quinta-feira, 26 de junho de 2014

O PRAZER DE EXPERIMENTAR A CURA DAS FERIDAS DA ALMA

O PRAZER DE EXPERIMENTAR A CURA DAS FERIDAS DA ALMA

Comentário para a lição 13 da revista Betel da Escola Bíblica Dominical, "Enfermidades da Alma", escrita pelo Pr. Israel Maia.

Texto Áureo:

"Senhor, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento." Salmo 139.1-2.

Verdade Aplicada:

As enfermidades da alma podem ser devastadoras. Mas não incuráveis. Jesus é a cura!

   Chegamos ao final de mais um trimestre, e que trimestre abençoador para nós! Que o Senhor continue abençoando o Pr. Israel Maia, por ter sido instrumento do Senhor para abençoar a todos nós,  e nos despertar sobre a realidade e a importância destes temas para a Igreja do Senhor!

      Vimos através desse trimestre o quanto o ser humano é único, e especial, a coroa da criação de Deus (Gn 1.26). No entanto, devido ao pecado de nossos primeiros pais, como consequência todos nós estamos sujeitos as enfermidades, não apenas físicas mas emocionais e espirituais,  e , mesmo que tenhamos entregue nossa vida ao Senhor,  precisamos ser tratados por Ele sempre em todas as áreas de nossas vidas.

   Quantas enfermidades da alma! Como vimos no decorrer do trimestre, sentimentos que apesar de parecerem comuns, podem nos "travar" e nos impedir de experimentar a vontade de Deus em nossas vidas: O medo de rejeição,  a angústia, as conseqüências da timidez, complexo de superioridade e seus efeitos, A crise existencial e a necessidade de aceitação,  Combatendo o mal do século a depressão, Complexo de culpa o tormento da alma humana, A inveja, um veneno mortífero para a alma. Complexo de inferioridade e o medo de rejeição,  aprendemos como o perdão é a cura para o rancor.

   E nada como terminar este trimestre com a seguinte verdade: Jesus é a cura para as enfermidades da alma. Isto não significa que não devemos em algumas situações buscar a ajuda de um profissional para tratamento, No entanto vemos na Palavra de Deus a reconfortante verdade que não fomos apenas criados por Deus, mas que também Ele nos entende.

   No Samo 139, vemos Davi expresando sua confiança em Deus nesse Salmo, adimirado com a onisciência e a onipresença do Senhor. Vemos que Ele se maravilha com a Onisciência de Deus (139.1-6), se maravilha em saber que Deus também é Onipresente (139.7-12). Essas verdades também nos devem causar admiração e temor e nos levar a adorar ao Senhor. Mas também devem nos trazer refrigério assim como trouxe ao salmista Davi. Esse Deus onisciênciente e Onipresente se preocupa pessoalmente comigo (139.13-16), tendo um plano para cada um de nós (139.17-22). Essa verdade permeia toda a Palavra de Deus, atingindo o seu ponto alto da revelação divina em nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Emanuel, Deus conosco (Mateus 1.23), que deixou para seus discípulos de todas as eras a reconfortante verdade que Ele conhece as suas ovelhas (João 10.14), e que Ele estará conosco todos os dias até a consumação dos séculos (Mateus 28.20).

   Apesar de reconfortante, essas maravilhosas verdades não anulam a nossa responsabilidade pessoal. Muitas situações que denominamos "maldições hereditárias", na verdade são consequências de nossas próprias atitudes, e reprodução de comportamentos aprendidos do meio em que vivemos. O Senhor em sua Palavra já combatia esse pensamento quando diz em Ezequiel 18.20:

"A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele."

   No entanto em Cristo temos sempre uma nova chance, pois Ele e sua obra efetuada por nós na cruz nos desviam da rota de destruição:

   "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." (2 Coríntios 5.17).

   Vemos também em Romanos 12.2, que devemos buscar a renovação do nosso entendimento sobre a nossa estrutura emocional, para experimentarmos as maravilhas da graça de Deus em todas as áreas de nossas vidas.

    Que Deus te abençoe sempre, e que o "mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito,  e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5. 23).


Ev. Alan

quinta-feira, 19 de junho de 2014

PERDÃO, O ANTÍDOTO PARA O RANCOR.

PERDÃO, O ANTÍDOTO PARA O RANCOR.
(Lc 15.11,12, 20, 29; Mq 7.18-19).

"Comentário para a lição da Escola Bíblica Dominical, "Enfermidades da alma", escrita pelo Pr. Israel Maia, editora Betel.

Introdução

Uma outra definição para rancor, segundo o dicionário Aurélio:
"rancor: 1. Aversão profunda ou ressentimento amargo, não raro reprimido, ocasionado por algum ato alheio que causa dano material ou moral. 2. Recordação tenaz e hostil de tais atos ou de acontecimentos análogos.

1. RANCOR, UMA FERRAMENTA DE DESTRUIÇÃO

 O ódio inveterado é aquele sentimento de rancor, ocasionado por alguma situação ou atitude de alguém e que não teve uma atitude de perdão, ficando guardado dentro do coração da pessoa, e que sempre que lembrado, causa esses momentos de profunda tristeza e negativismo.

1.1 O amargor, produzido pelo rancor (Atos 8.23).

O rancor sobrevive pelo alimento que damos para ele. O "consolo" de Esaú era o desejo de matar o seu irmão Jacó. Não é diferente hoje daquelas pessoas que aparentemente tem prazer em nutrir sentimentos de rancor por alguém, no entanto isso lhes traz muitos malefícios, pois geralmente o rancoroso é o mais afetado em nutrir esse sentimento.

1.2 O Rancor enfermidade devastadora.

Como a definição acima do dicionário diz, o rancor começa reprimido, no coração,  porém se ele não é logo reconhecidoe tratado, gera consequências devastadoras, pois pode tornar a pessoa agressiva e de comportamento frio e apático em relação ao próximo, até mesmo contra pessoas que não são objetos diretos do seu rancor. Envolvem pessoas alheias a situação. Em efeitos A vida da própria pessoa pois o rancor, como outras doenças emocionais, pode trazer prejuízos, enfermidades físicas.

