quinta-feira, 29 de maio de 2014

A INVEJA, UM VENENO MORTÍFERO PARA A VIDA

A INVEJA, UM VENENO MORTÍFERO PARA A VIDA.

Comentário para a lição de n. 9, para a revista da Escola Bíblica Dominical "Enfermidades da Alma", do Pr. Israel Maia.

INTRODUÇÃO

"O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos. Provérbios 14.30.

Uma outra tradução para esse texto fala assim:

Um coração pacífico é a vida para o corpo, mas a inveja é cárie para os ossos. Provérbios 14.30 - BJ.

Segundo alguns comentaristas, esse texto fala que ao termos uma atitude interior tranquila e pacífica, traz saúde para o corpo, mas a inveja, o ressentimento e outras atitudes mentais doentias são prejudiciais para a saúde da pessoa, começando pelo prejuízo trazido na área espiritual e emocional. Nesta lição vamos falar sobre a inveja, e seus malefícios.

1. CONCEITO DE INVEJA.

No hebraico a palavra é qinah que significa zelo, ciúme. Segundo Champlin, essa palavra é empregada por quarenta e duas vezes no Antigo Testamento.
A inveja é um sentimento sempre negativo, ao passo que o zelo; pode ser negativo ou positivo. A inveja é uma das maiores demonstrações de mesquinharia humana, causada pela queda no pecado.

1.1 Inveja construtiva.

Segundo a psicologia científica, a inveja pode ser construtiva ou positiva quando a pessoa toma alguém que é bem sucedido como referência para atingirmos o que ele conseguiu atingir, para chegarmos onde alguém de sucesso chegou porém nesse caso é necessário uma auto-estima que torna tal pessoa confiante nas suas capacidades.

Biblicamente nenhum tipo de inveja é considerada construtiva, pois como falamos anteriormente, ela e uma das maiores demonstrações da natureza pecaminosa do ser humano. Ela é tratada como um sentimento que destrói e causa divisão (Tg 3.14-16).

1.2  Inveja destrutiva.

A inveja é considerada pecado por que uma pessoa invejosa  ignora suas próprias bênçãos e deseja insanamente o status da outra pessoa. É o caso de Saul e Davi, onde vemos Saul louco para destruir Davi, se esquecendo de seu próprio reinado. E um sentimento anticristão (1 Co 3.3). Só o amor de Deus derramado em nossos corações é que pode eliminar o sentimento de inveja dentro de nossos corações no nosso dia a dia. (Tg 3.3-8; Jo 13. 12.-17).

1.3 Os malefícios da inveja.

Em primeiro lugar, como diz o texto da palavra de Deus, traz prejuízos graves na vida da própria pessoa, pois esta se corrói por dentro desejando o que o outro tem, se esquecendo dos benefícios que recebeu, das coisas boas que possui, deixando de seguir a sua própria vida e buscar os seus próprios ideais desejando viver a vida de outra pessoa, de conquistar os bens do outro.

Traz também consequências graves na vida daquele que é invejado. Por exemplo, a crítica destrutiva é um grande exemplo de máscara da inveja. A calúnia se dá porque o invejosos se sente inferior a pessoa invejada. Por isso a necessidade de falar mal da pessoa invejada.

Os invejosos chegam a fazer campanhas de perseguição contra aqueles que eles invejam as quais na maioria das vezes não tem qualquer culpa de terem despertado esse sentimento invejoso.É uma tentativa distorcida para se sentir compensado pelo proprio fracasso, glorificando o seu proprio eu e diminuindo a pessoa invejada.

A palavra portuguesa inveja, segundo Champlin, vem do latim invidere, que significa em (contra) e olhar para, ou seja, olhar para alguém de modo contrario  com maus olhos, com base no ódio sentido contra esse alguém. Ela sempre envolve ressentimento, e alguns sempre conseguem disfarçá-la usando o pretexto de proteger uma causa, quando na verdade, querem é combater alguém por quem tem inveja.

2. CASOS BÍBLICOS DIVERSOS.

2.1 José, invejado por seus irmãos.

Alguns psicólogos sugerem que esse sentimento se origina no ambiente familiar, onde comparações são frequentes. O fato é que desde cedo, a sociedade e até mesmo dentro de casa as comparações estão presentes, como "este é mais bonito" ou "é mais inteligente que o outro", etc.

Jacó, sem perceber estava fazendo a mesma coisa que seu pai Isaque, ao preferir um dos filhos acima do outro (Gn 25.28). Pode ser porque José o fazia lembrar Raquel. O resultado então foi uma divisão entre José, que então tinha seus dezessete anos e seus meio-irmãos. Essa roupa ornamentada, destacava José em relação aos demais.

