quinta-feira, 2 de julho de 2015

OS MILAGRES DO NOVO TESTAMENTO

capa3tri2015
OS MILAGRES DO NOVO TESTAMENTO
(cometários adicionais para a lição de n.1) (agora também em:https://manejandobemapalavradaverdade.wordpress.com/)
Texto Áureo
“E se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé.” 1 Co 15.14.
Textos de Referência: Ef 2.1-3,6.
Introdução:
Uma nova dispensação para a humanidade é inaugurada em Jesus. Sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). Sua ressurreição redime o pecador, traz esperança e cura toda a sorte de males através de Sua graça infinita.
  1. O SIGNIFICADO DOS MILAGRES DE JESUS.
Todos os evangelhos destacam o poder milagroso de Jesus. Até mesmo seus adversários destacaram esse poder, acusando-o de serem realizados por Belzebu (Mt 12.22-24). Seus adversários não duvidaram da veracidade dos milagres de Jesus, mas sim da fonte desses milagres. De fato, nenhum homem, profeta ou líder religioso se compara ao Senhor Jesus, em todos os aspectos de sua vida e em seus feitos e obras.
Vemos a sua autoridade destacada sobre:
  • Autoridade sobre seus ensinamentos (Mt 7.28-29);
  • Autoridade sobre as enfermidades (Mt 8.3, 5-10, 14-17);
  • Autoridade sobre a natureza (Mt 8.23-27);
  • Autoridade sobre os demônios (Mt 8.28-33);
  • Autoridade para perdoar pecados (Mt 9.6);
  • Autoridade sobre a morte (Lc 7.13-16; Jo 11.25-26,43-44).
De fato, todos que o conheciam e experimentavam os seus milagres podiam dizer: “Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.” (Mc 7.37).  Jesus pregava o evangelho não apenas com a Palavra, mas com a realização de milagres, demonstração do poder de Deus, Por isso todos se admiravam:
“E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (Mc 1.27).
Os milagres de Jesus anunciam a vinda do Reino de Deus (Mc 1.14-15). Tanto João Batista, o precursor de Jesus, como o Senhor Jesus anunciaram a vinda do Reino de Deus, e a autenticidade da oferta do Reino foi provada por sinais e milagres. Podemos ver na pergunta de João Batista a Jesus e a resposta que o Senhor deu à ele (Mt 11.3-6). Podemos ver também na resposta de Jesus aos fariseus (Mt 12.28). Podemos concluir que cada milagre que o Senhor fez não destaca apenas o poder do Senhor Jesus, mas as condições que serão estabeecidas quando o Seu Reino for estabelecido.
  1. A MULTIFORME SABEDORIA DE DEUS.
Apesar de não ser intenção de Deus apenas impressionar aos homens pelos milagres, estes acontecem com a intenção de Deus apontar para algo maior, ou seja, a realidade de si mesmo para os homens. Milagres estão ligados com a providência de Deus, pois ele é soberano sobre cada aspecto de sua criação. Ele não é um Deus indiferente ou ausente de sua criação, mas presente em cada aspecto de sua criação.
Como podemos definir milagre? Segundo Wayne Grudem, podemos dar a seguinte definição: milagre é um gênero menos comum da atividade divina, pela qual Deus desperta a admiração e o espanto das pessoas, dando testemunho de si mesmo.”
Em relação aos milagres a Bíblia emprega principalmente três conjuntos de termos:
  • Sinal: significa algo que aponta ou indica outra coisa, especialmente a atividade e o poder de Deus;
  • Prodígio: Um evento que deixa as pessoas assombradas ou perplexas;
  • Milagres: Ato que exibe grande poder, o poder divino.
Podemos ver estes três termos combinados em Atos 2.22 e semelhantes em 2Co 12.12; Hb 2.4.
Toda essa demosntração do poder divino narrada nas escrituras tinham o objetivo final de autenticar a mensagem pregada pelo Senhor Jesus, e pela igreja: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo par perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” (Atos 2.38).
O objetivo principal de Deus é trazer salvação aos homens, proporcionar a eles o milagre do novo nascimento (João 3.5-8; 1 Timóteo 1.12-15; Tito 3.3-7).
  1. A RESSURREIÇÃO, O PILAR DA FÉ CRISTÃ.
Apesar de um dos símbolos mais conhecidos do cristianismo ser uma cruz, poderíamos facilmente concordar que seu símbolo poderia ser, como defendeu alguém, o sepulcro vazio. A ressurreição de Cristo é um fato histórico, e parte da pregação do evangelho (1 Co 15.1-8).
Ela é tão importante para a nossa fé, que a Palavra de Deus declara que se ela não houvesse ocorrido, tanto a nossa pregação como a nossa fé seria vã (1 Co 15.14).
Uma das curiosidades a respeito da ressurreição e que prova sua autenticidade é que a princípio os apóstolos não creram (Mc 16.9-14). Foi o encontro com o Senhor ressurreto que os transformou o estado deles de temor para de ousadia, para pregarem com o poder do Espírito Santo a Palavra de Deus com poder. Ninguém morreria, como eles, em prol de uma mentira. Eles morreram pregando a Palavra de Cristo é o Senhor, e que Ele ressuscitou. Foi o Cristo ressurreto que transformou Saulo, perseguidor da igreja, em Paulo, o apóstolo dos gentios (Atos 9).
Vemos nos evangelhos que cada um que teve um encontro pessoal com o Cristo ressurreto são transformados diante da situação que se encontram:
  • Maria, do luto recebe a missão de anunciar aos apóstolos que ele ressuscitou (Mt 28.9-10);
  • Os discípulos, do medo para a alegria (Lc 24.36-43);
  • Tomé, da dúvida, levado a fé (João 20.24-28).
A experiência com o Senhor Ressuscitado ainda hoje é transformadora!
“O LENÇO QUE TINHA ESTADO SOBRE A CABEÇA DE JESUS”
Devido ás poucas referências a este tema, gostaria de aproveitar a oportunidade para fornecer um comentário sobre o texto de João 20.6-8.
Dentre vários comentários, baseados em especulações sobre o significado deste “lenço”, encontro esta referência embasada nos costumes de sepultamento dos dias de Jesus, no antigo livro de Pierre Barbet, “A Paixão de Jesus Cristo, segundo o cirurgião, das edições Loyola, 1976, pp.189-192. Este “lenço”, na verdade, não era um pequeno pedaço de pano, como a primeira vista podemos pensar, mas na verdade uma peça de aproximadamente quatro metros, que envolvia o corpo, passando sobre a cabeça. Era envolvida por especiarias e  outras faixas. Essa peça dobrada a parte, que envolvia o corpo e que passava sobre a cabeça, que chamou a atenção do evangelista João.
Bons estudos!
Referências:
A Paixão de Jesus Cristo, segundo o cirurgião. Autor: Pierre Barbet.
Teologia Sistemática. Autor: Wayne Grudem.
Manual de Escatologia. Autor: J. Dwight Pentecost.
O Comentário de João. Autor: D. A. Carson.
Bíblia de Estudo Pentecostal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...