1.3 O Rancor também ocorre por causa do ressentimento.

O próprio significado da palavra ressentir explica uma provável origem do rancor, pois ressentir significa primeiramente "sentir novamente". A atitude constante de "remoer" uma situação ou ofensa recebida origina esse sentimento que pode levar a essa enfermidade da alma, onde a pessoa na primeira oportunidade que tem pode tomar atitudes vingativas. Por exemplo, vemos na Palavra de Deus, a atitude de Herodias que nutria sentimentos de rancor e ressentimento contra João Batista (Mc 6.22 - 27). Na primeira oportunidade, ela agiu com atitude de vingança,  ocasionando a morte do profeta. O apóstolo Paulo, inspirado por Deus, nos ensina que a atitude cristã, principalmente diante do ressentimento é, com a ajuda de Deus, pois nem sempre é fácil,  "esquecer" (Filipenses 3.13).

2. O Rancor contra um irmão.

Esse texto de Lucas 15. 11-32, é muito interessante nesse assunto "rancor e perdão", pois Jesus trata justamente do tema "perdão", que é dado por Deus a todos que se arrependem, como resposta dele aos fariseus que o acusavam de "receber pecadores e comer com eles" (Lc 15.2). O Pai demonstra atitude de compaixão e perdão ao filho i grato (Lc 15.20), enquanto o outro o irmão mais velho demonstra uma atitude hostil, de indignação (Lc 15.28, 29). Nesta parábola de Jesus, o "Pai" representa a pessoa de Deus, enquanto o "filho mais velho" (v.25), representa os que se consideravam "justos e obedientes" fariseus (v.29). O rancoroso geralmente se considera injustiçado por aquele que lhe causou a ofensa (v.29,30).

2. A atitude do Pai.

Na atitude do Pai nessa parábola,  vemos como Deus nos trata coofensoreores contra Ele, pois o pecado é uma atitude de ofensa contra Deus. Ele está sempre disposto a nos perdoar e restaurar, e essa é a mesma atitude que Ele espera de nós (Mt 6.12, 14-15).

2.3 A atitude do irmão.

Vemos na atitude do irmão,  o quanto ele nutria sentimentos hostis em relação ao irmão (v.30) e sua atitude em relação ao pai.  O rancor surge desse ato de ressentir, ou seja, sentir novamente a tristeza e os sentimentos de danos vividos na ofensa causada pelo próximo. No caso dos fariseus, eles se consideravam justos e melhores perante Deus do que aqueles pecadores, que tanto o ofenderam, e que agora recebiam tanta graça e amor dados po Deus, através de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

3. Um sentimento perigoso.

O rancor é vencido pelo perdão. Ele não pode ser alimentado, pois ele traz prejuízos e danos para todos. Na presença do rancor, o rancoroso entre todos é o maior perdedor. O que devemos então fazer diante do rancor?

3.1 Esquecer a ofensa destrói o rancor.

O perdão divino é o exemplo que devemos seguir ao liberarmos perdão ao nosso próximo. Veja o que diz Miquéias: "Ele esquece" (Mq 7.18-19). Precisamos busfar a ajuda dEle para vencermos tal sentimento, pois humanamente é muito difíci. Em Gálatas,vemos que a "longanimidade é uma das características do fruto do Espírito. (Gálatas 5.22). "longanimidade" é ter paciência,  ser tardio para irar-se ou para o desespero. (Efésios 4.32, Colossenses 3.12, 1 Pedro 2.3).

3.2 Atitude divina, o exemplo a ser seguido.
Já que vimos o significado da palavra "rancor" devemos verificar também o significado da palavra "perdão": Desculpar, absolver, remitir (pena, culpa, dívida, etc).
No grego, esta palavra como verbo:
aphiemi. Significa "enviar para frente, mandar embora, despachar."
Encontramos também como substantivo:
aphesis denota "soltura, libertação".

São atitudes que Deus tem em relação a nós (Miquéias 7.19, Isaías 43.2), e que Ele espera que tenhamos em relação ao nosso próximo (Mateus 18.32,33).

3.3 Rancor, uma ferramenta nas mãos do inimigo.

Vemos na Palavra de Deus tragédias que foram evitadas porque em Deus foi buscada a vitória contra o rancor. O maior exemplo disto é o caso de Esaú (Gn 33.4,5). Ao vermos essa cena, nem parece o mesmo Esaú que se consolava desejando matar Jacó (Gn 27.42).
As condições para receber o perdão são arrependimento e confissão (Mateus 18.15-17; Lc 17.3). Quando alguém vem nos pedir perdão,  com a ajuda de Deus devemos perdoar, pois assim seremos vitoriosos, fazendo o bem para nós, nosso próximo e desarmaremos o adversário de nossas almas.  O amor é a essência do Evangelho (João 3.16), conforme muito bem conclui o Pr. Israel Maia.

Referências.
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;
Dicionário Folha Aurélio;
Dicionário VINE, CPAD;

Comentário Bíblico Beacon, CPAD.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

ENFRENTANDO O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

ENFRENTANDO O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

Is 49.14-16.

Comentário para a lição de n.11, para a revista Betel de Escola Bíblica Dominical “Enfermidades da Alma”, escrita pelo Pr. Israel Maia.

1. O que é o sentimento de rejeição.

Quem é que nunca se sentiu rejeitado em algum momento da vida? Não há quem nunca foi deixado de lado em uma brincadeira de criança, ou foi abandonado por uma namorada ou namorado? Esquecido na hora de ser convidado para uma festa, despedido de um emprego?

O sentimento de rejeição é provavelmente a ferida psicológica mais comum e recorrente em nossas vidas. Segundo o doutor em psicologia e especialista em terapia de casais Guy Winch, autor do livro “Primeiros Socorros Emocionais”, de acordo com artigo publicado pelo “UOL”, ele diz que:

“As rejeições são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne.”

Como define o Pr. Israel Maia, ela deixa marcas que perseguem o indivíduo ao longo dos anos, condenando-o a um estado permanente de medo, tristeza e isolamento (Gn 3.9-10).

Cada pessoa reage de modo único as experiências que marcam a sua história de vida. Esse sentimento começa, na maioria das vezes surgir na infância, na experiência familiar ou social, no convívio escolar. Ela pode pensar que é rejeitada, como biblicamente temos o exemplo do irmão mais velho do filho pródigo (Lucas 15.25-32). Outra situação é quando a pessoa realmente é deixada de lado em preferência do pai ou mãe em relação a outro filho, como vemos, por exemplo, no caso de Isaque que amava mais a Esaú, e Rebeca que amava a Jacó (Gn 25.28). Jacó, de modo consciente ou não, teve o mesmo comportamento errôneo, a demonstrar preferência a José em detrimento aos seus irmãos (Gn 37.3-4).