2.2 A insubordinação de Arão e Miriã gerados pela inveja.

O versículo 2, de números 12 demonstra o sentimento de inveja que Arão e Miriã tinham por Moisés. Não há que duvidar que Arão e Miriã ainda viam Moisés como o caçula e se ressentiam de sua posição de liderança com o povo e de seu favor com Deus. A inveja que eles tiveram de Moisés, levaram-nos a cometerem o pecado de arruinar a influencia do líder de Deus e de questionar sua autoridade.

2.3 A inveja de Saul contra Davi.

Outra característica e lição sobre a pessoa invejosa é que ela nesse insano desejo de tomar o lugar do outro ou de ter aquilo que o outro tem, não enxerga mais a si mesma, e não percebe que o resultado de seu insucesso são consequências de suas próprias atitudes, sendo ela mesma e não a outra pessoa responsável por sua situação. É o que vemos nesse caso de Saul e Davi (1 Sm 18.7-8; 1 Sm 13.14; 1 Sm 24.2)

3. A AÇÃO DE DEUS.

3.1 A surpresa dos invejosos

Aprendemos com José que o nosso correto testemunho diante de Deus e dos homens, pode ser o meio de Deus glorificar o seu nome e realizar os seus misteriosos planos mesmo em meio ao nosso aparente fracasso e derrota.

3.2 Punição para os invejosos.

Ao estar branca como a neve, quer dizer que Miriã estava já nos últimos estágios da doença como sinal da punição de Deus contra esse castigo. A lepra, em muitos casos na palavra de Deus, é muito usada para tipificar o pecado. Miriã, que num momento se exaltara em orgulho próprio a ponto de pensar que deveria estar em posição igual ao líder de todo o Israel, no momento seguinte foi banida do acampamento nas circunstâncias mais humilhantes. Este é o resultado do pecado do orgulho (Pv 16.18; Is 10.33).

3.3 A vitória daqueles que não são vencidos pelo sentimento de inveja.

Devemos sempre pedir a Deus que nos guarde desse sentimento, pois é muito claro na Palavra de Deus as consequências na vida daqueles que se deixam dominar por tal sentimento. Ao percebermos que somos vítimas desse tipo de perseguição, não devemos ceder aos sentimentos dos invejosos, seja em que ambiente for. Devemos sim buscar nossos objetivos e viver tudo aquilo que Deus planejou para nós, lembrando que Deus resiste aos soberbos, porem dá graça aos que sao humildes (1 Pedro 5.5-6).

CONCLUSÃO.

Sempre devemos ter em mente que a Palavra de Deus nunca trata o sentimento de inveja de modo construtivo ou positivo. Os Dez Mandamentos proíbem o sentimento de inveja. Podemos ver mandamentos específicos contra a inveja nos livros de Salmos e Provérbios (por exemplo Sl 37.1; 73.2,3; Pv  3.31 23.17; 24.1,19.

No trecho de Eclesiastes 4.4 são  exortados a trabalharem e desenvolverem suas habilidades pessoais quando sentirem inveja de outras pessoa.

Poderíamos ainda falar de Hamã e Mardoquel no livro de Ester como um outro exemplo.

No Novo Testamento, em Romanos 1.29, a inveja ocupa um lugar proeminente, associada ao homicídio e ao ódio contra Deus, sugerindo que a pessoa invejosa ataca a outra por quem sente inveja justamente por não poder atacar a Deus, a quem considera causa de seu fracasso. Paulo exorta Timóteo e Tito para não se envolverem em contendas que entre outras coisas conduzem a inveja (1 Tm 6.4; Tt 3.3).

O caso mais trágico de inveja registrado na Palavra de Deus é a dos líderes judeus que fizeram de nosso Senhor Jesus Cristo vítima de inveja (Mateus 27.28, sendo que o próprio Pilatos percebeu isso (Marcos 15.10ss).
A inveja é uma atitude carnal e diabólica  (1 Co 3.3;1 Jo 3.12), sendo uma das obras da carne, fazendo parte da natureza humana decaída (Gálatas 5.21). Em Cristo Jesus, Deus nos dá um novo coração que nos livra e nos limpa deste sentimento (Gálatas 5.22). Que Deus nos abençoe e que Nele possamos ser livres desse sentimento, bem como nos use para ajudar e abençoar, encaminhando para Ele, ao Senhor Jesus, aqueles que humildemente desejam ser livres de tal sentimento.

Referências.

R. N. Champlin, Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Editora Hagnos;

Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD.

Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus.

Bíblia de Estudo Pentecostal. Editora CPAD.




sexta-feira, 23 de maio de 2014

COMPLEXO DE CULPA, O TORMENTO DA ALMA HUMANA. Lição n.8

COMPLEXO DE CULPA, O TORMENTO DA ALMA HUMANA.

Comentário para a lição da Escola Dominical, revista editora betel "Enfermidades da alma", escrita pelo Pr. Israel Maia.

INTRODUÇÃO.

