terça-feira, 1 de abril de 2014

OS 16 ARTIGOS DA DECLARAÇÃO DE VERDADES FUNDAMENTAIS

OS 16 ARTIGOS DA DECLARAÇÃO DE VERDADES FUNDAMENTAIS.
A DECLARAÇÃO ORIGINAL DE 1916
SOBRE AS VERDADES FUNDAMENTAIS.

A Declaração de Verdades Fundamentais não tem por intuito servir de credo à Igreja, nem de base à comunhão dos fiéis. Ela visa tão somente a unidade no ministério (isto é, para que todos digamos uma mesma coisa, 1 Co 1.10; At 2.42). A fraseologia empregada nesta declaração, embora não seja inspirada, é indispensável para se manter sempre pleno o ministério cristão. Nenhuma reinvindicação é aqui apresentada no sentido de que esta declaração contenha toda a verdade da Bíblia, pois o seu objetivo é cobrir as nossas necessidades quanto às questões fundamentais da fé cristã.

1. A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS.
As Escrituras Sagradas, tanto o Antigo, quanto o Novo Testamento, são inspiradas verbalmente  por Deus. Elas são a  revelação de Deus à humanidade, e nossa infalível e autorizada regra de fé e conduta. (1 Ts 2.13; 2 Tm 3.15,16; 2 Pe 1.21).

2. O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO.
Revelou-se como o eterno e auto-existente "Eu Sou", o criador dos céus e da terra, e o Redentor da humanidade. Ele também revelou-se como aquele que incorpora os princípios de relação e  associação como Pai, Filho e Espírito Santo (Dt 6.4; Is 43.10, 11; Mt 28.19; Lc 3.22).

3. A DEIDADE DO SENHOR JESUS CRISTO
As Escrituras declaram:
a)      Seu nascimento virginal (Mt 1.23; Lc 1.31, 35);
b)      Sua vida inpecável (Hb 7.26; 1 Pe 2.22);
c)      Seus milagres (At 2.22; 10.38);
d)      Sua obra vicária sobre a cruz (1 Co 15.2; 2 Co 5.21);
e)      Sua ressurreição corporal dentre os mortos (Mt 28.6; Lc 24.39; 1 Co 15.4);
f)       Sua exaltação à mão direita de Deus (At 1.9,11; 2.33; Fp 2.9-11; Hb 1.3);

4. A QUEDA DO HOMEM
Este foi criado como um ser bom e reto (Ec 7.29), pois Deus mesmo disse (Gn 1.26). Entretanto, por transgressão voluntária, o homem caiu, incorrendo não somente na morte física, mas também na morte espiritual que é ficar separado de Deus (Rm 5.12-19).

5. A SALVAÇÃO DO HOMEM
A única esperança de redenção da humanidade encontra-se no sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, derramado no calvário.
a)      Condição da Salvação: Arrependimento de pecados e fé em Jesus Cristo (Lc 24.47; Jo 3.3; Rm 10.13-15; Ef 2.8; Tt 2.11, 3.5-7).
b)      Evidências da salvação: interior testemunho direto do Espírito Santo (Rm 8.16). A evidência externa, à todos os homens, é uma vida de retidão e de verdadeira santidade (Ef 4.24; Tt 2.12).

6. AS ORDENANÇAS DA IGREJA
São duas:
a)      O Batismo nas águas (Mt 28.19; Mc 16.16; At 10.47, 48; Rm 6.4). O batismo por imersão é ordenado nas Escrituras. Todos quantos se arrependem e crêem em Cristo como Salvador e Senhor devem ser batizados. Assim fazendo, estarão declarando ao mundo que morreram com Cristo e foram ressuscitados com Ele para andar em novidade de vida.
b)      Ceia do Senhor (2 Pe 1.4; 1 Co 11.26). A ceia do Senhor, que consiste no pão e vinho como Elementos, é o símbolo que exprime nossa participação na natureza divina de Nosso Senhor Jesus Cristo e profetiza sua segunda vinda e isso foi ordenado até que “Ele venha.”

7. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Todos os crentes têm o direito à promessa do Pai, a qual deveriam esperar ardentemente e intensamente: o batismo no Espírito Santo e no fogo, de acordo com o mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo. Essa era a experiência normal de toda a Igreja Primitiva. Com ela chega a concessão de poder para a vida e o serviço, a doação dos dons e seu uso no ministério (Lc 24.49; At 1.4,8; 1 Co 12.1-31). Essa experiência é distinta e sub seqüente à experiência do novo nascimento (At 8.12-17; 10.44-46; 15.7-9). O Batismo no Espírito Santo nos permite experimentar uma plenitude espiritual (Jo 7. 37-39; At 4.8), uma reverência mais profunda por Deus (At 2.43; Hb 12.28), uma intensa consagração à Ele e dedicação à sua obra (At 2.42) e um amor mais ativo por Cristo, por sua palavra e pelos perdidos (Mc 16.20).

8. A EVIDÊNCIA FÍSICA INICIAL DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes conceder (At 2.4) O falar em línguas nessa instância, pertence à mesma essência que o dom das línguas (1 Co 12.4-10, 28), mas é diferente quanto ao seu uso e propósito.

9. A SANTIFICAÇÃO
A santificação é o ato de separar-se do que é ruim e dedicar-se para Deus (Rm 12.1,2; 1 Ts 5.23; Hb 13.12). As Escrituras ensinam uma vida de “santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Através do poder do Espírito Santo, somos capazes de obedecer ao mandamento: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pe 1.15,16).
A santificação é realizada pelo crente pelo reconhecimento da identificação com Cristo em sua morte e ressurreição e, pela fé, por considera-se diariamente no fato dessa união e por oferecer toda faculdade continuamente ao domínio do Espírito Santo (Rm 6.1-11,13; 8.1,2, 13; Gl 2.20; Fp 2.12,13; e 1 Pe 1.5).

10. A IGREJA E SUA MISSÃO
É o corpo de Cristo, a habitação de Deus através do Espírito, com divinas nomeações para o cumprimento de sua Grande Comissão. Cada crente nascido do Espírito é parte integrante da Assembléia Universal e da Igreja dos Primogênitos, que estão inscritos no Céu (Ef. 1, 22,23; 2.22; Hb 12.23).

11. O MINISTÉRIO
Um ministério divinamente designado e biblicamente ordenado foi provido por nosso Senhor Jesus Cristo com o tríplice propósito de liderar a Igreja na:
1.      Evangelização do mundo (Mc 16.15-20);
2.      Adoração a Deus (Jo 4.23,24);
3.      Edificação de um corpo de santos que está sendo aperfeiçoado segundo a imagem do Filho de Deus (Ef 4.11,16).

12. A CURA DIVINA
As curas divinas são parte integral do Evangelho. O livramento das enfermidades nos é provido na expiação feita pelo Senhor Jesus, e é privilégio de todos os crentes (Is 53.4,5; Mt 8. 16, 17; Tg 5. 14-16).

13. BENDITA ESPERANÇA
A ressurreição e o arrebatamento dos que dormem em Cristo , juntamente com os santos que estiverem vivos, é a iminente esperança da Igreja (Rm 8.23; 1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.16,17; Tt 2.13).

14. O REINO MILENIAL DE CRISTO
A segunda vinda de Cristo inclui o arrebatamento dos santos, nossa bendita esperança. É seguida pela volta visível de Cristo com seus santos, para reinar sobre a terra por mil anos (Zc 14.5; Mt 24. 27, 30; Ap 1.7; 19.11-14; 20.1-6). Esse reino trará a salvação a Israel (Ez 37.21,22; Sf 3.19,20; Rm 11.26, 27) e o estabelecimento da paz universal(Sl 72.3-8; Is 11.6-9; Mq 4.3,4).

15. O JULGAMENTO FINAL
Haverá um julgamento final, no qual os ímpios ressuscitarão para serem julgados de conformidade com as suas obras. Quem não tiver o nome inscrito no livro da vida, será lançado, juntamente com o diabo e seus anjos, no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte, onde já estarão a besta e o Falso Profeta (Mt 25.46; Mc 9.43-48; Ap 19, 20; 20.11-15 e 21.8).

16. OS NOVOS CÉUS E NOVA TERRA
“Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novo céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2 Pe 3.13; Ap 21 e 22).

Fonte:
Doutrinas Bíblicas, Os fundamentos da nossa fé.
Autores William W. Menzes
Stanley m. Horton

Editora CPAD.

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