A pessoa que se sente rejeitada pode canalizar esse sentimento internamente, ou externamente.

Internamente gerando sentimentos de baixa autoestima, culpa, timidez, complexo de inferioridade.

Externamente a pessoa se torna agressiva, para se defender do seu sentimento de carência e rejeição. Usam de agressividade como máscara para esconder e se defender desse sentimento, como vemos o exemplo do comportamento dos irmãos de José e sua agressividade em relação a ele (Gn 37.18-20).

Esse sentimento de dor, conforme explica a terapeuta de casais em entrevista ao UOL, Marina Vasconcellos, se dá pelo fato de que “O ser humano tem necessidade de ser aprovado, de ser aceito. Pertencer a uma sociedade, a uma família, é uma necessidade básica. E a rejeição tira esse direito. Fica um vazio.”

A dor da rejeição é uma dor profunda, como se uma faca estivesse entrando no peito da pessoa rejeitada. Neste livro “Primeiros Socorros Emocionais”, Winch cita estudos realizados por meio de ressonância magnética, que mostra que a dor da exclusão ativa no cérebro as mesmas áreas acionadas pela dor física.

Hoje em dia, segundo avalia Aracelli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, as pessoas estão menos capazes de lidar com as rejeições impostas pela vida moderna. Segundo ele, “Há pessoas que acham que todos têm de fazer o que elas querem.”

O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO NA IGREJA

Viver dentro de uma igreja não significa que seremos pessoas saudáveis se reconhecermos que nossos 
problemas existenciais forem reconhecidos, encarados e resolvidos.

Devemos ter em mente que somos amados por Deus; que Ele nos ama, como uma pai aos seus filhos (João 1.12; Romanos 8.39).

O amor que Ele tem por nós excede o amor que uma mãe tem pelos seus filhos (Is 49.14,15)

O Sentimento de rejeição deve ser combatido com oração e comunhão entre o povo de Deus (Salmo 133; Atos 2.42-44). Temos responsabilidades uns com os outros para nos ajudarmos, confortarmos e edificarmos uns aos outros (Gálatas 6.2; Romanos 15.1-3).

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo experimentou o maior sentimento de rejeição. Por isso, quando enfrentarmos esse tipo de sentimento, podemos lembrar que no Senhor Jesus, temos graça e misericórdia, para nos ajudar em tempo oportuno. (Hb 4.14-16).

Referências.
Comentário Bíblico Beacon, CPAD.
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

www.uol.com.br 

sábado, 7 de junho de 2014

SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE

SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE.

Comentário para a lição 10, para a revista da Escola Bíblica Dominical"Enfermidades da alma", do Pr. Israel Maia.

1. O que provoca o complexo de inferioridade.
Alfred Adler, um psiquiatra europeu, escreveu que todo mundo tem sentimentos de inferioridade. Isso ocorre quando nos comparamos com o outro de maneira desfavorável; Quando não temos uma correta visão de nós mesmos. Foi Adler que nomeou essa enfermidade da alma de complexo de inferioridade.
Nos comparar com os outros podem nos trazer sentimentos de inadequação e muito sofrimento. Adler acreditava que só podemos escapar desta armadilha de complexo de inferioridade se pararmos de nos comparar com os outros e deixarmos para trás o desejo comum de sermos superiores. Outros autores mais recentes têm defendido a idéia de que os indivíduos vencem a inferioridade desenvolvendo uma autoestima positiva e saudável.

Autoimagem e autoestima tem diferença nas definições:
Autoimagem: Se refere a idéia que fazemos de nós mesmos.
Autoestima: Significa algo ligeiramente diferente. Esse termo se refere à estimativa que uma pessoa faz acerca de seu próprio valor, sua competência e importância.
Enquanto a autoimagem e o autoconceito envolvem uma descrição, a autoestima envolve uma avaliação.
Sentimentos de culpa e experiências passadas podem contribuir para o desenvolvimento do complexo de inferioridade.

Relacionamentos inadequados entre pais e filhos também contribuem para o desenvolvimento desse complexo. Muitos estudiosos concordam que esse sentimento de inferioridade e baixa autoestima, portanto nascem em casa, pois a base da autoestima de uma criança se forma durante os primeiros anos da infância.
Isso se dá quando os pais exageram em criticas em relação aos filhos e negligenciam as manifestações de amor e carinho. Ocorrem quando:

Criticam, envergonham, rejeitam e repreendem repetidamente;
Estabelecem padrões e metas inatingíveis para a criança;
Expressam a expectativa de que a criança vai fracassar;
Castigam muito e severamente;
Insinuam que a criança é um estorvo, estúpida ou incompetente;
Evitam carinhos, abraços e toques afetivos;
Superprotegem ou dominam as crianças, de modo que elas fracassam mais tarde quando tem de se virar sozinhas.

1.1 Os principais sintomas do complexo de inferioridade.

Elas podem se sentir isoladas e repelentes;
Se sentir incapazes de superar suas deficiências e não ter motivação para se defenderem;
Sentir raiva, mas ter medo de provoca esse sentimento nos outros, oi de chamar a atenção para si mesmas.
Ter dificuldade de se relacionar nem com os outros;
São submissas, dependentes e que se magoam facilmente;
Tem pouca curiosidade e criatividade;
São mais fechadas, menos inclinadas a conversarem e se abrirem com as outras pessoas;

1.2 Complexo de inferioridade na igreja.

Muitos de nós que somos cristãos devido ao ensinamento bíblico sobre o nosso estado pecaminoso que separa a humanidade de Deus, corremos o risco de nos entregarmos a esse sentimento e acreditarmos que não temos valor para Deus, devido aos nossos erros, imperfeições e limitações diante dEle.
No entanto, biblicamente essa visão nos deve levar a reconfortante visão do amor e da graça de Deus. Mesmo tendo essa natureza, a Palavra de Deus enfaticamente declara:
 Ele me amou. ( João 3.16; Romanos 6.23).
 Ele nos amou não pelas obras de justiça que houvéssemos realizado, mas por sua graça (Efésios 2.8-10).
Ele nos amou mesmo quando éramos como ovelhas perdidas, como moedas de valor perdidas ou um filho rebelde que quis desfrutar dos bens de seu pai sem ter nada com ele, desejando a sua morte (Lucas 15).
Ele nos amou ao ponto de não nos chamar de servos, mas amigos (João   ),
Nos amou ao ponto de nos permitir chamá-lo de Pai (João 1.12; Romanos 8  ).