O sentimento de culpa está presente na alma humana. Não existe uma sociedade livre do sentimento de culpa. Todos, exceto aqueles que possuem personalidade psicopática, possuem sentimentos de culpa. Em alguns casos, aqueles que possuem essa personalidade psicopática não possuem esse sentimento.

Não existe uma sociedade livre do sentimento de culpa. Don Richardson, em seu livro fator Melquisedeque, conta-nos sobre um povo que tinha um ritual bem curioso: Os anciãos construíam um barco, onde colocavam uma galinha presa a ele. Em seguida, os anciãos vinham e impondo as mãos sobre ela e a embarcação e confessavam o pecado deles e de toda a tribo. Após, sacrificavam outra ave e aspergiam o seu sangue sobre a embarcação e a colocavam sobre o rio. Todo esse ritual era observado atentamente por toda a tribo e enquanto a embarcação seguia o seu fluxo, eles observavam atentamente a embarcação desaparecer na correnteza, pois se a embarcação afundasse ou encalhasse em algo, significaria que os deuses daquela tribo não teriam aceitado o sacrifício para expiar o pecado daquela tribo e eles iriam embora tristes por isso, principalmente por saber que eles teriam uma nova oportunidade de buscar o perdão dos deuses apenas no próximo ano. Entretanto, quando tudo ocorria bem, eles faziam uma grande festa em gratidão aos deuses por terem os seus pecados perdoados. O mais interessante é que esse povo nunca tinha ouvido falar de Moisés ou de Cordeiro Pascoal ou de dia da expiação.

1.      O ARREPENDIMENTO, UMA DECISÃO NECESSÁRIA.

Arrependimento significa “mudança de mente”, de atitude, de procedimento.

O sentimento de culpa está por trás de grande parte dos tormentos da alma humana. Sentimentos de culpa não são necessariamente ruins, pois ele normalmente atua ajudando no processo relacional, ajudando na vida em sociedade. Entretanto, esse sentimento também tem o poder de destruir a alma quando não está presente corretamente.

Em serviços de aconselhamento é possível observar que o sentimento de culpa está no centro dos problemas daqueles que buscam aconselhamento. Sentimentos de culpa podem estar por trás de problemas como depressão e  complexo de inferioridade. Gary Collins, em seu livro Aconselhamento Cristão diz o seguinte:

"... Converse com pessoas deprimidas, solitárias, angustiadas,membros de famílias violentas, homossexuais, alcoólatras, doentes terminais, pessoas que estão passando por crises conjugais ou qualquer outro tipo de problema, e você você descobrirá que a culpa faz parte de suas dificuldades. A culpa é o terreno onde religião e psicologia se encontram."

Muitos doentes terminais se encontram em conflito com esse sentimento, de culpa, pelos seus atos e omissões durante a vida. Já tive a oportunidade de conversar com pacientes terminais que sofriam não só as dores de suas enfermidades físicas, mas a dor da alma pelo sentimento de culpa e por saber que não teriam como tentar reverter ou minimizar as consequências de suas escolhas.
Todos têm seus sentimentos de culpa.

2.      DETECTANDO O COMPLEXO DE CULPA.

Podemos, no entanto definir o que é culpa?

Para falarmos sobre culpa e sentimento de culpa, precisamos fazer uma distinção:

Culpa: É um fato objetivo, ao cometermos um ato que merece repreensão, somos responsáveis por ele, culpados, quer sintamos ou não.

Sentimento de culpa é algo subjetivo, pois alguém pode deixar de se sentir culpado por um ato repreensível, assim como alguém pode se sentir culpado sem tê-lo cometido.

Segundo Collins, foram identificados quatro tipos de culpa, que podem ser agrupados em duas categorias fundamentais: Culpa objetiva e culpa subjetiva. A culpa objetiva ocorre quando uma lei é quebrada e o transgressor é culpado, embora possa não sentir culpado. A culpa subjetiva se refere aos sentimentos íntimos de remorso e autocondenação que surgem por causa de nossas ações.

1. Culpa objetiva. Pode ser dividida em qjatro tipos que se superpõem, se fundem e suas divisões são menos evidentes do que aparentam ser:

A. Culpa legal. A violação das leis da sociedade. A pessoa que avança um sinal vermelho por exemplo, ou rouba um objeto de uma loja de departamentos é culpada, mesmo que nunca venha a ser flagrada cometendo tal ato e independente ou não de sentir ou não algum remorso.

B. A culpa teológica. Envolve uma falha de se obedecer às leis de Deus. A Bíblia descreve os padrões divinos para o comportamento humano, padrões que vez ou outra infringimos por meio de pensamentos ou ações. De acordo com as Escrituras, todos nós somos pecadores (Romanos 3.23). Todos somos culpados diante de Deus, quer sintamos remorso sobre isso ou não.

Muitos psiquiatras e psicólogos não admitem a culpa teológica pois se fizerem isso teriam de assumir que existem padrões morais absolutos e que que os estabeleceu foi Deus. Por isso, muitos preferem crer que o certo e o errado são relativos, dependendo de sua criação, educação e valores recebidos e de suas experiências individuais.

