafarnaum, provavelmente, no posto fronteiriço da estrada que começava no Egito, passava pela Palestina, e seguia até Damasco na Síria.

O seu nome aparece nas listas dos apóstolos de Jesus em quatro passagens: Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15 e At 1.13. Morava em Cafarnaum, onde exercera o cargo de cobrador de impostos, “publicano”. Ao ser chamado por Jesus, abandonou tudo e passou a seguí-lo (Mt 9.9; Mc 2.14; Lc. 5.27,28). Pouco mais tarde, ofereceu um banquete a Jesus. Muitos publicanos amigos de Mateus fizeram-se presentes ao encontro (Mt 9.10; Mc 2.12; Lc 5.29). Provavelmente era uma despedida a seus ex-colegas. O trecho de Lc 5.29 afirma claramente que o mesmo teve lugar na casa de Levi, sendo esta informação usada como base para identificar Levi com Mateus. Mateus volta a ser mencionado em At 1.13, com os apóstolos no cenáculo em oração.

Várias estórias dizem que Mateus foi à Etiópia, Macedônia, Síria, Pérsia, Pártia e Média. Uma linha da tradição diz que Mateus morreu na Etiópia ou na Macedônia, de morte natural. As igrejas gregas e romanas, por outro lado, celebram o seu martírio. Essas últimas opiniões não têm comprovação histórica.


O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS


Marcos é considerado hoje, o primeiro evangelho que foi escrito. É colocado após o evangelho de Mateus em nossas Bíblias, provavelmente porque Agostinho e outros entre os primeiros comentadores consideraram-no uma condensação do evangelho de Mateus. Como os outros evangelhos, as discussões sobre autoria e data e ambiente de Marcos giram em torno de testemunho externo e inferências sobre características internas desse evangelho. Nele, assim como nos outros evangelhos, o autor não diz o seu nome, sendo a sua associação a Marcos feita pelo testemunho da Igreja antiga.

Uma referência dada por Eusébio de uma citação de Papias, mostra Marcos como intérprete de Pedro (História Eclesiástica 3.39.15). O Prólogo antimarcionita (ca 180 d.C.), Irineu (Contra heresias 3.1.1-2) e Clemente de Alexandria (registrado em História Eclesiástica 6.14) confirmam esta identificação. Não há evidência interna para outro autor.

Para muitos teólogos, este Marcos, se refere a João Marcos, conhecido como assistente de Pedro, Paulo e Barnabé.[4] O nome Marcos era comum, portanto essa associação com Pedro e Paulo e o testemunho dos Pais da Igreja são muito importantes para a sua identificação. Ele deve ter tido ligação apostólica para explicar a sua aceitação pela Igreja na coleção básica de um evangelho quádruplo, mesmo que a igreja reconhecesse que não fora escrito por um apóstolo.

Quanto a sua datação, o testemunho externo não é uniforme, tornando um pouco difícil estabelecer a sua datação. Irineu situa a composição após a morte de Pedro e Paulo, uma data que aponta para o fim da década de 60, enquanto Clemente de Alexandria indica uma data correspondente ao período em que Pedro e Paulo estiveram em Roma. Se isto estiver correto, a data da autoria retrocede a aproximadamente à década de 50.

Porém há um testemunho de Clemente de Alexandria, que Pedro aprovou a obra de Marcos (História Eclesiástica 2.15.2), tornando possível a datação deste evangelho para uma data no final da década de 50 até meados da década de 60. A possibilidade de uma data no início da década de 60 é boa.
Em contraste com outras questões que envolvem o evangelho de Marcos, parece geralmente aceito pelos estudiosos de que este evangelho foi escrito em Roma, provavelmente visando aos gentios daquela cidade. O próprio livro fornece-nos indícios sobre isso, no fato de que Marcos citou as palavras proferidas por Jesus em aramaico, ajuntando-lhes a tradução ou as explicações necessárias, esclarecendo, ainda, diversos costumes correntes entre os judeus, ainda diversos costumes correntes entre os judeus.
Em muitos manuscritos antigos existem declarações introdutórias que declaram, bem definidamente, que esse evangelho foi escrito em Roma, e apesar dessas declarações repousarem unicamente na tradição, contudo, a tradição parece justificada. É provável que o evangelho de Marcos tenha sido escrito em Roma, pouco antes do martírio de Pedro (que teve lugar em 62-64 d.C.).

O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS


Este evangelho é, entre os quatro, o mais longo, possuindo uma mistura de ensino, milagre e nele há mais parábolas que qualquer outro evangelho. Muitos de seus discursos acontecem em cenas de refeição[5], que lembram os simpósios gregos, nos quais a sabedoria era apresentada.