1.3 Como se comporta quem sofre desta enfermidade.
Além dos sintomas e comportamentos já citados, podemos ainda, segundo Gary Collins citar que a baixa autoestima e a inferioridade podem contribuir para:
Falta de paz e segurança interior
Pouca autoconfiança
Isolamento social
Propensão a sentir ciúmes e a criticar os outros
Conflitos interpessoais
Autocrítica, autorejeição e ódio contra si mesmo.
Depressão
Impulso de obter poder, superioridade e controle sobre os outros.
Reclama de tudo, vive discutindo. É intolerante, não perdoa e é hipersensivel.
É incapaz de aceitar elogios ou expressões de amor.
Tendência a ser um mal ouvinte ou um mal perdedor.
Todos nós nos sentimos inferiores uma vez ou outra, no entanto, quando esses sentimentos de inferioridade duram por longo tempo, todas as ações, atitudes e sentimentos, valores e pensamentos do indivíduo são afetados.

2. GIDEÃO E O ANJO DO SENHOR
Esse pensamento de Gideão é compreensível se entendermos o contexto que Gideão vivia. A motivação existente para a opressão Midianita era forte. Por fazerem o que era mal aos olhos do Senhor, Deus permitiu que os Israelitas fossem oprimidos pelos Midianitas por sete anos. Os  midianitas eram uma tribo nômade que habitava no deserto da Arábia a leste do mar Morto e das fronteiras de Moabe e Edom. Cinco famílias de midianitas eram descendentes de Abraão e  Quetura (Gn 25.2,4). Os mercadores midianitas compraram José e o levaram para o Egito (Êx 3.1). Os midianitas estavam entre aqueles que foram enviados a Balaão para fazer com que ele amaldiçoasse Israel (Nm 22.4-7). Enquanto se encaminhavam para Canaã, os israelitas mataram cinco reis de Midiã (Nm 31.8), pilharam toda uma região (Nm 31.10,11) e assassinaram a população masculina e todas as mulheres casadas (Nm 31.7). Portanto, as invasões midiaitas foram motivadas não apenas pelos despojos que foram tomados, mas por um desejo de vingança contra os israelitas. É neste contexto que vivia Gideão e que exerceu grande influencia sobre ele.

3.  O CAMINHO PARA CURAR-SE DO COMPLEXO DE INFERIORIDADE.
 Como se vê a pessoa com esse problema.
É muito interessante o modo como o Anjo do Senhor se dirigiu à Gideão: O Senhor é contigo, varão valoroso. (Jz 6.12).
A pessoa com esse problema se vê sempre como inferior, sem se valorizar. Porém o Senhor sempre mostra que temos valor para Ele.
O Senhor através deste fato ocorrido com Gideão nos mostra que com Ele, nunca seremos livres dos conflitos, mas com a ajuda dEle seremos vitoriosos em meio as lutas e aflições.





quinta-feira, 29 de maio de 2014

A INVEJA, UM VENENO MORTÍFERO PARA A VIDA

A INVEJA, UM VENENO MORTÍFERO PARA A VIDA.

Comentário para a lição de n. 9, para a revista da Escola Bíblica Dominical "Enfermidades da Alma", do Pr. Israel Maia.

INTRODUÇÃO

"O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos. Provérbios 14.30.

Uma outra tradução para esse texto fala assim:

Um coração pacífico é a vida para o corpo, mas a inveja é cárie para os ossos. Provérbios 14.30 - BJ.

Segundo alguns comentaristas, esse texto fala que ao termos uma atitude interior tranquila e pacífica, traz saúde para o corpo, mas a inveja, o ressentimento e outras atitudes mentais doentias são prejudiciais para a saúde da pessoa, começando pelo prejuízo trazido na área espiritual e emocional. Nesta lição vamos falar sobre a inveja, e seus malefícios.

1. CONCEITO DE INVEJA.

No hebraico a palavra é qinah que significa zelo, ciúme. Segundo Champlin, essa palavra é empregada por quarenta e duas vezes no Antigo Testamento.
A inveja é um sentimento sempre negativo, ao passo que o zelo; pode ser negativo ou positivo. A inveja é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pela queda no pecado.

1.1 Inveja construtiva.

Segundo a psicologia científica, a inveja pode ser construtiva ou positiva quando a pessoa toma alguém que é bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, para chegarmos onde alguém de sucesso chegou porém nesse caso é necessário uma auto-estima que torna tal pessoa confiante nas suas capacidades.

Biblicamente nenhum tipo de inveja é considerada construtiva, pois como falamos anteriormente, ela e uma das maiores demonstrações da natureza pecaminosa do ser humano. Ela é tratada como um sentimento que destrói e causa divisão (Tg 3.14-16).

1.2  Inveja destrutiva.

A inveja é considerada pecado por que uma pessoa invejosa  ignora suas próprias bênçãos e deseja insanamente o status da outra pessoa. É o caso de Saul e Davi, onde vemos Saul louco para destruir Davi, se esquecendo de seu próprio reinado. E um sentimento anticristão (1 Co 3.3). Só o amor de Deus derramado em nossos corações é que pode eliminar o sentimento de inveja dentro de nossos corações no nosso dia a dia. (Tg 3.3-8; Jo 13. 12.-17).

1.3 Os malefícios da inveja.

Em primeiro lugar, como diz o texto da palavra de Deus, traz prejuízos graves na vida da própria pessoa, pois esta se corrói por dentro desejando o que o outro tem, se esquecendo dos benefícios que recebeu, das coisas boas que possui, deixando de seguir a sua própria vida e buscar os seus próprios ideais desejando viver a vida de outra pessoa, de conquistar os bens do outro.

Traz também consequências graves na vida daquele que é invejado. Por exemplo, a crítica destrutiva é um grande exemplo de máscara da inveja. A calúnia se dá porque o invejosos se sente inferior a pessoa invejada. Por isso a necessidade de falar mal da pessoa invejada.

Os invejosos chegam a fazer campanhas de perseguição contra aqueles que eles invejam as quais na maioria das vezes não tem qualquer culpa de terem despertado esse sentimento invejoso.É uma tentativa distorcida para se sentir compensado pelo proprio fracasso, glorificando o seu proprio eu e diminuindo a pessoa invejada.