C. Culpa pessoal. Neste caso, a pessoa viola seus próprios padrões pessoais ou resiste aos apelos de sua própria consciência.

D. A culpa social. Essa culpa surge quando quebramos uma regra que não está escrita, no entanto ela é tida como válida socialmente. Por exemplo, se uma pessoa se comporta grosseiramente, fala mal das outras pessoas, ignora alguém necessitado, nenhuma lei foi quebrada e pode não haver os sentimentos de remorso, no entanto essa pessoa é culpada porque ela violou as expectativas do sei grupo social.

Quando infringimos qualquer uma dessas leis, nos sentimos culpados, e nos sentimos mal. Porém também se pode infringir essas leis e não se sentir culpado de modo algum. Vemos isso presente em muitos casos de criminosos que não se arrependem de seus crimes ou até mesmo de cristãos declarados que se esquecem de Deus e pecam contra ele todos os dias, mas não se sentem culpadas de suas ações, conforme explica Gary Collins.

2. Culpa subjetiva. Esse tipo de culpa é o sentimento de pesar, remorso, vergonha e autocondenação que freqüente surge quando fazemos ou pensamos quando fazemos ou pensamos alguma coisa errada, ou deixamos de fazer algo que deveríamos ter feito, vindo muitas vezes acompanhados de sentimentos de ansiedade, desânimo, medo de uma punição, diminuição de auto estima e sensação de isolamento. Estes sentimentos e reações podem ser fortes ou fracas.

Esses sentimentos de culpa subjetiva podem ser apropriados e impróprios.
·        Apropriados – Quando infringimos uma lei ou um ensinamento da Palavra de Deus e sentimos um remorso proporcional à gravidade das nossas ações.
·        Impróprios – São quando os sentimentos de culpa não são proporcionais à gravidade do ato. Por exemplo, aquele que matou e não se sente culpado por isso, assim como aquele que se pune e se aflige por um pensamento impróprio.

3.      A AÇÃO DE CRISTO  JESUS.

COMO A PALAVRA DE DEUS TRATA O PROBLEMA DA CULPA.

A Palavra de Deus trata da culpa teológica, pois somos culpados por violar a lei de Deus. Parece haver pouca ou nenhuma diferença na Palavra de Deus entre “culpa” e “pecado”.
É possível ajudar pessoas a lidar com o pecado e a culpa analisando os conceitos de tristeza construtiva e o perdão divino.

Tristeza construtiva, também é chamado de tristeza santa, é um termo usado por Bruce Narramore, baseado em 2 Coríntios 7.8-10. Aqui, Paulo faz uma distinção entre a tristeza do mundo (que parece ser o equivalente do sentimento de culpa) e a tristeza santa que “produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar”. Ela é construtiva porque causa uma mudança construtiva.
Ela está de acordo com a Escritura. Pois ela leva o pecador a se voltar para Deus. Vemos isso no exemplo de Davi (2 Samuel 11.26 – 12.9; Salmo 51) e Pedro (João 21.9, 15-17- note a expressão: “e Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez” no versículo 17).

Pedro, ao negar Jesus, chorou amargamente (Mateus 26.75), experimentou profundo remorso e arrependimento sincero, acompanhado de um verdadeiro desejo de mudar, sendo restaurado pelo Senhor. Foi liberto de todo sentimento de culpa e Jesus o fez provar o perdão.
Esse perdão divino é o principal tema da Bíblia, principalmente do Novo Testamento. Jesus veio para dar a sua vida em resgate de muitos, para nos levar a comunhão com Deus (Lc 15; 19.10; João 3.16).
Para experimentar o perdão divino precisamos nos arrepender e nos voltar para Deus através de Cristo, e com a ajuda do Senhor Jesus, Aquele que perdoa os nossos pecados, precisamos estar dispostos a perdoar a outras pessoas (Mt 6.12, 14; 18.21-35).

Que o Senhor Jesus nos ajude a encontrar Nele sempre liberdade contra todo sentimento de culpa e experimentarmos sempre do seu amor, graça e perdão.

Referências:

O Fator Melquisedeque. Autor: Don Richardson.
Aconselhamento Cristão. Autor: Gary R. Collins.
Culpa e seus desdobramentos no processo de ajuda. Pr. Nelson Xavier de Brito.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COMBATENDO A DEPRESSÃO, O MAL DO SÉCULO.

Combatendo a depressão, o mal do século.

Comentários para a lição Enfermidades da Alma, Pastor Israel Maia. Editora Betel.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que aproximadamente 350 milhões de pessoas  sofrem de depressão no mundo. Essa estimativa de que 66% desse total são mulheres se dá pela estimativa de que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo de depressão pós-parto, além de iutros fatores hormonais.

