sexta-feira, 13 de junho de 2014

ENFRENTANDO O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

ENFRENTANDO O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO

Is 49.14-16.

Comentário para a lição de n.11, para a revista Betel de Escola Bíblica Dominical “Enfermidades da Alma”, escrita pelo Pr. Israel Maia.

1. O que é o sentimento de rejeição.

Quem é que nunca se sentiu rejeitado em algum momento da vida? Não há quem nunca foi deixado de lado em uma brincadeira de criança, ou foi abandonado por uma namorada ou namorado? Esquecido na hora de ser convidado para uma festa, despedido de um emprego?

O sentimento de rejeição é provavelmente a ferida psicológica mais comum e recorrente em nossas vidas. Segundo o doutor em psicologia e especialista em terapia de casais Guy Winch, autor do livro “Primeiros Socorros Emocionais”, de acordo com artigo publicado pelo “UOL”, ele diz que:

“As rejeições são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne.”

Como define o Pr. Israel Maia, ela deixa marcas que perseguem o indivíduo ao longo dos anos, condenando-o a um estado permanente de medo, tristeza e isolamento (Gn 3.9-10).

Cada pessoa reage de modo único as experiências que marcam a sua história de vida. Esse sentimento começa, na maioria das vezes surgir na infância, na experiência familiar ou social, no convívio escolar. Ela pode pensar que é rejeitada, como biblicamente temos o exemplo do irmão mais velho do filho pródigo (Lucas 15.25-32). Outra situação é quando a pessoa realmente é deixada de lado em preferência do pai ou mãe em relação a outro filho, como vemos, por exemplo, no caso de Isaque que amava mais a Esaú, e Rebeca que amava a Jacó (Gn 25.28). Jacó, de modo consciente ou não, teve o mesmo comportamento errôneo, a demonstrar preferência a José em detrimento aos seus irmãos (Gn 37.3-4).

A pessoa que se sente rejeitada pode canalizar esse sentimento internamente, ou externamente.

Internamente gerando sentimentos de baixa autoestima, culpa, timidez, complexo de inferioridade.

Externamente a pessoa se torna agressiva, para se defender do seu sentimento de carência e rejeição. Usam de agressividade como máscara para esconder e se defender desse sentimento, como vemos o exemplo do comportamento dos irmãos de José e sua agressividade em relação a ele (Gn 37.18-20).

Esse sentimento de dor, conforme explica a terapeuta de casais em entrevista ao UOL, Marina Vasconcellos, se dá pelo fato de que “O ser humano tem necessidade de ser aprovado, de ser aceito. Pertencer a uma sociedade, a uma família, é uma necessidade básica. E a rejeição tira esse direito. Fica um vazio.”

A dor da rejeição é uma dor profunda, como se uma faca estivesse entrando no peito da pessoa rejeitada. Neste livro “Primeiros Socorros Emocionais”, Winch cita estudos realizados por meio de ressonância magnética, que mostra que a dor da exclusão ativa no cérebro as mesmas áreas acionadas pela dor física.

Hoje em dia, segundo avalia Aracelli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo, as pessoas estão menos capazes de lidar com as rejeições impostas pela vida moderna. Segundo ele, “Há pessoas que acham que todos têm de fazer o que elas querem.”

O SENTIMENTO DE REJEIÇÃO NA IGREJA

Viver dentro de uma igreja não significa que seremos pessoas saudáveis se reconhecermos que nossos 
problemas existenciais forem reconhecidos, encarados e resolvidos.

Devemos ter em mente que somos amados por Deus; que Ele nos ama, como uma pai aos seus filhos (João 1.12; Romanos 8.39).

O amor que Ele tem por nós excede o amor que uma mãe tem pelos seus filhos (Is 49.14,15)

O Sentimento de rejeição deve ser combatido com oração e comunhão entre o povo de Deus (Salmo 133; Atos 2.42-44). Temos responsabilidades uns com os outros para nos ajudarmos, confortarmos e edificarmos uns aos outros (Gálatas 6.2; Romanos 15.1-3).

Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo experimentou o maior sentimento de rejeição. Por isso, quando enfrentarmos esse tipo de sentimento, podemos lembrar que no Senhor Jesus, temos graça e misericórdia, para nos ajudar em tempo oportuno. (Hb 4.14-16).

Referências.
Comentário Bíblico Beacon, CPAD.
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD.

www.uol.com.br 

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