A palavra portuguesa inveja, segundo Champlin, vem do latim invidere, que significa em (contra) e olhar para, ou seja, olhar para alguém de modo contrario  com maus olhos, com base no ódio sentido contra esse alguém. Ela sempre envolve ressentimento, e alguns sempre conseguem disfarçá-la usando o pretexto de proteger uma causa, quando na verdade, querem é combater alguém por quem tem inveja.

2. CASOS BÍBLICOS DIVERSOS.

2.1 José, invejado por seus irmãos.

Alguns psicólogos sugerem que esse sentimento se origina no ambiente familiar, onde comparações são frequentes. O fato é que desde cedo, a sociedade e até mesmo dentro de casa as comparações estão presentes, como "este é mais bonito" ou "é mais inteligente que o outro", etc.

Jacó, sem perceber estava fazendo a mesma coisa que seu pai Isaque, ao preferir um dos filhos acima do outro (Gn 25.28). Pode ser porque José o fazia lembrar Raquel. O resultado então foi uma divisão entre José, que então tinha seus dezessete anos e seus meio-irmãos. Essa roupa ornamentada, destacava José em relação aos demais.

2.2 A insubordinação de Arão e Miriã gerados pela inveja.

O versículo 2, de números 12 demonstra o sentimento de inveja que Arão e Miriã tinham por Moisés. Não há que duvidar que Arão e Miriã ainda viam Moisés como o caçula e se ressentiam de sua posição de liderança com o povo e de seu favor com Deus. A inveja que eles tiveram de Moisés, levaram-nos a cometerem o pecado de arruinar a influencia do líder de Deus e de questionar sua autoridade.

2.3 A inveja de Saul contra Davi.

Outra característica e lição sobre a pessoa invejosa é que ela nesse insano desejo de tomar o lugar do outro ou de ter aquilo que o outro tem, não enxerga mais a si mesma, e não percebe que o resultado de seu insucesso são consequências de suas próprias atitudes, sendo ela mesma e não a outra pessoa responsável por sua situação. É o que vemos nesse caso de Saul e Davi (1 Sm 18.7-8; 1 Sm 13.14; 1 Sm 24.2)

3. A AÇÃO DE DEUS.

3.1 A surpresa dos invejosos

Aprendemos com José que o nosso correto testemunho diante de Deus e dos homens, pode ser o meio de Deus glorificar o seu nome e realizar os seus misteriosos planos mesmo em meio ao nosso aparente fracasso e derrota.

3.2 Punição para os invejosos.

Ao estar branca como a neve, quer dizer que Miriã estava já nos últimos estágios da doença como sinal da punição de Deus contra esse castigo. A lepra, em muitos casos na palavra de Deus, é muito usada para tipificar o pecado. Miriã, que num momento se exaltara em orgulho próprio a ponto de pensar que deveria estar em posição igual ao líder de todo o Israel, no momento seguinte foi banida do acampamento nas circunstâncias mais humilhantes. Este é o resultado do pecado do orgulho (Pv 16.18; Is 10.33).

3.3 A vitória daqueles que não são vencidos pelo sentimento de inveja.

Devemos sempre pedir a Deus que nos guarde desse sentimento, pois é muito claro na Palavra de Deus as consequências na vida daqueles que se deixam dominar por tal sentimento. Ao percebermos que somos vítimas desse tipo de perseguição, não devemos ceder aos sentimentos dos invejosos, seja em que ambiente for. Devemos sim buscar nossos objetivos e viver tudo aquilo que Deus planejou para nós, lembrando que Deus resiste aos soberbos, porem dá graça aos que sao humildes (1 Pedro 5.5-6).

CONCLUSÃO.

Sempre devemos ter em mente que a Palavra de Deus nunca trata o sentimento de inveja de modo construtivo ou positivo. Os Dez Mandamentos proíbem o sentimento de inveja. Podemos ver mandamentos específicos contra a inveja nos livros de Salmos e Provérbios (por exemplo Sl 37.1; 73.2,3; Pv  3.31 23.17; 24.1,19.

No trecho de Eclesiastes 4.4 são  exortados a trabalharem e desenvolverem suas habilidades pessoais quando sentirem inveja de outras pessoa.

Poderíamos ainda falar de Hamã e Mardoquel no livro de Ester como um outro exemplo.

No Novo Testamento, em Romanos 1.29, a inveja ocupa um lugar proeminente, associada ao homicídio e ao ódio contra Deus, sugerindo que a pessoa invejosa ataca a outra por quem sente inveja justamente por não poder atacar a Deus, a quem considera causa de seu fracasso. Paulo exorta Timóteo e Tito para não se envolverem em contendas que entre outras coisas conduzem a inveja (1 Tm 6.4; Tt 3.3).

O caso mais trágico de inveja registrado na Palavra de Deus é a dos líderes judeus que fizeram de nosso Senhor Jesus Cristo vítima de inveja (Mateus 27.28, sendo que o próprio Pilatos percebeu isso (Marcos 15.10ss).
A inveja é uma atitude carnal e diabólica  (1 Co 3.3;1 Jo 3.12), sendo uma das obras da carne, fazendo parte da natureza humana decaída (Gálatas 5.21). Em Cristo Jesus, Deus nos dá um novo coração que nos livra e nos limpa deste sentimento (Gálatas 5.22). Que Deus nos abençoe e que Nele possamos ser livres desse sentimento, bem como nos use para ajudar e abençoar, encaminhando para Ele, ao Senhor Jesus, aqueles que humildemente desejam ser livres de tal sentimento.

Referências.

R. N. Champlin, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Editora Hagnos;

Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD.

Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Editora CPAD.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

COMPLEXO DE CULPA, O TORMENTO DA ALMA HUMANA. Lição n.8

COMPLEXO DE CULPA, O TORMENTO DA ALMA HUMANA.

Comentário para a lição da Escola Dominical, revista editora betel "Enfermidades da alma", escrita pelo Pr. Israel Maia.

INTRODUÇÃO.

O sentimento de culpa está presente na alma humana. Não existe uma sociedade livre do sentimento de culpa. Todos, exceto aqueles que possuem personalidade psicopática, possuem sentimentos de culpa. Em alguns casos, aqueles que possuem essa personalidade psicopática não possuem esse sentimento.