A depressão também é a doença mais comum na adolescência. Está presente entre as três principais causas de morte entre os adolescentes e jovens na faixa de 10-19 anos, junto com os acidentes de trânsito, e a Aids, e o suicídio.

O que é a depressão? O que é essa enfermidade da alma que não escolhe idade, sexo ou condição social? Quais as suas causas? São físicas,  são espirituais, são resultados de pecados pessoais ou atividade demoníaca? O crente em Cristo pode sofrer de depressão? Vamos tentar responder essas questões a seguir:

1. DEPRESSÃO, O QUE É ISSO?

A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa auto - estima, além de distúrbios do sono e apetite. Também há sensação de cansaço e falta de concentração.

1.1 Depressão patológica.

Apesar dessa definição da OMS, a depressão tem diversas formas, o que para muitos especialistas torna difícil uma definição. A melancolia tem muitas máscaras, desde uma tristeza rápida, momentânea, até o extremo do desejo de tirar a própria vida. No entanto, a depressão tem oito sintomas:

1. Alteracão do humor. O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, que pode envolver sentimentos como tristeza, indiferença e desânimo. Todoe esses sentimentos são naturais do ser humano e nem sempre são sinônimos de depressão, mas, se somados a outros sintomas da doença e persistirem na maior parte do dia por ao menos duas semanas,  podem configurar um quadro de depressão clinica. "O humor deprimido faz com que a pessoa passe a enxergar o mundo e a si mesma de forma negativa e infeliz, mesmo aconecendo algo de bom na vida da pessoa que acaba vendo apenas o aspecto ruim do evento. Com isso, o paciente tende a se sentir incapaz e sua autoestima diminui", diz o psiquiatra Rodrigo Leite, do instituto de Psquiatria da USP.

2. Desinteresse por coisas prazerosas. Perder o interesse por atividades  que antes eram prazerosas é outro sintoma importante da depressão.  O desinteresse pode acontecerem diferentes aspectos da vida do indivíduo, como no âmbito profissional e sexual, familiar, além de atividades de lazer, por exemplo.  "O paciente também pode abrir mão de projetos por achar que eles já não valem  mais o esforço,  deixar de conquistar novos objetivos ou de aproveitar oportunidades que podem surgir em sua vida" diz o psquiatra Rodrigo Leite.

3. Problemas relacionados ao sono. Pessoas com depressão podem dormir mais ou menos do que o de costume. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia.

4. Mudança no apetite. Pessoas com depressão podem apresentar uma perda ou aumento do apetite - passando a consumir muito açucar ou carboidrato, por exemplo. Segundo o psquiatra Rodrigo Leite,  já não está claro o motivo pelo qual isso acontece, mas sabe-se que, somando a outros sintomas da doença, a alteração do apetite que persiste por no mínimo duas semanas aumenta as chances de um paciente ser diagnosticado com depressão.

5. Perda ou ganho de peso. Mudanças significativas de peso podem ser uma consequência da alteração do apetite causados pela depressão - por isso, são consderadas como sintomas da doença.

6. Falta de concentração. Em muitos casos, a depressão também pode prejudicar a capacidade de concentração, raciocínio e tomada de decisões. Com isso, o indivíduo perde o rendimento no trabalho ou nos estudos. Segundo a psquiatra Mara Maranhão,  da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a depressão pode impedir que o paciente trabalhe ou estude, ou então faz com que ele precise se esforçar muito para conseguir concluir uma determinada atividade.

7. Cansaço. Diminuição de energia,  cansaço frequente e fadiga são comuns com pessoas com depressão,  mesmo quando elas não realizam esforço físico.  "O indivíduo pode queixar - se, por exemplo de que se lavar e e vestir pela manhã é algo exaustivo e pode levar o  dobro do tempo habitual", segundo o capítulo sobre depressão do Manual Diagnóstico  e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM - 5), feito pela Associação Americana de Psquiatria.

8. Pensamentos recorrentes sobre morte. Em casos mais graves pessoas com depressão podem apresentar pensamentos recorrentes sobre morte , ideação suicida ou até tentativas de suicídio. A frequência e intensidade dessas ideias podem mudar de acordo com cada paciente. "As motivações para o suicídio podem incluir desejo de desistir diante de um obstáculo tido como insuperável ou intenso desejo de acabar com um estado emocional muito doloroso" de acordo com o DSM-5.

TIPOS DE DEPRESSÃO.
.

A depressão maior (antiga depressão endógena), caracteriza-se por um ou mais episódios depressivos, com pelo menos duas semanas de humor deprimido ou perda de interesse nas atividades, acompanhadas de ao menos quatro sintomas adicionais de depressão que incluem sentimentos de desesperança,  desvalia, culpa, desamparo, associados a alterações de apetite e sono, fadiga, retardo ou agitação pscomotora, disfunção sexual, com ou sem tentaiva de suicídio.