A evidência externa é consistente ao nomear Lucas como o autor. Justino observa que essa “memória de Jesus” foi escrita por um seguidor dos apóstolos. Também há ligações feitas por Irineu[6] deste evangelho com Lucas, um seguidor de Paulo, e registra a evidência das seções “nós” de Atos como apontando para alguém que conhecia Paulo. Alusões a este evangelho aparecem tão cedo como 1-2 Clemente (c. 95 e 100 d.C.). O cânom de Muratori também atribui este evangelho a Lucas, um médico. Tertuliano[7] chama o Evangelho de Lucas de um “sumário do Evangelho de Paulo”.
Eusébio, em história Eclesiástica 3.4.7, informa que Lucas é natural de Antioquia da Síria, e que os seus pais eram gentios. Provavelmente se converteu desde cedo ao cristianismo, depois da inauguração dos primeiros esforços evangelísticos da igreja. A unanimidade da tradição sobre a autoria é importante. Algumas informações também nos possibilitam saber um pouco de seu perfil: Em Colossenses 4.10-14, provavelmente seja Lucas a pessoa incluída, torna-se possível concluir que Lucas não era judeu e era médico. O uso e conhecimento do Antigo Testamento presentes neste evangelho evidenciam que é provável que Lucas fosse um temente a Deus ou um ex-prosélito judeu. A sua história no livro de Atos, tem ligações iniciais com Paulo, em Trôade (ver Atos 16.10), onde a palavra nós subentende que naquele tempo o escritor era um dos companheiros do apóstolo. Conforme se evidencia em Atos, Lucas não era um companheiro constante de Paulo, e sim ocasional.
É possível que certas revelações dadas ao apóstolo Paulo tenham influenciado algumas expressões e conceitos básicos do evangelho de Lucas (tais como as que encontramos em Ef. 3.3; I Co 9.1 e 11.23). Parece haver certo paralelismo nas palavras, e em tais comparações como Lc 10.7 com I Co 10.27; Lc. 17.27-29 e 21.34,35 com I Tes. 5.2,3,6,7. Alguns também acreditam que a escolha de materiais, no evangelho de Lucas, tenha sido influenciada pelos ensinamentos de Paulo, bem como da associação geral que Lucas teve com Paulo. Alguns eruditos têm negado essa influência, ou, pelo menos, têm-na diminuído grandemente, contudo, não podemos desconsiderá-la inteiramente.
A data de Lucas relaciona-se em três partes com essas três questões: a relação com a data do evangelho de Marcos, o término de Atos e se as alusões da destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. ocorrem em Lucas 21. Uma data na década de 60 parece provável.
O ambiente de Lucas não é conhecido. Há muitos candidatos, incluindo tradições para Antioquia, como também Acaia, na Grécia, além das sugestões para Roma, à luz do fim de Atos. A ausência de uma indicação clara na tradição externa significa que não sabemos o ambiente exato. As questões dominantes envolvem uma comunidade mista judaico-cristã. Além disso, podemos dizer pouca coisa.
O próprio autor declara peremptoriamente um dos propósitos que teve, ao escrever a sua obra, no prefácio deste evangelho (1:1-4). Muitas pessoas haviam escrito a respeito de Jesus e sua vida admirável, talvez de maneiras incompletas e quiçá contraditórias; e Lucas desejava suprir uma narrativa em ordem e digna de confiança para Teófilo (que evidentemente era um ato oficial romano, possivelmente recém-convertido ao cristianismo). Todavia, também é possível que Teófilo não fosse o único destinatário porque Lucas pode ter tido o interesse de suprir um evangelho em ordem e completo para leitores não judeus. E Lucas também queria esclarecer, ao governo imperial de Roma, que os cristãos não eram alguma seita sediciosa e subversiva, e nem mera facção do judaísmo; pelo contrário, que a sua mensagem é universal e, por isso mesmo, importante para todos os povos. Também desejava apresentar um Salvador universal, um grande e compassivo Médico, Mestre e Profeta, que viera aliviar os sofrimentos humanos e salvar as almas dos homens.
O governo romano havia aprendido a tolerar o judaísmo, quase inteiramente, por ter antigas e profundas raízes culturais. É verdade que o cristianismo tinha origem recente, mas isso não significava que não tivesse importância universal, motivo por que também deveria usufruir de aceitação por parte do estado romano. É interessante observarmos que este evangelho exerceu pouco efeito na situação política, e que as perseguições de forma alguma se abrandaram; de fato, se prolongaram até os dias de Constantino (300 D.C.). Por conseguinte, a legalidade do cristianismo não foi aceita, nem por causa deste evangelho nem em vista de qualquer outro motivo.