Não existe uma sociedade livre do sentimento de culpa. Don Richardson, em seu livro fator Melquisedeque, conta-nos sobre um povo que tinha um ritual bem curioso: Os anciãos construíam um barco, onde colocavam uma galinha presa a ele. Em seguida, os anciãos vinham e impondo as mãos sobre ela e a embarcação e confessavam o pecado deles e de toda a tribo. Após, sacrificavam outra ave e aspergiam o seu sangue sobre a embarcação e a colocavam sobre o rio. Todo esse ritual era observado atentamente por toda a tribo e enquanto a embarcação seguia o seu fluxo, eles observavam atentamente a embarcação desaparecer na correnteza, pois se a embarcação afundasse ou encalhasse em algo, significaria que os deuses daquela tribo não teriam aceitado o sacrifício para expiar o pecado daquela tribo e eles iriam embora tristes por isso, principalmente por saber que eles teriam uma nova oportunidade de buscar o perdão dos deuses apenas no próximo ano. Entretanto, quando tudo ocorria bem, eles faziam uma grande festa em gratidão aos deuses por terem os seus pecados perdoados. O mais interessante é que esse povo nunca tinha ouvido falar de Moisés ou de Cordeiro Pascoal ou de dia da expiação.

1.      O ARREPENDIMENTO, UMA DECISÃO NECESSÁRIA.

Arrependimento significa “mudança de mente”, de atitude, de procedimento.

O sentimento de culpa está por trás de grande parte dos tormentos da alma humana. Sentimentos de culpa não são necessariamente ruins, pois ele normalmente atua ajudando no processo relacional, ajudando na vida em sociedade. Entretanto, esse sentimento também tem o poder de destruir a alma quando não está presente corretamente.

Em serviços de aconselhamento é possível observar que o sentimento de culpa está no centro dos problemas daqueles que buscam aconselhamento. Sentimentos de culpa podem estar por trás de problemas como depressão e  complexo de inferioridade. Gary Collins, em seu livro Aconselhamento Cristão diz o seguinte:

"... Converse com pessoas deprimidas, solitárias, angustiadas,membros de famílias violentas, homossexuais, alcoólatras, doentes terminais, pessoas que estão passando por crises conjugais ou qualquer outro tipo de problema, e você você descobrirá que a culpa faz parte de suas dificuldades. A culpa é o terreno onde religião e psicologia se encontram."

Muitos doentes terminais se encontram em conflito com esse sentimento, de culpa, pelos seus atos e omissões durante a vida. Já tive a oportunidade de conversar com pacientes terminais que sofriam não só as dores de suas enfermidades físicas, mas a dor da alma pelo sentimento de culpa e por saber que não teriam como tentar reverter ou minimizar as consequências de suas escolhas.
Todos têm seus sentimentos de culpa.

2.      DETECTANDO O COMPLEXO DE CULPA.

Podemos, no entanto definir o que é culpa?

Para falarmos sobre culpa e sentimento de culpa, precisamos fazer uma distinção:

Culpa: É um fato objetivo, ao cometermos um ato que merece repreensão, somos responsáveis por ele, culpados, quer sintamos ou não.

Sentimento de culpa é algo subjetivo, pois alguém pode deixar de se sentir culpado por um ato repreensível, assim como alguém pode se sentir culpado sem tê-lo cometido.

Segundo Collins, foram identificados quatro tipos de culpa, que podem ser agrupados em duas categorias fundamentais: Culpa objetiva e culpa subjetiva. A culpa objetiva ocorre quando uma lei é quebrada e o transgressor é culpado, embora possa não sentir culpado. A culpa subjetiva se refere aos sentimentos íntimos de remorso e autocondenação que surgem por causa de nossas ações.

1. Culpa objetiva. Pode ser dividida em qjatro tipos que se superpõem, se fundem e suas divisões são menos evidentes do que aparentam ser:

A. Culpa legal. A violação das leis da sociedade. A pessoa que avança um sinal vermelho por exemplo, ou rouba um objeto de uma loja de departamentos é culpada, mesmo que nunca venha a ser flagrada cometendo tal ato e independente ou não de sentir ou não algum remorso.

B. A culpa teológica. Envolve uma falha de se obedecer às leis de Deus. A Bíblia descreve os padrões divinos para o comportamento humano, padrões que vez ou outra infringimos por meio de pensamentos ou ações. De acordo com as Escrituras, todos nós somos pecadores (Romanos 3.23). Todos somos culpados diante de Deus, quer sintamos remorso sobre isso ou não.

Muitos psiquiatras e psicólogos não admitem a culpa teológica pois se fizerem isso teriam de assumir que existem padrões morais absolutos e que que os estabeleceu foi Deus. Por isso, muitos preferem crer que o certo e o errado são relativos, dependendo de sua criação, educação e valores recebidos e de suas experiências individuais.

C. Culpa pessoal. Neste caso, a pessoa viola seus próprios padrões pessoais ou resiste aos apelos de sua própria consciência.

D. A culpa social. Essa culpa surge quando quebramos uma regra que não está escrita, no entanto ela é tida como válida socialmente. Por exemplo, se uma pessoa se comporta grosseiramente, fala mal das outras pessoas, ignora alguém necessitado, nenhuma lei foi quebrada e pode não haver os sentimentos de remorso, no entanto essa pessoa é culpada porque ela violou as expectativas do sei grupo social.

Quando infringimos qualquer uma dessas leis, nos sentimos culpados, e nos sentimos mal. Porém também se pode infringir essas leis e não se sentir culpado de modo algum. Vemos isso presente em muitos casos de criminosos que não se arrependem de seus crimes ou até mesmo de cristãos declarados que se esquecem de Deus e pecam contra ele todos os dias, mas não se sentem culpadas de suas ações, conforme explica Gary Collins.

2. Culpa subjetiva. Esse tipo de culpa é o sentimento de pesar, remorso, vergonha e autocondenação que freqüente surge quando fazemos ou pensamos quando fazemos ou pensamos alguma coisa errada, ou deixamos de fazer algo que deveríamos ter feito, vindo muitas vezes acompanhados de sentimentos de ansiedade, desânimo, medo de uma punição, diminuição de auto estima e sensação de isolamento. Estes sentimentos e reações podem ser fortes ou fracas.

Esses sentimentos de culpa subjetiva podem ser apropriados e impróprios.
·        Apropriados – Quando infringimos uma lei ou um ensinamento da Palavra de Deus e sentimos um remorso proporcional à gravidade das nossas ações.
·        Impróprios – São quando os sentimentos de culpa não são proporcionais à gravidade do ato. Por exemplo, aquele que matou e não se sente culpado por isso, assim como aquele que se pune e se aflige por um pensamento impróprio.

3.      A AÇÃO DE CRISTO  JESUS.

COMO A PALAVRA DE DEUS TRATA O PROBLEMA DA CULPA.