Manifestações pscóticas também podem ocorrer acompanhando a depressão maiorou endógena,  com o aparecimento de idéias delirantes e mesmo alucinações.

Merecem destaques ainda o disturbio efetivo puerperal, que ocorre até quatro semanas após o parto;

Depressão sazonal que tem início e remissão em certos períodos do ano, geralmente no inverno e na primavera respectivamente.

Depressão exógena. Ela é chamada assim pois é causada por fatores externos, como situações como morte de entes queridos, quebra de laços afetivos como separações e divórcios.

A ansiedade e o estresse também causam depressão.

A ansiedade é uma perturbação psiquica que nos leva preoupar-nos, a agir com desequilíbrio,  a sofrer com antecipação,  levando a angústia.  É uma alteração psiquica que é permante, podendo trazer um transtorno para depois. A pessoa ansiosa está sempre preocupada, com  medo, nervosa. A solução é confiar no Senhor (Mt 6.25; Fp 4.6). Quando a ansiedade é boa, ela leva a pessoa ao seu objetivo.  Porém a ruim, te afeta, levando a uma doença mais grave. Por exemplo: O viver com medo pode trazer o transtorno do pânico.

O estresse: É tudo aquilo que o homem criou para ele e não consegue atender. Leva a uma ansiedade grave, porém o estresse bom é a força propulsora, aquela "adrenalina" que te leva a busca.

Como tratar a ansiedade?

1. Conhecer-se: O importante de nos conhecermos é porque nós sabemos como reagimos a determinados estimulos, portanto devemos saber agir em determinadas situaçoes. Muitas doenças físicas são geradas no emocional, e se não for tatado o emocional, não melhora o físico. Por exemplo: A obesidade em alguns casos está ligada a ansiedade.

2. Atividade física. Na atividade física, o organismo libera endorfina, que é um antidepressivo natural.

 O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A DEPRESSÃO.

O nome “depressão” não está na Bíblia. Entretanto, diversas passagens mostram pessoas que estavam em situação que expressaram seus sentimentos de tristeza e esperança: por exemplo, Salmos 69, 88, 102, 43, ou Elias em 1 Rs 19 e seu tratamento dado por Deus. Jeremias também escreveu um livro inteiro sobre lamentações. Jesus no getsêmani e sua angústia. (Mt 26.37-38). Ainda poderíamos citar Jó (Jo 3), Moisés (Nm 11.10-15).  Portanto, não podemos jamais dizer que uma pessoa deprimida esteja possessa por demônios. Não podemos tirar conclusões precipitadas.

COMO AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO?

EXISTE MEIO DE AJUDAR ALGUÉM COM DEPRESSÃO? Sim, mas a melhora de uma pessoa neste estado não é de uma hora para outra.Devemos ter consciência de que não somos profissionais formados na área, e não ter receio de aconselhar alguém nesta situação procurar um profissional da área, um psicólogo. Porém também devemos ter consciência que a igreja deve ter um papel importante para ajudar estas pessoas a se restabelecerem, pois a igreja tem um ministério de consolo e de cura. Podemos ver alguns fatores para aconselhar alguém (ou a nós mesmos):

Podemos ajudar pessoas com depressão:

1. Ouvindo - as: Ouvi-las atentamente e pacientemente, procurando detectar sinais de raiva, mágoa, pensamentos negativos, baixo auto - estima e culpa, que poderão ser comentados posteriormente. Incentive a falar sobre as circunstâncias da vida que lhe causam tédio. Evite tomar partido, mas procure compreender e aceitar os sentimentos do outro. Preste atenção em conversas sobre perdas, fracassos, rejeição, e outros incidentes que podem ter desencadeado a depressão.

2. Não podemos esquecer que muitas reações depressivas são de causa fisiológicas.  Estima - se que cerca de 40 por cento de depressão sejam resultado direto de uma doença física, sendo que algumas podem não ser diagnosticadas.  Também podem ser efeifos colaterais de medicamentos e até mesmo consequências de mal hábito alimentar.

3. Não desaparecendo os sintomas, não devemos ter receio em encaminhar a pessoa com depressão para um profissional da área,  pois se houver a necessidade de medicamentos apenas esses profissionais podem receitá - los, além de abordar profissionalmete o caso.

4. Podemos ajudar verificando, na medida do possível,  as causas; se são psicológica  ou espirituais que estão por trás dos sintomas.
Pode ser por histórico ou pressão familiar?
Estresse ou lidando com perdas ou traumas?

Ira? Será que ela está magoada com algumas pessoas ou situações? Hebreus fala sobre a raiz de amargura que  priva da graça de Deus. O perdão é libertador.
Existem sentimentos de culpa por algo que a pessoa fez em algum momento de sua vida? Vemos por exemplo o caso de Davi, que foi restaurado após a confrontação do Senhor e consequentemente sua confissão diante de Deus (2 Samuel 12; Salmo 51).