Não podemos deixar de notar, igualmente, que a mensagem geral dos evangélicos sinópticos, e não apenas a do evangelho de Lucas, é que a igreja tinha por intenção suprimir a sinagoga como o verdadeiro Israel, e que por isso mesmo tinha o direito de ser reconhecida e até mesmo ser protegida pelo estado, conforme este vinha fazendo com o judaísmo. Os cristãos foram perseguidos, tanto por Roma como pelos judeus. Os cristãos gostaram de ver removidos ambos esses fatores, ou, então, pelo menos, de ter obtido, em alguma medida, alguma proteção romana contra as ações maldosas de determinados elementos radicais, as autoridades religiosas dos judeus. Jesus mostrou ser o Messias das profecias judaicas sobrenaturalmente comprovado. Somente a perversão voluntárias das massas populares judaicas havia forçado Paulo e Barnabé a se lançarem em uma missão entre os pagãos. Os cristãos, portanto, em realidade não eram apóstatas do judaísmo, mas representavam o verdadeiro Israel, porquanto a massa do povo terreno de Israel se recusara obstinadamente a reconhecer a mensagem de Deus, entregue por intermédio do seu próprio Messias.
Apesar de suas origens judaicas, todavia, o cristianismo deveria ser reputado como religião universal, porque não reconhecia qualquer limitação racial ou cultural. O evangelho de Lucas traça a genealogia de Jesus até Adão, e não até Abraão, e esse fato, por si mesmo, é extremamente significativo, porquanto subentende universalidade. Jesus foi declarado pelo profeta Simeão como “...luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel” (Lucas 2:32).
No evangelho de Lucas, em seu sermão inaugural, Jesus asseverou que Elias não fora enviado às muitas viúvas de Israel e, sim, a Sarepta, na terra de Sidom, ao passo que Eliseu não purificou nenhum dos muitos leprosos que haviam em Israel, mas tão somente a Naamã, o sírio. Um samaritano e não um judeu, é o herói de uma das mais coloridas parábolas do evangelho de Lucas. Quando Jesus curou os dez leprosos, apenas um, um agradecido samaritano, regressou para louvar a Deus e dar-lhe graças. Além desses fatos, também devemos notar que o próprio evangelho de Lucas prepara o caminho para o livro de Atos, que é, bem definidamente, uma descrição sobre a evangelização universal, feita pelos cristãos primitivos. E é assim que ouvimos Pedro a pregar: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável” (Atos 10:34,35). E é ali, igualmente, que encontramos as palavras de Paulo e Barnabé: “Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra” (Atos 13:46,47). Por conseguinte, pode-se ver claramente que um dos grandes temas deste evangelho é a – universalidade – da mensagem cristã.
Existem outros propósitos, além dessas finalidades mais latas: Lucas dá proeminência à obra do Espírito Santo. Há dezessete referências ao Espírito, no evangelho de Lucas, em comparação com as seis referências no evangelho de Marcos, e com as doze referências no evangelho de Mateus. Assim é que já nos capítulos de introdução, lemos a informação do enchimento de João Batista com o Espírito Santo. Maria recebeu a sua mensagem por agência do Espírito Santo. O Cristo que saiu por toda a parte fazendo o bem, era guiado pelo Espírito Santo, e o Senhor prometeu a mesma bênção aos seus discípulos, especialmente após a sua ressurreição. O livro de Atos dá a continuação ao mesmo notável pormenor, pois neste livro é que o Espírito Santo recebe mesmo proeminência.
Lucas salientou a vida de oração de Jesus mais do que qualquer dos demais evangelhos. Vemos isso logo após o seu batismo, imediatamente antes de haver selecionado os doze, quando passou a noite inteira em oração, e por ocasião de sua transfiguração, e até mesmo no momento da morte: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. A prática da oração, por conseguinte, tornou-se comum na igreja primitiva.
Muitos têm observado que o evangelho de Lucas demonstra um marcante interesse pelo papel das mulheres e a importância delas na tradição do evangelho. Portanto, um dos propósitos de Lucas foi o de mostrar os privilégios do sexo mais fraco no seio da igreja. É por essa razão que ali encontramos várias narrativas com essa ênfase: Maria, Isabel, a profetisa Ana, as “filhas de Jerusalém”, que lamentavam os sofrimentos e a morte de Jesus, etc. Mulheres também são destacadas no livro de Atos, como Safira, Priscila, Drusila, Berenice, Maria (mãe de João Marcos), a criada Rode, Lídia, Damaris de Atenas, as quatro filhas de Filipe, que profetizavam, e uma referência incidental de que Paulo tinha uma irmã (Atos 23:16).
Lucas procurou compensar certas grandes deficiências do evangelho de Marcos, como, por exemplo, a falta de menção das aparições de Jesus após a sua ressurreição. O propósito de Lucas era fortalecer a fé na história do sepulcro vazio, e as suas pesquisas preencheram admiravelmente essa necessidade.
O EVANGELHO SEGUNDO JOÃO