A Palavra de Deus trata da culpa teológica, pois somos culpados por violar a lei de Deus. Parece haver pouca ou nenhuma diferença na Palavra de Deus entre “culpa” e “pecado”.
É possível ajudar pessoas a lidar com o pecado e a culpa analisando os conceitos de tristeza construtiva e o perdão divino.

Tristeza construtiva, também é chamado de tristeza santa, é um termo usado por Bruce Narramore, baseado em 2 Coríntios 7.8-10. Aqui, Paulo faz uma distinção entre a tristeza do mundo (que parece ser o equivalente do sentimento de culpa) e a tristeza santa que “produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar”. Ela é construtiva porque causa uma mudança construtiva.
Ela está de acordo com a Escritura. Pois ela leva o pecador a se voltar para Deus. Vemos isso no exemplo de Davi (2 Samuel 11.26 – 12.9; Salmo 51) e Pedro (João 21.9, 15-17- note a expressão: “e Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez” no versículo 17).

Pedro, ao negar Jesus, chorou amargamente (Mateus 26.75), experimentou profundo remorso e arrependimento sincero, acompanhado de um verdadeiro desejo de mudar, sendo restaurado pelo Senhor. Foi liberto de todo sentimento de culpa e Jesus o fez provar o perdão.
Esse perdão divino é o principal tema da Bíblia, principalmente do Novo Testamento. Jesus veio para dar a sua vida em resgate de muitos, para nos levar a comunhão com Deus (Lc 15; 19.10; João 3.16).
Para experimentar o perdão divino precisamos nos arrepender e nos voltar para Deus através de Cristo, e com a ajuda do Senhor Jesus, Aquele que perdoa os nossos pecados, precisamos estar dispostos a perdoar a outras pessoas (Mt 6.12, 14; 18.21-35).

Que o Senhor Jesus nos ajude a encontrar Nele sempre liberdade contra todo sentimento de culpa e experimentarmos sempre do seu amor, graça e perdão.

Referências:

O Fator Melquisedeque. Autor: Don Richardson.
Aconselhamento Cristão. Autor: Gary R. Collins.
Culpa e seus desdobramentos no processo de ajuda. Pr. Nelson Xavier de Brito.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COMBATENDO A DEPRESSÃO, O MAL DO SÉCULO.

Combatendo a depressão, o mal do século.

Comentários para a lição Enfermidades da Alma, Pastor Israel Maia. Editora Betel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que aproximadamente 350 milhões de pessoas  sofrem de depressão no mundo. Essa estimativa de que 66% desse total são mulheres se dá pela estimativa de que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo de depressão pós-parto, além de iutros fatores hormonais.

A depressão também é a doença mais comum na adolescência. Está presente entre as três principais causas de morte entre os adolescentes e jovens na faixa de 10-19 anos, junto com os acidentes de trânsito, e a Aids, e o suicídio.

O que é a depressão? O que é essa enfermidade da alma que não escolhe idade, sexo ou condição social? Quais as suas causas? São físicas,  são espirituais, são resultados de pecados pessoais ou atividade demoníaca? O crente em Cristo pode sofrer de depressão? Vamos tentar responder essas questões a seguir:

1. DEPRESSÃO, O QUE É ISSO?

A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa auto - estima, além de distúrbios do sono e apetite. Também há sensação de cansaço e falta de concentração.

1.1 Depressão patológica.

Apesar dessa definição da OMS, a depressão tem diversas formas, o que para muitos especialistas torna difícil uma definição. A melancolia tem muitas máscaras, desde uma tristeza rápida, momentânea, até o extremo do desejo de tirar a própria vida. No entanto, a depressão tem oito sintomas:

1. Alteracão do humor. O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todoe esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimos de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas,  podem configurar um quadro de depressão clinica. "O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz, mesmo aconecendo algo de bom na vida da pessoa que acaba vendo apenas o aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui", diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do instituto de Psquiatria da USP.

2. Desinteresse por coisas prazerosas. Perder o interesse por atividades  que antes eram prazerosas é outro sintoma importante da depressão.  O desinteresse pode acontecerem diferentes aspectos da vida do indivíduo, como no âmbito profissional e sexual, familiar, além de atividades de lazer, por exemplo.  "O paciente também pode abrir mão de projetos por achar que eles já não valem  mais o esforço,  deixar de conquistar novos objetivos ou de aproveitar oportunidades que podem surgir em sua vida" diz o psquiatra Rodrigo Leite.

3. Problemas relacionados ao sono. Pessoas com depressão podem dormir mais ou menos do que o de costume. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia.

4. Mudança no apetite. Pessoas com depressão podem apresentar uma perda ou aumento do apetite - passando a consumir muito açucar ou carboidrato, por exemplo. Segundo o psquiatra Rodrigo Leite,  já não está claro o motivo pelo qual isso acontece, mas sabe-se que, somando a outros sintomas da doença, a alteração do apetite que persiste por no mínimo duas semanas aumenta as chances de um paciente ser diagnosticado com depressão.

5. Perda ou ganho de peso. Mudanças significativas de peso podem ser uma consequência da alteração do apetite causados pela depressão - por isso, são consderadas como sintomas da doença.

6. Falta de concentração. Em muitos casos, a depressão também pode prejudicar a capacidade de concentração, raciocínio e tomada de decisões. Com isso, o indivíduo perde o rendimento no trabalho ou nos estudos. Segundo a psquiatra Mara Maranhão,  da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a depressão pode impedir que o paciente trabalhe ou estude, ou então faz com que ele precise se esforçar muito para conseguir concluir uma determinada atividade.

7. Cansaço. Diminuição de energia,  cansaço frequente e fadiga são comuns com pessoas com depressão,  mesmo quando elas não realizam esforço físico.  "O indivíduo pode queixar - se, por exemplo de que se lavar e e vestir pela manhã é algo exaustivo e pode levar o  dobro do tempo habitual", segundo o capítulo sobre depressão do Manual Diagnóstico  e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - 5), feito pela Associação Americana de Psquiatria.

8. Pensamentos recorrentes sobre morte. Em casos mais graves pessoas com depressão podem apresentar pensamentos recorrentes sobre morte , ideação suicida ou até tentativas de suicídio. A frequência e intensidade dessas ideias podem mudar de acordo com cada paciente. "As motivações para o suicídio podem incluir desejo de desistir diante de um obstáculo tido como insuperável ou intenso desejo de acabar com um estado emocional muito doloroso" de acordo com o DSM-5.

