sábado, 7 de junho de 2014

SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE

SUPERANDO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE.

Comentário para a lição 10, para a revista da Escola Bíblica Dominical"Enfermidades da alma", do Pr. Israel Maia.

1. O que provoca o complexo de inferioridade.
Alfred Adler, um psiquiatra europeu, escreveu que todo mundo tem sentimentos de inferioridade. Isso ocorre quando nos comparamos com o outro de maneira desfavorável; Quando não temos uma correta visão de nós mesmos. Foi Adler que nomeou essa enfermidade da alma de complexo de inferioridade.
Nos comparar com os outros podem nos trazer sentimentos de inadequação e muito sofrimento. Adler acreditava que só podemos escapar desta armadilha de complexo de inferioridade se pararmos de nos comparar com os outros e deixarmos para trás o desejo comum de sermos superiores. Outros autores mais recentes têm defendido a idéia de que os indivíduos vencem a inferioridade desenvolvendo uma autoestima positiva e saudável.

Autoimagem e autoestima tem diferença nas definições:
Autoimagem: Se refere a idéia que fazemos de nós mesmos.
Autoestima: Significa algo ligeiramente diferente. Esse termo se refere à estimativa que uma pessoa faz acerca de seu próprio valor, sua competência e importância.
Enquanto a autoimagem e o autoconceito envolvem uma descrição, a autoestima envolve uma avaliação.
Sentimentos de culpa e experiências passadas podem contribuir para o desenvolvimento do complexo de inferioridade.

Relacionamentos inadequados entre pais e filhos também contribuem para o desenvolvimento desse complexo. Muitos estudiosos concordam que esse sentimento de inferioridade e baixa autoestima, portanto nascem em casa, pois a base da autoestima de uma criança se forma durante os primeiros anos da infância.
Isso se dá quando os pais exageram em criticas em relação aos filhos e negligenciam as manifestações de amor e carinho. Ocorrem quando:

Criticam, envergonham, rejeitam e repreendem repetidamente;
Estabelecem padrões e metas inatingíveis para a criança;
Expressam a expectativa de que a criança vai fracassar;
Castigam muito e severamente;
Insinuam que a criança é um estorvo, estúpida ou incompetente;
Evitam carinhos, abraços e toques afetivos;
Superprotegem ou dominam as crianças, de modo que elas fracassam mais tarde quando tem de se virar sozinhas.

1.1 Os principais sintomas do complexo de inferioridade.

Elas podem se sentir isoladas e repelentes;
Se sentir incapazes de superar suas deficiências e não ter motivação para se defenderem;
Sentir raiva, mas ter medo de provoca esse sentimento nos outros, oi de chamar a atenção para si mesmas.
Ter dificuldade de se relacionar nem com os outros;
São submissas, dependentes e que se magoam facilmente;
Tem pouca curiosidade e criatividade;
São mais fechadas, menos inclinadas a conversarem e se abrirem com as outras pessoas;

1.2 Complexo de inferioridade na igreja.

Muitos de nós que somos cristãos devido ao ensinamento bíblico sobre o nosso estado pecaminoso que separa a humanidade de Deus, corremos o risco de nos entregarmos a esse sentimento e acreditarmos que não temos valor para Deus, devido aos nossos erros, imperfeições e limitações diante dEle.
No entanto, biblicamente essa visão nos deve levar a reconfortante visão do amor e da graça de Deus. Mesmo tendo essa natureza, a Palavra de Deus enfaticamente declara:
 Ele me amou. ( João 3.16; Romanos 6.23).
 Ele nos amou não pelas obras de justiça que houvéssemos realizado, mas por sua graça (Efésios 2.8-10).
Ele nos amou mesmo quando éramos como ovelhas perdidas, como moedas de valor perdidas ou um filho rebelde que quis desfrutar dos bens de seu pai sem ter nada com ele, desejando a sua morte (Lucas 15).
Ele nos amou ao ponto de não nos chamar de servos, mas amigos (João   ),
Nos amou ao ponto de nos permitir chamá-lo de Pai (João 1.12; Romanos 8  ).

1.3 Como se comporta quem sofre desta enfermidade.
Além dos sintomas e comportamentos já citados, podemos ainda, segundo Gary Collins citar que a baixa autoestima e a inferioridade podem contribuir para:
Falta de paz e segurança interior
Pouca autoconfiança
Isolamento social
Propensão a sentir ciúmes e a criticar os outros
Conflitos interpessoais
Autocrítica, autorejeição e ódio contra si mesmo.
Depressão
Impulso de obter poder, superioridade e controle sobre os outros.
Reclama de tudo, vive discutindo. É intolerante, não perdoa e é hipersensivel.
É incapaz de aceitar elogios ou expressões de amor.
Tendência a ser um mal ouvinte ou um mal perdedor.
Todos nós nos sentimos inferiores uma vez ou outra, no entanto, quando esses sentimentos de inferioridade duram por longo tempo, todas as ações, atitudes e sentimentos, valores e pensamentos do indivíduo são afetados.

2. GIDEÃO E O ANJO DO SENHOR
Esse pensamento de Gideão é compreensível se entendermos o contexto que Gideão vivia. A motivação existente para a opressão Midianita era forte. Por fazerem o que era mal aos olhos do Senhor, Deus permitiu que os Israelitas fossem oprimidos pelos Midianitas por sete anos. Os  midianitas eram uma tribo nômade que habitava no deserto da Arábia a leste do mar Morto e das fronteiras de Moabe e Edom. Cinco famílias de midianitas eram descendentes de Abraão e  Quetura (Gn 25.2,4). Os mercadores midianitas compraram José e o levaram para o Egito (Êx 3.1). Os midianitas estavam entre aqueles que foram enviados a Balaão para fazer com que ele amaldiçoasse Israel (Nm 22.4-7). Enquanto se encaminhavam para Canaã, os israelitas mataram cinco reis de Midiã (Nm 31.8), pilharam toda uma região (Nm 31.10,11) e assassinaram a população masculina e todas as mulheres casadas (Nm 31.7). Portanto, as invasões midiaitas foram motivadas não apenas pelos despojos que foram tomados, mas por um desejo de vingança contra os israelitas. É neste contexto que vivia Gideão e que exerceu grande influencia sobre ele.

3.  O CAMINHO PARA CURAR-SE DO COMPLEXO DE INFERIORIDADE.
 Como se vê a pessoa com esse problema.
É muito interessante o modo como o Anjo do Senhor se dirigiu à Gideão: O Senhor é contigo, varão valoroso. (Jz 6.12).
A pessoa com esse problema se vê sempre como inferior, sem se valorizar. Porém o Senhor sempre mostra que temos valor para Ele.
O Senhor através deste fato ocorrido com Gideão nos mostra que com Ele, nunca seremos livres dos conflitos, mas com a ajuda dEle seremos vitoriosos em meio as lutas e aflições.





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