Este evangelho, em relação aos demais, é singular. Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria concordam que João, o apóstolo, é o autor. Irineu é importante porque pertencia a uma geração posterior a João. Ele conheceu Policarpo e Potinos, que tinham estado com João. Irineu, em sua Epístola a Florinos, menciona que João escreveu seu evangelho após os outros evangelhos, enquanto vivia em Éfeso (Eusébio, História Eclesiástica, 5.20.6). Em Contra Heresias 3.1.2, ele afirma que o autor foi João, aquele que se inclinou sobre o peito de Jesus, e que o livro foi escrito em Éfeso.

Não só Irineu, mas também Clemente de Alexandria e Tertuliano, proveram, no século II, evidências consistentes da crença de que o apóstolo João escreveu o evangelho. Segundo Eusébio (História Eclesiástica 6.14.7), Clemente escreveu: “Mas aquele João, depois de tudo, consciente de que os fatos exteriores encontravam-se relatados nos evangelhos, a pedido de seus discípulos e, divinamente, movido pelo Espírito de Deus, compôs um evangelho espiritual”.
Não deve ter passado muito tempo desde a publicação do quarto evangelho até que ele fosse reunido aos demais, formando o evangelho quádruplo. Em outras palavras, a maior parte do evangelho de João circulava, no início como parte de um livro. Esse livro não era um rolo de pergaminho como, indubitavelmente os primeiros manuscritos o foram, mas um códice, um livro com folhas separadas, como os da atualidade, e costurado ou colado em um dos lados.
Era conhecido, simplesmente, como O Evangelho, e continha os quatro evangelhos canônicos. Depois, esse ‘evangelho’ foi dividido em partes, ‘Segundo Mateus, ‘Segundo Marcos’, ‘Segundo Lucas’, ‘Segundo João’.
Certamente, do final do século II em diante, há um acordo tácito na igreja em relação à autoria, canonicidade e autoridade do evangelho de João. Um argumento silencioso, nesse caso, mostrou-se poderoso (porque, em outras circunstâncias, seria de se esperar que a pessoa em questão fizesse muito barulho!): “É muito significativo que Eusébio, que teve acesso a muitos trabalhos que, atualmente, encontraram-se perdidos, fale sem reservas do quarto evangelho como uma inquestionável obra de João” (Westcott, 1. lix). O silêncio é ‘mais significativo’ precisamente porque cabia a Eusébio discutir os casos duvidosos.
Outras testemunhas do segundo do segundo século eram Teófilo de Antioquia, autor do Cânon Muratorium[8]. Esses testemunhos têm sido desafiados nos tempos modernos, em diferentes bases, como o silêncio de Inácio sobre João quando escreveu à Igreja efésia no inicio do segundo século, a afirmação de que um efésio com o mesmo nome, João, o Ancião, poderia ter sido o autor, ou que registros de um imediato martírio de João eliminam a possibilidade de sua autoria. Essas objeções são facilmente respondidas.
Mais graves são as alegações de que um pescador não teria condições de exibir tal entendimento do conceito teológico como foi manifestadamente demonstrado pelo autor (At 4.13). Também parece estranho que um Galileu desse uma atenção tão superficial ao ministério de Jesus na Galiléia. E se o autor fosse membro do círculo apostólico, por que deixaria de registrar uma descrição da transfiguração e da agonia do Senhor Jesus no Getsêmani, das quais teria sido uma privilegiada testemunha?
Diante de tais questões, muitos concluíram que embora João tivesse fornecido maior parte do material dos Evangelhos, outro – e provavelmente um de seus discípulos mais próximos - tenha sido o seu verdadeiro autor. Entretanto, ainda é possível sustentar a autoria de João porque nenhum argumento decisivo foi até agora apresentado, e nenhuma alternativa satisfatória tem sido oferecida. O autor estava familiarizado com Samaria (cf. 3.23; 4.5-12) e com Jerusalém antes da sua destruição em 70 d.C., conhecia seus detalhes, como foi verificada através de descobertas arqueológica feita no poço de Betesda (5.2) e no Tribunal (19.13). Parece que ele foi testemunha ocular de muitos acontecimentos (por exemplo, 6.10; 19.31-35), e era versado na terminologia religiosa corrente entre os judeus piedosos da Palestina do ano 68 d.C., de acordo com a literatura Qunram.
Durante anos foi algo popular, de acordo com F.C. Baur, da Escola de Tübingen na Alemanha, insistir que o Evangelho de João era um produto da metade do segundo século d.C. Mas o fragmento John Rylands (P52) de um texto de seu Evangelho, encontrado no Egito na época moderna, e datado pelos paleógrafos da primeira metade do segundo século, ajudou a determinar a elaboração do quarto Evangelho como próxima ao primeiro séulo. O uso de João como Evangelho autorizado, juntamente com os outros três, foi atestado pelo Papiro Egerton 2, publicado na obra Fragments of na Unknown Gospel and Other Early Christian Papyri, por H. I. Bell e T. C. Sheat (1935). Além disso, o quarto Evangelho parece ter sido citado pelo escritor gnóstico Valêncio, em seu Evangelho da Verdade, originalmente composto em aproximadamente 140 d.C.
Nas catacumbas de Roma também existem pinturas de Cristo como o Bom Pastor, e da ressurreição de Lázaro, que podem ser datadas de aproximadamente 150 d.C. Dessa forma, a origem do Evangelho de João pode ser datada aproximadamente da última metade do primeiro século, embora alguns possam aceitar uma data aqnterior, tendo Éfeso como principal local de seus escritos.

BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos; 7ª edição, 2004. São Paulo.

BOCK, Darrell L. Jesus Segundo as Escrituras. Editora Shedd; 1ª edição, 2006. São Paulo.

CESARÉIA, Eusébio de. História Eclesiástica. Editora CPAD; 1ª edição, 1999. Rio de Janeiro.

CARSON, D. A. O Comentário de João. Editora Shedd. 2007. São Paulo.

DICIONÁRIO BÍBLICO WYCLIFFE. Editora CPAD; 1ª edição, 2006. Rio de Janeiro.

BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Editora CPAD; 1995.

BÍBLIA APOLOGÉTICA DE ESTUDO, ICP; 2ª edição, 2005. Jundiaí, São Paulo.

[1] Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, 3.8.

[2] Papias viveu em cerca de 130 d.C., e foi discípulo do apóstolo João.

[3] Eusébio de Cesaréia, História Eclesiástica, 5.8.

[4] Ver em At 12.12,25; 13.13; 15.37-39; 1 Pe 5.13; Fm 24; Cl 4.10; 2 Tm 4.11.

[5] ver Lc 7.36-50; 11.37-52; 14.1-24; 22.1-38; 24.36-49.
[6] Irineu Contra as heresias 3.1.1; 3.14.1

[7] Contra Marcião 4.2.2; 4.5.3

[8] O cânon Muratoriano era uma lista de livros do Novo Testamento, que deveriam ser lidos na adoração pública. O trabalho original, muito provavelmente, foi preparado em grego, embora as informações de que dispomos a respeito tenham chegado até nós mediante uma tradução latina. Aparentemente, a lista reflete o uso da Igreja Romana, em cerca de 200 d.C., e alguns vinculam isso ao trabalho de Vítor, de Roma. Esse cânon deriva o seu nome do erudito italiano Ludovico Muratori, que o encontrou na Biblioteca Ambrosiana de Milão e o publicou em 1740, como um exemplar de escrito vazado em latim bárbaro. Essa lista inclui as epistolas de Paulo, duas epístolas de João, a epístola de Judas, mas não menciona as epístolas de Pedro e nem a de Tiago. Todavia, inclui os livros Sabedoria de Salomão e o pastor de Hermas, livros esses que, afinal de contas, não foram universalmente aceitos no cânon do Novo Testamento. Entretanto, em alguns grupos protestantes, até hoje esses dois últimos livros são recomendados para a leitura em público. Esse cânon é importante pelo menos devido a três razões: primeiro mostra que a formação do cânon do Novo Testamento já estava adiantada no século II d.C., embora ainda não tivesse terminado, porquanto não contava com todos os nossos vinte e sete livros neotestamentários. Em segundo lugar, vemos que certos livros, que agora são considerados não-canônicos, chegaram a gozar de considerável prestígio. E, finalmente, que o processo de canonização dos livros do Novo Testamento ocupou um tempo considerável. Sete hereges são mencionados por nome, e seus escritos são rejeitados. (R.N. Champlin. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Ed. Hagnos).

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