TIPOS DE DEPRESSÃO.
.

A depressão maior (antiga depressão endógena), caracteriza-se por um ou mais episódios depressivos, com pelo menos duas semanas de humor deprimido ou perda de interesse nas atividades, acompanhadas de ao menos quatro sintomas adicionais de depressão que incluem sentimentos de desesperança,  desvalia, culpa, desamparo, associados a alterações de apetite e sono, fadiga, retardo ou agitação pscomotora, disfunção sexual, com ou sem tentaiva de suicídio.

Manifestações pscóticas também podem ocorrer acompanhando a depressão maiorou endógena,  com o aparecimento de idéias delirantes e mesmo alucinações.

Merecem destaques ainda o disturbio efetivo puerperal, que ocorre até quatro semanas após o parto;

Depressão sazonal que tem início e remissão em certos períodos do ano, geralmente no inverno e na primavera respectivamente.

Depressão exógena. Ela é chamada assim pois é causada por fatores externos, como situações como morte de entes queridos, quebra de laços afetivos como separações e divórcios.

A ansiedade e o estresse também causam depressão.

A ansiedade é uma perturbação psiquica que nos leva preoupar-nos, a agir com desequilíbrio,  a sofrer com antecipação,  levando a angústia.  É uma alteração psiquica que é permante, podendo trazer um transtorno para depois. A pessoa ansiosa está sempre preocupada, com  medo, nervosa. A solução é confiar no Senhor (Mt 6.25; Fp 4.6). Quando a ansiedade é boa, ela leva a pessoa ao seu objetivo.  Porém a ruim, te afeta, levando a uma doença mais grave. Por exemplo: O viver com medo pode trazer o transtorno do pânico.

O estresse: É tudo aquilo que o homem criou para ele e não consegue atender. Leva a uma ansiedade grave, porém o estresse bom é a força propulsora, aquela "adrenalina" que te leva a busca.

Como tratar a ansiedade?

1. Conhecer-se: O importante de nos conhecermos é porque nós sabemos como reagimos a determinados estimulos, portanto devemos saber agir em determinadas situaçoes. Muitas doenças físicas são geradas no emocional, e se não for tatado o emocional, não melhora o físico. Por exemplo: A obesidade em alguns casos está ligada a ansiedade.

2. Atividade física. Na atividade física, o organismo libera endorfina, que é um antidepressivo natural.

 O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A DEPRESSÃO.

O nome “depressão” não está na Bíblia. Entretanto, diversas passagens mostram pessoas que estavam em situação que expressaram seus sentimentos de tristeza e esperança: por exemplo, Salmos 69, 88, 102, 43, ou Elias em 1 Rs 19 e seu tratamento dado por Deus. Jeremias também escreveu um livro inteiro sobre lamentações. Jesus no getsêmani e sua angústia. (Mt 26.37-38). Ainda poderíamos citar Jó (Jo 3), Moisés (Nm 11.10-15).  Portanto, não podemos jamais dizer que uma pessoa deprimida esteja possessa por demônios. Não podemos tirar conclusões precipitadas.

COMO AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO?

EXISTE MEIO DE AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO? Sim, mas a melhora de uma pessoa neste estado não é de uma hora para outra.Devemos ter consciência de que não somos profissionais formados na área, e não ter receio de aconselhar alguém nesta situação procurar um profissional da área, um psicólogo. Porém também devemos ter consciência que a igreja deve ter um papel importante para ajudar estas pessoas a se restabelecerem, pois a igreja tem um ministério de consolo e de cura. Podemos ver alguns fatores para aconselhar alguém (ou a nós mesmos):

Podemos ajudar pessoas com depressão:

1. Ouvindo - as: Ouvi-las atentamente e pacientemente, procurando detectar sinais de raiva, mágoa, pensamentos negativos, baixo auto - estima e culpa, que poderão ser comentados posteriormente. Incentive a falar sobre as circunstâncias da vida que lhe causam tédio. Evite tomar partido, mas procure compreender e aceitar os sentimentos do outro. Preste atenção em conversas sobre perdas, fracassos, rejeição, e outros incidentes que podem ter desencadeado a depressão.

2. Não podemos esquecer que muitas reações depressivas são de causa fisiológicas.  Estima - se que cerca de 40 por cento de depressão sejam resultado direto de uma doença física, sendo que algumas podem não ser diagnosticadas.  Também podem ser efeifos colaterais de medicamentos e até mesmo consequências de mal hábito alimentar.

3. Não desaparecendo os sintomas, não devemos ter receio em encaminhar a pessoa com depressão para um profissional da área,  pois se houver a necessidade de medicamentos apenas esses profissionais podem receitá - los, além de abordar profissionalmete o caso.

4. Podemos ajudar verificando, na medida do possível,  as causas; se são psicológica  ou espirituais que estão por trás dos sintomas.
Pode ser por histórico ou pressão familiar?
Estresse ou lidando com perdas ou traumas?

Ira? Será que ela está magoada com algumas pessoas ou situações? Hebreus fala sobre a raiz de amargura que  priva da graça de Deus. O perdão é libertador.
Existem sentimentos de culpa por algo que a pessoa fez em algum momento de sua vida? Vemos por exemplo o caso de Davi, que foi restaurado após a confrontação do Senhor e consequentemente sua confissão diante de Deus (2 Samuel 12; Salmo 51).

Não devemos simplesmente dizer para uma pessoa que "você não deveria se sentir assim" pois isso não alivia em nada a depressão e muitas vezes,  ainda acresecenta sentimentos de culpa, já qua a maioria das pessoas não pode mudar seus sentimentos ao seu bel prazer. Para mudar sentimentos é necessário mudar a maneira de pensar. Quando surgir problemas e desilusões devemos perguntar o que a pessoa pensa a respeito,  levando a pessoa a se voltar para Deus (Filipenses 4.7).

Que Deus nos dê graça e sabedoria para ajudarmos aqueles que estiverem enfrentando essa enfermidade da alma,  bem como a nós, quando enfrentarmos esses períodos, os quais todos estamos sujeitos. Que independente das causas, possamos alcançar vitória em Cristo Jesus sobre a depressão. Amém.

Referências:

Livro
Aconselhamento Cristão, autor Gary R. Collins. Editora Vida Nova.

Máscara da Melancolia,  autor John White. Editora Abu.

Matéria Revista Veja.


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...