Não devemos simplesmente dizer para uma pessoa que "você não deveria se sentir assim" pois isso não alivia em nada a depressão e muitas vezes,  ainda acresecenta sentimentos de culpa, já qua a maioria das pessoas não pode mudar seus sentimentos ao seu bel prazer. Para mudar sentimentos é necessário mudar a maneira de pensar. Quando surgir problemas e desilusões devemos perguntar o que a pessoa pensa a respeito,  levando a pessoa a se voltar para Deus (Filipenses 4.7).

Que Deus nos dê graça e sabedoria para ajudarmos aqueles que estiverem enfrentando essa enfermidade da alma,  bem como a nós, quando enfrentarmos esses períodos, os quais todos estamos sujeitos. Que independente das causas, possamos alcançar vitória em Cristo Jesus sobre a depressão. Amém.

Referências:

Livro
Aconselhamento Cristão, autor Gary R. Collins. Editora Vida Nova.

Máscara da Melancolia,  autor John White. Editora Abu.

Matéria Revista Veja.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

EFEITOS DANOSOS DO COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

EFEITOS DANOSOS DO COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

Comentário para lição da EBD, Editora Betel, Enfermidades da Alma. 

Introdução

O complexo de superioridade não é tido como uma patologia por alguns especialistas pois ele é na verdade mais uma "máscara" do que necessariamente uma patologia, ou seja, uma enfermidade. Ela é uma "máscara" pois tenta na verdade, ocultar sentimentos de inferioridade em pessoas que não conseguem lidar com o seu complexo de inferioridade.

1. O COMPLEXO DE SUPERIORIDADE NA IGREJA.

Pela Palavra de Deus, observamos que a soberba do ser humano e sentimentos altivos, autopromoção, e desejo de ser superior aos demais, ao ponto de desejarem ser adorados como um deus, estão presentes em toda parte. Satanás é o maior representante desse sentimento quando desejou tomar para si a glória devida somente a Deus, querendo ocupar o seu lugar. Podemos citar como exemplos ainda Adão, Caim, Acabe, Nabucodonosor e profeticamente, personalizado na pessoa do anticristo (2 Ts 2.3-4).
Entretanto, vemos esse sentimento presente entre os membros da igreja do Senhor desde o início. Podemos perceber isso pelas exortações presentes nas epístolas. (Tg 4.6; 1 Pe 5.5-7; Rm 12.10; Ef 5.21; Gl 6.23). O Senhor Jesus se opôs fortemente contra esse tipo de sentimento e comportamento em seus  ensinamentos sobre o novo modo de vida entre seus discípulos. (Mt 18.1-5;Mc 9.30-37;  Lc 9.46-48; Jo 13.12-17, 34).

1.1.  O que é o complexo de superoridade ?

O que é um complexo ?

O Complexo é um conceito que surgiu na Psicologia Analítica, e constitui um conjunto de pensamentos, idéias e crenças carregadas de emoções.  A esse conjunto é dado o nome de "complexo".  Quando essas emoções são ativadas por causas internas ou externas, como um trauma, um choque emocional ou conflito moral, estes podem dominar o ego, dominando assim a forma da pessoa ser e estar.

O complexo de superioridade tem como base um mecanismo inconsciente de compensação, por reflexos de sentimentos internos de inferioridade, frequentemente despertados por críticas, rejeição, negligência. A expressão de Compexo de Superioridade foi originalmente criada por Afred Adler, psicólogo que foi o primeiro seguidor de Freud, que depois se desligou dele por discordar do pioneiro da psicanálise em algumas de suas teorias.

1.2 A falta de autoconhecimento induz ao erro.

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os penamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto de suas ações. Jr 17.9,10.

A primeira atitude de Nabucodonosor para parecer poderoso foi sitiar e tomar escravos em Jerusalém (Dn 1.1-3). No entanto, ele demonstrava não conhecer a si mesmo, por não conseguir nem mesmo lembrar do seu sonho (Dn 2.5). Nosso coração é enganoso! Jesus disse que dele procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (Mateus 15.19). Sabendo disso, é muito importante tomar cuidado quando tomamos determinadas atitudes baseados apenas no sentimento de eu senti no coração, sem levar em conta a razão e pesar as conseqüências de nossos comportamentos e ações.

Se a pessoa com complexo de superioridade se preocupasse menos em se impor perante as demais para dominar o seu ego, compensando assim seu complexo de inferioridade, e procurasse conhecer melhor a si mesmo, ela teria consciência de si mesma, de seus aspectos positivos e negativos. Ninguém é superior a ninguém, sendo completo em tudo. Todos têm qualidades e defeitos, deficiências em certas áreas de suas vidas. Conhecendo a nós mesmos temos uma melhor condição de levar as áreas de nossas vidas que temos consciência que temos de mudar para serem trabalhadas por Deus. Era isso que Nabucodonosor  deveria ter feito diante da demonstração do poder de Deus através da revelação dada ao profeta  (Dn 2.28). No entanto, mais uma vez ele quis se impor como superior (Dn 3.17-19 se encheu de furor e se mudou o aspecto de seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego).
                Ter um verdadeiro encontro com Cristo, e seguí-lo sendo seu discípulo transforma os nossos corações. ( Jo 3.3, 5; Mt 11.28-29). Apenas Cristo Jesus tem o poder de nos dar um novo coração.

1.3 Sintomas mais comuns do complexo de superioridade.

Zombador, trata com falta de respeito, sem consideração (indgnação); soberba (se considera superior aos demais). Provérbios 21.24.

Pode se fazer de bom, porém mostra sua verdadeira face quando é contrariado, como no exemplo citado de Nabucodonosor e Hananias, Misael e Azarias (Dn 1.20; 3.15). A aparente bondade é a máscara que esconde o desejo de ser melhor para que não seja inferior. Ele mudou o semblante e se encheu de furor contra eles!

Ele projeta esses sentimentos que tem dentro de si de inferioridade nas pessoas que estão a sua volta.  Para ele, todas as outras pessoas são inferiores a ele.

São vaidosos e extravagantes, sentimentalistas;

Afastamento social e isolamento, como tentativa de fugir da realidade que tanto tem medo;

Por outro lado, podem ser bons comunicadores, persuasivos e com argumentos aparentemente sólidos;

Desacreditam e questionam  a opinião dos outros tentando impor a sua opinião, pois tentam dominar aqueles que considera como mais fracos e menos importantes.

2.       Um  mau exemplo.

2.1 A ânsia pelo poder

Na tentativa de demonstrar que era poderoso, ele construi um lugar de adoração a Baal (1 Rs 16. 31-32). Esse comportamento de Acabe demonstra como uma pessoa com esse complexo pode sim, não considerar, respeitar e temer principalmente a Deus. Acabe conhecia ao Senhor, entretanto, ele preferiu seguir seu próprio coração, e a vontade de sua mulher Jezabel (1 Rs 16.29, 31-32).

Quando vemos no meio da igreja do Senhor pessoas que não levam a  Palavra de Deus em consideração, e não glorificam a Deus com suas atitudes e obras, porém a si mesmas, manifestam terem presentes dentro de si tal complexo de superioridade. O Senhor não aprova tal comportamento, e não podemos esquecer que seremos recompensados pela intenção de nossos corações perante o Senhor (2 Co 5.10; 1 Co 3.11-12 ouro, prata e pedras preciosas- São as coisas que fazemos que glorificam  a Deus, que são ungidas pelo Espírito Santo, como nas palavras do apóstolo Paulo quando se despedia dos anciãos de Éfeso, é servir ao Senhor com toda humildade e com lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus me sobrevieram (Atos 20.19), tendo  a consciência de que temos esse tesouro em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. (2 Co 4.7).
Madeira, feno e palha são, na verdade, as realizações meramente humanas, secas como o feno e que são facilmente levadas pelo vento como a palha, que tem apenas a intenção de glorificar e enaltecer o homem e não a Deus.

2.3 Um forte desejo de se sentir superior

Vemos que a cobiça, está presente no complexo de superioridade. A vinha de Nabote estava localizada próxima ao palácio real  (1 Rs 21.1-29), e aparentemente por capricho, Acabe desejava transformá-la em Jardim.
Nabote tinha todo o direito de recusar vender a vinha. Se ele tivesse vendido a vinha teria traído a tradição e a consciência (Lv 25.23-28; Nm 36.7) Acabe reconhecia isso, no entanto se deixou  levar pela cobiça, seguindo o ímpio conselho de Jezabel. Com a eliminação de Nabote, Acabe tomou posse do jardim .

3.       Um velho conhecido da Igreja

Satanás  ao levar o  homem a pecar , demonstrou um sentimento de inveja pela posição que o ser humano ocupava.  Para fazer o homem pecar, ele fez isso ofertando ao homem  a independência de Deus, ou seja, de viver independente dele. Ofertou com sua principal arma, que é a mentira: Sereis como Deus (Gn 3.5).
Por isso as pessoas que têm esse comportamento se tornam alvos fáceis de Satanás, querendo se rebelar contra Deus e atraindo adoração para si mesma.  O obreiro não pode ser neófito, ou seja, novo na fé, mas amadurecido em Cristo (1 Timóteo 3.6) , para não se ensoberbecer e cair na condenação do diabo.

CONCLUSÃO


Que sigamos o conselho e ensinamento do Senhor e sejamos como crianças. As crianças não tinham status de importância naqueles dias, eram dependentes e puras de coração. Que tenhamos esses sentimentos pois a elas pertencem o reino de Deus. Que um verdadeiro encontro com Cristo nos livre de todo tipo de Complexo, seja de superioridade como de Inferioridade.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...